<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442</id><updated>2012-02-12T21:38:06.555-01:00</updated><title type='text'>RIBEIRA SECA</title><subtitle type='html'>Um nome que identifica uma das mais ricas zonas de caça da Ilha de Santa Maria e que pretende, ao nomear este sítio, servir de caderno de anotações, de pensamentos e divagações, sobre o passado, a actualidade e o futuro da actividade cinegética.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>178</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4009411863489083691</id><published>2012-02-12T12:31:00.006-01:00</published><updated>2012-02-12T14:16:33.857-01:00</updated><title type='text'>Aves Observadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Algumas aves que consegui observar e fotografar ontem, das quais saliento as de um dos três falcões que sobrevoam os campos de caça desta bonita Ilha de Santa Maria. &lt;br /&gt;Nestas, em particular, fotografei-o após ele ter capturado um lagarto que acabou por matar em&amp;nbsp;voo, enquanto as restantes fotos foram obtidas na orla costeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;embed flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fribeira.seca%2Falbumid%2F5693040067693316289%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26authkey%3DGv1sRgCOi_yrTg1bSNwQE%26hl%3Dpt_BR" height="533" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="https://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="800"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4009411863489083691?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4009411863489083691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4009411863489083691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2012/02/aves-observadas.html' title='Aves Observadas'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5102244838106342132</id><published>2012-02-08T12:34:00.001-01:00</published><updated>2012-02-12T13:15:19.837-01:00</updated><title type='text'>Montaria em Mós-do-Douro 2012</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zNmqJxe9DTQ/TzJ5YpMfGRI/AAAAAAAABu8/Kj3m1ZoshNo/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-zNmqJxe9DTQ/TzJ5YpMfGRI/AAAAAAAABu8/Kj3m1ZoshNo/s320/1.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;A Associação de Caçadores das Encostas do Douro, em colaboração com a Junta de Freguesia de Mós-do-Douro e uma vasta equipa de bons amigos, realizou no dia 4 de Fevereiro de 2012, a XIII Montaria ao Javali de Mós-do-Douro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O evento, que reúne caçadores de todo o País e de amigos de Mós-do-Douro, já faz parte do património humano, da cinegética nacional e é uma autêntica romaria a um dos locais mais típicos do País onde somos sempre muito bem recebidos e acarinhados pelo Ricardo, Ramiro, Rui, Luís Polido, Presidente da Junta de Freguesia, entre outros. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É claro que a caçada é também um bom pretexto para este reencontro, para saborearmos a fabulosa gastronomia local e encantarmos a vista com a beleza extraordinária que o Douro proporciona a quem com ele se depara. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este ano fiz-me acompanhar do meu companheiro de sempre o Cremildo Marques, mais conhecido por “Barbas”, e do grande caçador Dr. António Tomás (industrial da famosa fábrica Santana que ao longo dos anos vem produzindo belíssimos azulejos e painéis que muito valorizam o património nacional - mandou fazer um azulejo comemorativo desta Montaria).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Cremildo com a sua boa disposição e no desempenho de leiloeiro dos javalis cobrados tem constituído uma forte mais valia para a Organização já que os porcos leiloados por ele rendem sempre mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Á nossa parte arrematamos 2 porcos (1 pequeno e outro médio) para ajudarmos a Organização e para fazermos um almoço de Javali, que levamos a cabo no dia seguinte, magistralmente cozinhado pelo Luís Polido e sua esposa, que também acabamos por partilhar com o Sr. que teve a amabilidade de nos alojar no anexo das antigas instalações do caminho de ferro de Mós-do-Douro. Ainda sobraram uns pedaços para serem confeccionados em futuros encontros de amigos caçadores. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O dia esteve magnifico, isto depois de um “frio de rachar pedras”, e os cerca de 116 Monteiros, acompanhados por 16 Matilhas, cobraram 16 Javalis, com alguns bons exemplares como o que foi cobrado por um Monteiro sénior (julgo que o seu nome é Marinho) e que se não for uma medalha de ouro fica por lá bem próximo. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A presença de Mulheres Monteiras fez-se também notar, o que enriquece sempre um evento desta natureza, tendo destaque especial a Andreia Catarina.  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Figura de relevo foi também a do “Eng.º das navalhas” que este ano nos acompanhou na visita à casa do Sr. Luís Polido e no desmanchar dos javalis. Ele e mais o amigo João Ramiro “fartaram-se de trabalhar”. Esforço altamente apreciado e reconhecido pelo nosso Grupo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A montaria foi precedida por um esclarecedor discurso do seu Director Pedro Delgado que em breves palavras apelou para o cumprimento das normas fixadas, da segurança, para o espírito desportivo e pela ética. No regresso o almoço foi servido numa sala repleta de gente da caça.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Enquanto observava aqueles caçadores, que ali conviviam em franca amizade, questionava-me sobre o futuro da actividade cinegética a breve prazo, com todas as dificuldades económicas e financeiras porque passa o País e perante as exigências da nova Lei das Armas. Antevejo um futuro muito negro para um sector que quando vivido com ética e segurança é muito enriquecedor.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No dia que se seguiu, e na mesma zona, eu e o Cremildo fomos caçar aos tordos com os “profissionais” Ricardo, João Ramiro, Salgueiro e António Tomás. Segundo estes especialistas o ano está a ser fraco e a culpa é do clima, que está a mudar em todo o mundo, da pressão a que estas aves são sujeitas nos Países onde iniciam a Migração e por onde vão passando antes de chegarem a Portugal, obrigando os tordos a alterar rotas e comportamentos. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Confesso que este tipo de caçada nunca me atraiu muito, já que, para mim, caça que não meta cães é meia caçada, isto não significa que não tivesse apreciado a mestria e a arte de caçar destes nossos amigos e anfitriões. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É impressionante como, com um assobio, trazem eles o tordo lá do alto quase até aos canos da espingarda. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não era ainda bem meio-dia e para desespero do amigo Tomás já estávamos a abalar para o magnifico almoço de javali que referi. O Tomás bem pregava que estávamos a ir-nos embora na melhor hora - e o Salgueiro bem os derrubava, mas trocar aquele “melrinho”, por um almoço de javali não foi uma decisão difícil, que me perdoe o amigo Tomás (um companheiro formidável).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No fim do almoço ainda tivemos tempo para visitar a igreja de Mós-do-Douro (com um altar em talha de madeira muito bem trabalhada) e tomar um café no estabelecimento local (que o Cremildo muito gosta de visitar) que nos manteve bem acordados até Mação e depois até Lisboa de onde regressamos aos nossos Açores.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Até para o ano Mós-do-Douro e amigos romeiros desta caçaria, isto se a Troika nos deixar regressar para o ano. Se não até um dia qualquer!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Açores 6 de Fevereiro de 2012&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gualter Furtado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5102244838106342132?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5102244838106342132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5102244838106342132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2012/02/montaria-em-mos-do-douro-2012.html' title='Montaria em Mós-do-Douro 2012'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zNmqJxe9DTQ/TzJ5YpMfGRI/AAAAAAAABu8/Kj3m1ZoshNo/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-3837413312475176980</id><published>2012-01-19T14:20:00.005-01:00</published><updated>2012-02-12T13:09:22.678-01:00</updated><title type='text'>Balanço da Época Venatória de 2011/2012</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YgWD_UPPM_A/Tx3iLWAyMKI/AAAAAAAABu4/Ym64RR6XT7o/s1600/Fotografia0090+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-YgWD_UPPM_A/Tx3iLWAyMKI/AAAAAAAABu4/Ym64RR6XT7o/s320/Fotografia0090+%25281%2529.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada Ilha do Arquipélago dos Açores, com excepção da Ilha do Corvo, tem o seu calendário venatório próprio, razão porque em bom rigor para se fazer um Balanço rigoroso da época de caça que agora findou temos de fazer uma análise Ilha a Ilha e espécie a espécie. No entanto foram verificadas situações transversais a todas as Ilhas que passo a referir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é que em matéria de aves de arribação de patos e narcejas o número de exemplares que arribaram nos Açores foram muito poucos, e isto deve-se principalmente a mudanças extraordinárias do clima. &lt;br /&gt;Estas aves tocavam nos Açores de Outubro a Fevereiro quase sempre no seguimento de grandes temporais (fenómeno de dispersão) quando atravessavam o Atlântico, e este ano não tivemos ainda grandes tempestades. Depois nos países onde se inicia este movimento de arribação o clima também está a mudar provocando incertezas num processo que por exemplo no séc. passado era quase constante.&lt;br /&gt;Outro factor comum a todas as Ilhas mas com especial gravidade nas Ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e São Jorge são os furtivos, sendo que no Pico e em São Jorge as grandes vítimas são as Galinholas. Sem resolvermos este problema dificilmente a caça nos Açores terá sustentabilidade.&lt;br /&gt;Aspecto muito negativo na Região é o facto da grande maioria dos caçadores açorianos não estarem inseridos no movimento associativo e se encontrarem de costas voltadas para o Departamento do Governo dos Açores (Direcção Regional dos Recursos Florestais) que gere a caça e fixa os Calendários Venatórios. &lt;br /&gt;De realçar ainda que esta época venatória marca o fim do Santo Huberto com cães de parar nos Açores, sobretudo se compararmos o panorama actual com o que existia há meia dúzia de anos atrás, com dezenas de praticantes, dezenas de provas, com campeões nacionais, várias participações no campeonato do mundo e até campeões do mundo!&amp;nbsp;As causas são sempre as mesmas, Caçadores de costas voltadas à Direcção Regional das Florestas, o preço exorbitante a que chegam as perdizes aos Açores, muita burocracia, o consequente desinteresse de novos participantes e o preço proibitivo no transporte dos cães de caça inter-ilhas, para e do Continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo agora às espécies de caça mais significativas indígenas em todas as Ilhas, pode-se dizer que em São Miguel e no Pico a densidade do coelho bravo é baixa, razão porque o número de capturas foi fixado em São Miguel em 2 coelhos por caçador e 10 por grupo de caça. Quem tem bons cães e teve a sorte de calhar numa zona em que o furtivismo foi menor e foi menos afectada pela hemorrágica fez a conta no curto período de caça que foi apenas de meia dúzia de jornadas nesta temporada. Por outro lado a construção da Scut da Ilha de São Miguel destruiu excelentes locais de caça ao coelho bravo (dizem que é o preço do “progresso”). &lt;br /&gt;Nas restantes Ilhas a época ao coelho bravo foi razoável. De referir que depois das “grandes caçadas “ ao coelho bravo na Ilha de São Jorge a sua população apresenta-se controlada não se justificando agora medidas extraordinárias. Como nota muito positiva nesta época de caça refiro uma caçada ao coelho bravo na Ilha de Santa Maria na companhia dos irmãos Bragas e do Pedro Miguel Silveira, simplesmente inesquecível, pela amizade e pelo trabalho dos nossos cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caça às codornizes desenvolve-se principalmente nas Ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, sendo que em todas elas a sua população selvagem está a diminuir, fruto da agricultura intensiva, do uso de químicos e pesticidas e de maquinaria. Quem tem bons cães de parar, boas pernas e conhece todos os cantos das Ilhas ainda conseguiu fazer a conta que era de 5 aves por caçador em cada um dos 4 domingos em que se podia caçar a esta espécie. De referir como positivo a reprodução de codornizes em cativeiro pelos Serviços Florestais a partir de ovos geneticamente selvagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às Galinholas parece-me que tiveram também um ligeiro decréscimo e a sua principal ameaça é a caça clandestina e principalmente aquela cujo produto é para vender. &lt;br /&gt;Os Caçadores e as Autoridades terão de estar muito atentos à caça furtiva!&lt;br /&gt;Foi possível termos magníficas jornadas de caça a esta espécie em que o número de abates foi o que menos contou tendo sido valorizado muito mais o número de paragens, levantes e a forte componente social e gastronómica que está sempre associada a uma caçada às Galinholas, principalmente na Ilha do Pico com o nosso amigo Cremildo a receber-nos principescamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente os pombos-das-rochas, que é a espécie mais abundante nas Ilhas, possibilitou boas jornadas e pratos de gastronomia muito apetitosos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-3837413312475176980?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3837413312475176980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3837413312475176980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2012/01/balanco-da-epoca-venatoria-de-20112012.html' title='Balanço da Época Venatória de 2011/2012'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YgWD_UPPM_A/Tx3iLWAyMKI/AAAAAAAABu4/Ym64RR6XT7o/s72-c/Fotografia0090+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1683800933567425611</id><published>2012-01-04T12:08:00.004-01:00</published><updated>2012-01-04T12:54:32.512-01:00</updated><title type='text'>Parecer da Associação dos Cinegeticófilos da Ilha Branca</title><content type='html'>&lt;p ALIGN="justify"&gt;&lt;i&gt;A Associação dos Cinegeticófilos da Ilha Branca após cuidada análise da petição contra a caça da avifauna açoriana e da proposta de Decreto Legislativo Regional nº 14/2011 – “Regime jurídico da conservação da natureza e protecção da biodiversidade” emite parecer no sentido de se ignorar a petição em causa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando expresso que todos os nossos associados são óbvia e comprovadamente a favor da avifauna açoriana, o pedido da sua não inclusão na lista de espécies de carácter cinegético parece-nos um infundado e perfeito disparate. Mais ficamos com a impressão que os autores desta petição desconhecem o regime jurídico da gestão dos recursos cinegéticos e os princípios reguladores da actividade cinegética e da administração da caça na Região Autónoma dos Açores, bem como os períodos e calendários venatórios para as diversas espécies cinegéticas e para as ilhas onde esta actividade é permitida.&lt;br /&gt;Duvidamos também que os mesmos senhores tenham considerado duma forma racional o impacto que a proibição da caça à totalidade da avifauna nos Açores traria à nossa Região, quer no incremento dos prejuízos nas culturas agrícolas quer na actividade comercial de armeiros e estanqueiros quer na captação de verbas pelo estado e seguradoras, via licenciamento, quer ainda no turismo cinegético interno e externo, bem como na vida de todos aqueles que duma forma mais ou menos directa estão relacionados com a caça.&lt;br /&gt;Pensamos ser questionável o conhecimento da extensão e abrangência da Proposta de Decreto Legislativo Regional nº 14/2011 pelos senhores peticionários e, estes têm que nos permitir discordar da incompatibilidade do turismo de observação de aves com a actividade cinegética na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando em concreto as solicitações da petição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A não inclusão das espécies de aves nativas (reprodutoras ou visitantes) na lista de espécies de carácter cinegético dos Açores.” Não percebendo o que denominam de aves nativas visitantes cabe-nos evidenciar que a inclusão de qualquer espécie de ave, quer residente quer migratória ou de arribação, na lista das espécies cinegéticas da Região, não significa de modo algum que a mesma possa ser caçada de forma indiscriminada.&lt;br /&gt;“A não introdução de espécies exóticas, nomeadamente aves, com um propósito cinegético no meio natural dos Açores.” Mais uma vez opomo-nos à petição pois as aves incluídas na lista das espécies de carácter cinegético (Perdix Perdix e Alectoris Rufa) não competem directamente com nenhuma ave nativa existente neste nicho ecológico, além de que no caso da segunda, a sua introdução na maioria das ilhas não mais seria do que um repovoamento pois esta existe ou já existiu nas mesmas. Registe-se pois que para além dos parcos efectivos conhecidos nalgumas outras ilhas (resultado das aves introduzidas e largadas aquando da realização de provas de Santo Huberto) na ilha do Pico ainda existem actualmente em estado verdadeiramente bravio alguns bandos de perdiz vermelha fruto duma introdução mais do que secular.&lt;br /&gt;“ O desenvolvimento dum turismo verde associado à observação de aves que traga vantagens económicas a todas as ilhas açorianas.” Finalmente deparamo-nos com uma aspiração à qual somos favoráveis considerando que o mesmo turismo não é “incompatível com a permissão da caça das espécies da avifauna açoriana” e que imperando o bom senso não se tente praticar as duas actividades, o turismo de observação de aves e a cinegética em simultâneo nos mesmos locais e espaços temporais.&lt;br /&gt;Acreditamos que sendo a caça proibida na ilha do Corvo e que com o contínuo incremento da criação de áreas de reserva integral e parcial de caça nas outras ilhas da região, existe espaço para a prática de ambas actividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando duma forma generalizada os seis pontos de chamada de atenção da petição em causa e tendo presente a lista de espécies cinegéticas da Proposta de Decreto Legislativo Regional nº 14/2011 reafirmamos que os actuais caçadores são verdadeiros ambientalistas e cidadãos de direito com a maior ambição na conservação da natureza e na protecção da biodiversidade querendo transmitir este legado da humanidade às gerações futuras.&lt;br /&gt;Somos favoráveis a todos os estudos científicos sobre a biologia e habitats das espécies incluídas na lista da avifauna com carácter cinegético e como sempre pensamos que a caça só deve ser permitida às espécies que apresentem um estatuto de conservação que a suporte.  &lt;br /&gt;Quanto às aves aquáticas fomos e somos favoráveis à protecção de algumas zonas de habitat com interesse sendo inclusivamente favoráveis à interdição da caça nos mesmos.   &lt;br /&gt;Sendo uma realidade conhecida a disparidade de características geográficas das diversas ilhas e a infelizmente ocorrida degradação de muitas zonas húmidas não cremos que nas poucas áreas onde a caça aos patos ainda é permitida se tenham acumulado quantitativos de chumbo suficientes para despoletarem saturnismo, mas acompanhando uma tendência mundial também não nos opomos à obrigatoriedade da substituição do chumbo por outros materiais nas munições para a caça nas mesmas zonas.&lt;br /&gt;Quanto à dificuldade de identificação dos anseriformes que se incluem na lista das espécies cinegéticas em relação a congéneres americanos, pensamos que este é um fraco pretexto para se pretender a proibição da caça, aceitando de bom grado uma mais exigente formação dos caçadores e guardas e uma fiscalização mais activa e coimas agravadas.&lt;br /&gt;No tocante às narcejas e após os considerandos de um muito curto período de caça, limites de abate bastantes restritivos, desfasamento temporal entre quando lhes é permitida a caça e a posterior chegada de grossos efectivos em fuga da invernada na região Hólartica. O facto de só em 2002 a A.O.U. (American Ornithologists Union) ter reconhecido a comum narceja de Wilson como uma espécie distinta e, da sua rara presença na Europa continental, ter conduzido à ausência na lista das espécies de carácter cinegético de Portugal continental, sendo a lista regional baseada na mesma. Acrescendo a que o número de abates na região tende a ser equitativo se não superior favoravelmente à espécie americana leva-nos a sugerir que ao contrário da proibição da caça à narceja na região seja sim incluída na lista das espécies de carácter cinegético a Gallinago delicata em igualdade com a espécie europeia Gallinago gallinago.&lt;br /&gt;O problema da introdução de espécies exóticas já foi por nós abordado sendo que o alerta dos problemas de hibridismo não se aplica e a introdução de perdizes na região sempre obedeceu ao acompanhamento das necessárias guias de transporte e de certificados fitossanitários.&lt;br /&gt;A aposta no turismo de observação de aves também já foi por nós apreciada sendo que não caindo em extremismos acreditamos firmemente que este tem lugar, mas a nosso ver obviamente o turismo cinegético tem maiores potencialidades &lt;b&gt;sendo de realçar que no nosso País as verbas movimentadas em torno da cinegética já chegaram a ultrapassar os quantitativos dispendidos com a primeira liga de futebol e que em Espanha a caça é tão só a segunda maior fonte de receitas&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Acreditamos nós que havendo um correcto ordenamento e uma gestão racional da caça esta poderá ser uma mais-valia para algumas (se não para todas) das nossas ilhas. Pensamos primeiro na nossa realidade mais próxima, esta segunda mais pequena ilha do arquipélago com cada vez menores índices populacionais e já com algumas das infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento dum turismo cinegético ou misto possui felizmente abundantes efectivos de coelho, pombo da rocha e de codorniz. &lt;br /&gt;A aposta na introdução da perdiz vermelha na nossa ilha seria evidentemente um acréscimo bem-vindo e a mesma já foi por diversas vezes solicitada à tutela por esta mesma associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos terminar este nosso texto sem repudiar a iniciativa que lhe deu asso e reafirmar que o extremismo e radicalismo não são filosofias existenciais a considerar.&lt;br /&gt;Os caçadores são cidadãos contribuintes oriundos dos mais diversos estratos sociais unidos precisamente pelo gosto e respeito pela natureza e biodiversidade e que desempenhando as mais diversas tarefas na actual sociedade gostariam de ver reconhecidos os direitos pelos quais pagam.       &lt;br /&gt;Concluímos lembrando os senhores peticionários que não fora a recolecção a pesca e a CAÇA à qual são hoje tão adversos muito provavelmente os seus antecessores não os teriam deixado no nosso caminho, que por diferente não aceitamos que seja menos respeitável.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da Direcção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duarte Nuno Rocha da Silveira Santos Costa&lt;/i&gt;&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1683800933567425611?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1683800933567425611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1683800933567425611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2012/01/parecer-da-associacao-dos.html' title='Parecer da Associação dos Cinegeticófilos da Ilha Branca'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4776086792882435177</id><published>2012-01-03T19:40:00.002-01:00</published><updated>2012-01-04T12:09:05.904-01:00</updated><title type='text'>Parecer da Federação de Caçadores dos Açores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Relativamente à elaboração do Decreto Legislativo Regional que determina o novo regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade dos Açores, é nosso entendimento que a prática dos calendários venatórios que têm vindo a vigorar nos Açores já salvaguardam a sustentabilidade das espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caça aos patos de arribação na maioria das Ilhas ocorre do primeiro Domingo de Novembro ao primeiro Domingo de Janeiro, trata-se  pois de um período muito curto que não põe em causa  a sobrevivência destas espécies. Acresce que neste período ninguém vem aos Açores observar aves. Depois a própria lei, mesmo neste restrito período de caça, já coloca diversas limitações ao exercício venatório das aves junto às Lagoas. Quanto aos lagoeiros e poços são cada vez em menor número. &lt;br /&gt;O problema do uso dos cartuchos de aço em detrimento dos de chumbo para não prejudicarem as espécies e o meio ambiente cheira-nos  ao velho argumento que serviu de base para se interditar o campo de tiro aos pratos na saudosa lagoa das Furnas quando, de facto, a eutrofização da referida lagoa se deveu e se deve aos adubos e químicos (embora não façamos desta questão um tabu nem tenhamos uma posição irredutível).&lt;br /&gt;Abolir a caça às aves classificadas como espécies cinegéticas e designadamente aos patos é contrariar um prática com séculos de existência nos Açores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Países como a Inglaterra, a França, os Estados Unidos da América e o Canadá  a caça aos patos tem milhares e milhares de praticantes e não consta que tenham posto em causa a sustentabilidade destas espécies, antes pelo contrário pois foram os caçadores que mais contribuíram para recuperar habitats degradados. &lt;br /&gt;Em síntese a observação das aves é perfeitamente compatível com o exercício da caça com regras e ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gualter Furtado &lt;br /&gt;(Presidente em exercício da Assembleia Geral da Federação dos Caçadores dos Açores)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4776086792882435177?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4776086792882435177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4776086792882435177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2012/01/parecer-da-federacao-de-cacadores-dos.html' title='Parecer da Federação de Caçadores dos Açores'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-9062122538620935737</id><published>2011-12-30T20:15:00.000-01:00</published><updated>2011-12-30T20:15:25.723-01:00</updated><title type='text'>Uma Homenagem aos Irmãos Braga</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-htWjJwY7Hh4/Tv4jNM9UrII/AAAAAAAABpQ/CNRUSlQrEXQ/s1600/Not%25C3%25ADcias+dos+A%25C3%25A7ores.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-htWjJwY7Hh4/Tv4jNM9UrII/AAAAAAAABpQ/CNRUSlQrEXQ/s320/Not%25C3%25ADcias+dos+A%25C3%25A7ores.png" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderá ler-se na edição mais recente da Calibre 12, o seguinte texto, em "Notícias dos Açores":&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;No passado e já distante dia 6 de Novembro, abriu a caça aos coelhos bravos, na Ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores. As caçadas realizadas excederam as expectativas pois, mau grado o furtivismo, que infelizmente se faz sentir durante os 12 meses do ano, houve muitos caçadores que atingiram o limite diário de 2 coelhos por caçador. &lt;br /&gt;Há ainda que salientar as alterações verificadas nos habituais campos de caça pela construção de uma moderna e polémica SCUT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, na Ilha de Santa Maria os coelhos deram azo a dias bem passados, isto apesar da falta de profissionalismo dos funcionários do aeroporto que dificultaram o transporte e desembaraço dos cães que viajavam com os caçadores provenientes de outras ilhas do arquipélago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figuras incontornáveis da caça em Santa Maria, especialistas na caça ao coelho com pau, os irmãos "Braga", José com 76 anos e António com 79, voltaram a marcar presença nos campos dessa ilha açoriana, acompanhados por um grupo de caçadores seus amigos que até lá se deslocaram.&lt;br /&gt;Com tais conselheiros, o grupo no qual se incluía Gualter Furtado, chegou rapidamente ao limite legal de 5 coelhos por caçador, não tendo falhado nenhum tiro.&lt;br /&gt;Seguiu-se um animado almoço, com iguarias típicas e cantares ao desafio, nos quais José Braga voltou a mostrar boa disposição, um espírito jovial e competência.&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-9062122538620935737?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/9062122538620935737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/9062122538620935737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/uma-homenagem-aos-irmaos-braga.html' title='Uma Homenagem aos Irmãos Braga'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-htWjJwY7Hh4/Tv4jNM9UrII/AAAAAAAABpQ/CNRUSlQrEXQ/s72-c/Not%25C3%25ADcias+dos+A%25C3%25A7ores.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4905203812104087415</id><published>2011-12-18T23:47:00.007-01:00</published><updated>2011-12-20T14:51:14.714-01:00</updated><title type='text'>Caça – Pureza Sublime</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vWXrz0lTo-c/Tu6Jhmqpf5I/AAAAAAAABpE/RV91IcQX2ag/s1600/Ca%25C3%25A7a+-+pureza+sublime.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-vWXrz0lTo-c/Tu6Jhmqpf5I/AAAAAAAABpE/RV91IcQX2ag/s320/Ca%25C3%25A7a+-+pureza+sublime.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É o título do primeiro livro de Miguel Pereira, de quem António Luiz Pacheco diz ser um Caçador Tomarense, originário de uma cidade pequena, mas berço de alguns dos grandes! E acrescenta: Nascido, criado, feito Homem e Caçador no Grupo de Caça dos Pereiras, sob a batuta do capitão Pereira e ao lado do mano António, com a ajuda de outros comparsas tão marcantes como o “Perdido”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi menino, sonhou com caça, caçadores e caçadas, imaginando desde logo aquilo que queria um dia perseguir. As sensações sublimes da caça!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aprendeu que caçar é ter as pernas doridas e cheias de picos de tojo, braços arranhados das silvas, pés moídos e o corpo encharcado do suor ou da chuva… que se ignora frio, calor ou cansaço, fome e sede, que não há matos impenetráveis, barrancos que não se pulem nem ladeiras que não se galguem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que um dia é da caça e outro do caçador… e esta é para perseguir e amar, matá-la é uma consequência e faz parte do jogo da vida e da morte! Mas que depois se come em partilha velha como o Mundo, pelo meio de histórias, na alegria sã entre Homens que comungam dos mesmos gostos pela liberdade e pelo campo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que na caça se mostra o melhor de cada um e isso se deve cultivar como uma religião, com o mesmo respeito e cerimónia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que as armas são capazes de ganhar alma… e os cães esses a têm por certo bem mais do que muita gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os amigos são para sempre! E a família é como que a nossa matilha…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Do que foi vivendo e ouvindo, juntou tudo, e, com a sensibilidade sublime de caçador criou esta obra, talvez menos literária mas certamente de carisma e alma cinegética…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim é ser Caçador, assim é ser-se um Pereira!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esteja ele onde estiver, cace onde e com quem caçar… até no papel! Fim de citação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Começar a Caçar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na verdade um processo apaixonante que dura eternamente sempre que qualquer caçador reencontra os terrenos da sua predilecção para mais uma jornada. Graças aos Céus que terrenos da nossa predilecção temos muitos neste cantinho à beira-mar plantado. Mesmo os caçadores com 40 ou 50 anos de caça continuam a aprender e ser confrontados com novas descobertas – faz parte da tal magia que se fala incessantemente entre os devotos de Santo Huberto. Não exige estudo especial, é algo relativamente conhecido e quando não é inato adquire-se pela convivência e prática.&lt;br /&gt;Fora da convivência e prática o aspirante a caçador deve procurar ler o mais possível sobre o tema e ir formando a sua biblioteca de caça. Há livros e autores que não podem lá faltar. No meu modesto entendimento são fundamentais: “Sal ironias e gabarolices” e “O perdigueiro português” do Padre Domingos Barroso, “A propósito de caça” de João Maria Bravo, “A técnica do tiro de caça a chumbo” e “Caça… uma saudade” do Coronel Júlio de Araújo Ferreira, ou até “Bichos” de Miguel Torga. Momentos inolvidáveis esperam os jovens Confrades que os queiram ler, não darão o seu tempo por mal empregue. Alguns destes livros já custam a encontrar, relatam muitas vivências do período de ouro da caça em Portugal, o tempo não passa por cima dos seus grandes ensinamentos.&lt;br /&gt;Mas sem dúvida que o mais importante destes livros é darem a conhecer a perspectiva do caçador verdadeiro, genuíno, sem sofreguidão naquilo que faz, desportista, respeitador. Neles se aprende o sentido, a coerência, a magia, a beleza e a dignidade do acto. São deliciosos os bocadinhos em que se lêem, a forma como facilmente o leitor se identifica com o que vale a pena na caça, mas também no que deve a evitar a todo o custo.&lt;br /&gt;É essencial ao debutante que se inicia na caça, controlar os seus nervos e permanecer imune ao pior dos contágios: A ambição e a inveja. A irritação que floresce a partir da inveja conduz aos grandes fracassos e a uma neurose doentia. Esta combinação traz, em regra, grandes males e complexos. Pretender imitar os Mestres muito antes de aceitar qualquer desafio ou competição não é uma fraqueza, antes um sinal de inteligência para auferir mais rapidamente dos seus sábios ensinamentos e prática.&lt;br /&gt;Um pormenor não menos importante na caça de salto – a regra de caçar a sós sempre que possível. Homem e cão não serão dominados pela ambição, haverá harmonia e o resultado da jornada, ainda que parco, não será desanimador por inexistência de termos de comparação. &lt;br /&gt;Quando ainda estamos a aprender o básico não faz sentido a pretensão de apresentar números de abates ou grande nível nos lances. Sabemos que existem sempre alguns predestinados por aí perdidos, mas esses serão sempre a excepção e não a regra, mas até eles precisam de tempo para se fazerem verdadeiramente.&lt;br /&gt;Daí que recomende vivamente a quem está a começar para não se deixar arrastar para as grandes confusões onde se aglomeram muitos caçadores como passagens de tordos, pombos ou nas largadas de perdizes e faisões. Nesses ambientes aprendem-se, e adquirem-se, alguns dos piores vícios da caça dos nossos dias: A soberba do número, o desleixo pela caça e pelo meio ambiente, a bazófia parola em tudo o que se diz para impressionar os pares, muita falsidade, e, de uma forma geral, pouco bom senso. Não tenha o jovem Confrade muita pressa em começar a dar muitos tiros, para isso tem os stands e campos de tiro.&lt;br /&gt;São estes os palcos privilegiados onde também se inventam os maiores disparates no que diz respeito às capacidades de cartuchos e das armas. Algumas destas modas, quando bem vendidas por quem o costuma fazer, induzem mesmo o caçador menos experiente a comportamentos de risco completamente inaceitáveis, quase sempre porque se quer gozar a caça sem se reflectir nas suas consequências. Depois com facilidade se verifica quase como que uma histeria colectiva na escalada para determinadas barbaridades.&lt;br /&gt;Ao debutante não devem causar irritação os tiros errados nas primeiras saídas ao terreno de caça. Este é um aspecto primordial na educação desportiva do caçador. Só os caçadores medíocres, invejosos e insensatos, censuram os erros dos seus companheiros e os comentam inconvenientemente em frente de estranhos. Com isso apenas abalam a sua reputação de homens educados e jamais conseguirão encobrir a sua natural falta de habilidade e insegurança, os principais motivos dos seus comentários desagradáveis e complexos.&lt;br /&gt;Há legitimidade em questionar um companheiro sobre uma peça atirada simultaneamente ainda que tenhamos plena convicção que a abatemos? Não poderia o companheiro, eventualmente um atirador teoricamente menos dotado, ter feito daquela ocasião melhor trabalho que nós? Ir pesquisar na peça abatida se a chumbada está do lado esquerdo ou direito, por detrás ou pela frente, não será problemático, mas igualmente infantil e até absurdo?&lt;br /&gt;Como tão bem diz, e exemplifica, o Confrade Manuel Mucharreira em “Cartucheira de recordações” - «Muitas vezes penso no tempo dos “atrasados”… Quando dois “patetas” atiravam em simultâneo à mesma perdiz e ficavam calmos, sem nenhum deles gritar: “É minha”».&lt;br /&gt;Actualmente existe alguma preocupação em atrair mais jovens caçadores ao mundo da caça e quais os melhores incentivos para o conseguir. Os caçadores jovens simbolizam uma herança e um futuro. Na minha opinião um dos melhores incentivos que se poderia dar para aparecimento de jovens caçadores seria desligar o “botão do complicómetro” no acesso á documentação legal para alguém se poder tornar caçador. Libertar todo o processo legal da dificuldade e dos irritantes prazos dilatados de execução era um passo em frente para trazer mais jovens à caça.&lt;br /&gt;Também se aponta invariavelmente o preço das armas como outro desincentivo. Não considero os preços das armas muito elevados, as taxas das licenças de uso e porte de armas, as licenças de caça e os seguros de caça é que se estão incomparavelmente a tornar mais caros. Quando olho para o que uma arma (nova) hoje traz consigo, em termos de tecnologia e provas de banco, percebe-se facilmente que, comparativamente há 15/20 anos atrás estamos a pagar menos por uma arma e que a fiabilidade das armas, de uma forma geral, aumentou consideravelmente, bem como as suas performances – e não é preciso ir para modelos muito elaborados para o notar. Mas há algo que se alterou substancialmente na forma de começar a lidar com armas nos jovens de hoje. No meu tempo de debutante da caça começávamos a caçar sempre com pequenos calibres antes de passarmos para o calibre 12.&lt;br /&gt;Hoje começa-se logo com a de calibre 12, pessoalmente considero a calibre 12 “um canhão”. Não precisamos de tanta potência de fogo (com os anos talvez se venha a perceber melhor esta minha posição). Deve-se começar primeiro com uma arma barata e com poucas prestações, antes de passar para os “canhões”, se se quer aprender a sério.&lt;br /&gt;A redução do valor das quotas pagas pelos jovens caçadores nas zonas de caça associativas e municipais, também daria uma ajuda, mas este teria de ser um esforço colectivo e unanimemente cumprido sem excepções.&lt;br /&gt;Outra forma de incentivar os jovens para a caça passa também por termos mais jovens com condições para ter cães em sua casa e usufruírem da sua companhia. O debutante deve também aprender como ensinar o seu cão a caçar e no início vai certamente deparar-se com algumas dificuldades em conter os cães novos de algumas raças. Alguns exemplos, os Pointers, Bracos e Setters são autênticos cavalos de corrida no primeiro ano. Nas ocasiões em que eles façam esses arranques há que os fazer parar. Fazê-lo de uma forma autoritária, mas sem agressividade. Caso contrário o cão ficará confuso e tudo se complica ainda mais. Após conseguir pará-los é fundamental fazer-lhes festas, dar-lhes mimos. Isto não pode acontecer algumas vezes, tem de acontecer sempre – é um processo de persistência, até o cão perceber.&lt;br /&gt;Caso ele persista obstinadamente no mesmo comportamento então nalguns dias há que lhe aplicar um correctivo para perceber que quem manda é o caçador e que a disciplina é uma coisa muito bonita se efectivamente querem os dois “trabalhar juntos e fazer uma equipa”. Os correctivos devem ser aplicados com muito aparato e pouca dor. A sugestão e o receio de não tornar aumentam mais assim. Um ramo com muita folhagem ou o velho pedaço de jornal enrolado costuma fazer muito bem nestes casos. Isto é para aplicar na caça e fora dela, todos os dias.&lt;br /&gt;Sobre as coleiras eléctricas desaconselho. São para cães de mau temperamento e índole. Foram desenvolvidas essencialmente para controlar cães nos campos de treino em muitas coisas que não propriamente caçar. Um cão de caça é demasiado meigo, sensível e inteligente para o submetermos a isso. Nunca coloquei uma coleira destas nos meus cães. O tempo e a paciência ainda são, nos cães como na caça, duas variáveis imprescindíveis para corrigir e apreciar o que quer que seja, não se deve forçar se podemos fazer as coisas a bem.&lt;br /&gt;Vamos agora à parte mais desagradável do processo. Começar a parar os cães jovens e imaturos, pode implicar que o caçador tenha mesmo de largar a espingarda para ir apanhar o cão, prejudicando muitos lances nos dias de caça. Mas é um investimento que se deve fazer quando se gosta do nosso cão e se o queremos “recuperar”. Naqueles dias em que o parceiro do lado atira e o Confrade tem de segurar o animal, deixando passar sem atirar às perdizes e a alguma lebre que foram direitinhas a si, custa um bocado. Aconselha-se, nesta fase da correcção do animal, a que o jovem debutante se coloque numa das pontas do grupo para prejudicar ao mínimo a jornada de caça. Muitas vezes terá necessidade de parar, enquanto os outros prosseguem e conter o animal também será mais fácil se ele deixar de ter contacto visual com as outras pessoas e cães. Com tudo “normalizado” o Confrade rapidamente se volta a juntar ao grupo um pouco mais à frente.&lt;br /&gt;Daqui para a frente há que procurar estar muito mais vezes com o cão. O período do defeso deve, verdadeiramente, ser aproveitado para isso, com a vantagem de a parelha passar a estar mais vezes a sós um com o outro. Aí vai verdadeiramente construir-se a relação de cumplicidade total com o cão. Nessa altura deve também fazer-se a “apresentação formal” do cão às codornizes (a espécie cinegética de excelência para ensinar um cão de parar a caçar). Irá verificar-se que no início da época de caça, o animal está muito mais controlado, e ele no seu processo natural de crescimento vai também começando a ter mais maturidade. Pessoalmente considero que a generalidade dos cães alcança essa maturidade a partir dos dois anos e, aí, é que muitas coisas começam realmente a ficar interessantes para a parelha, também é verdade que as cadelas costumam ser um pouco mais precoces nisso comparativamente aos cães.&lt;br /&gt;Outro grande incentivo para qualquer iniciado na caça é a possibilidade e sorte de conhecer e poder beneficiar da companhia de um Mestre Caçador – um mentor. Os Mestres Caçadores são indivíduos especiais, que no início custam sempre a conquistar, mas quando percebem que há fogo sagrado nas intenções dos jovens aspirantes a caçador ajudam como mais ninguém.&lt;br /&gt;Por último mas não menos importante, era desejável que mais jovens tivessem a possibilidade de poder viver no campo em vez de na cidade. Nos dias de hoje é muito difícil inverter esta tendência porque o mundo é como é. Mas o contacto permanente com o campo desde a infância, passando pela adolescência, é o melhor dos incentivos para atrair jovens para o mundo da caça.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pereira, Miguel (2011). Caça - Pureza Sublime (pág. 58 a 61).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Trata-se de um livro de 2011, proveniente de uma edição de autor com 300 exemplares, impressos que foram na Tipomar, Lda – Tomar, apresentando capa e gravuras por Alexandre Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nas suas 268 páginas somos confrontados com uma forma moderna e actual de pensar e viver a caça, repleta de conteúdo, personalidade e autenticidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para mais informações: &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="mailto:mpereira.inysq@gmail.com"&gt;mpereira.inysq@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4905203812104087415?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4905203812104087415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4905203812104087415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/caca-pureza-sublime.html' title='Caça – Pureza Sublime'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vWXrz0lTo-c/Tu6Jhmqpf5I/AAAAAAAABpE/RV91IcQX2ag/s72-c/Ca%25C3%25A7a+-+pureza+sublime.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-3239512987408630730</id><published>2011-12-14T15:07:00.004-01:00</published><updated>2011-12-14T17:08:59.289-01:00</updated><title type='text'>Encerramento da Época de Caça à Galinhola</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-949W4ZLz7e4/TujmHDtuLRI/AAAAAAAABo8/rKvP_aa2s7s/s1600/Fotografia0172.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-949W4ZLz7e4/TujmHDtuLRI/AAAAAAAABo8/rKvP_aa2s7s/s320/Fotografia0172.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Recolho sempre um enorme prazer das caçadas que faço com o meu amigo  Cremildo Marques, residente no Pico, e o encerramento ali, naquela bonita Ilha, da presente época de caça  à galinhola, não foi excepção.&lt;br /&gt;A componente social, como sempre, foi extraordinária e englobou, inclusivamente, uma matança de porco na Manhenha, na casa do nosso  amigo José Cebola.&lt;br /&gt;Sexta à noite fomos recebidos com um magnífico caldo de peixe à moda  do Pico e no sábado com uma fritada de pombos e tordos magistralmente  confeccionada pelo Cremildo. Acabamos por encerrar no Domingo com um  Cozido à Regional.&lt;br /&gt;Tecnicamente o encerramento da caça às Galinholas na Ilha do  Pico será apenas no dia 18 de Dezembro, mas por impossibilidade da  minha parte optei por antecipa-lo para o passado dia 11 do corrente mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos globais poderei afirmar que a presente época até foi razoável, embora com menos Galinholas do que na época passada, a que  não deve ser estranho o facto de se poder caçar ao coelho, durante quase todo o ano, precisamente nos mesmos bosques onde buscamos a nossa tão desejada Dama. Para agravar esta situação, também  nos chegaram informações muito preocupantes da Galinhola Açoriana  estar a ser alvo de furtivismo desenfreado para posterior venda no  Continente. As autoridades Regionais e os Serviços Florestais estão devidamente alertados para a existência deste inquietante caso.&lt;br /&gt;Apesar do panorama bastante preocupante é sempre um privilégio  podermos caçar às Bicudas com os nossos cães e amigos, já que esta ave  misteriosa e de olhos de veludo - na descrição de Fernando de Araújo  Ferreira, autor do livro "Galinholas", nos proporciona lances de caça singulares  e extraordinários, acrescidos de pratos de gastronomia cinegética não  menos fabulosos.&lt;br /&gt;Naquele domingo, eu e o Cremildo depois de muito andarmos, de subirmos  e descermos, de calcorrearmos a montanha daquela maravilhosa terra conseguimos cobrar 4 Galinholas. Quando demos com elas já era tarde! Aqui reside parte do encanto com que esta ave misteriosa nos teima em  presentear, pelo que mais ficaram para daqui a 2 anos já que na  próxima época não se poderá caçar nos mesmos terrenos (fica um ano a  descansar). Pelo menos assim será para aqueles que vivem esta arte com  honestidade e cumprem escrupulosamente a lei venatória, porque para os  clandestinos, como sabemos, não existe rotatividade nem pousio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço para todos os Caçadores, em especial para aqueles que se  dedicam à Galinhola, e Votos de um Bom Ano Novo repleto de saúde e de muita caça de qualidade, se os fundamentalistas anti-caça e os políticos o permitirem.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-3239512987408630730?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3239512987408630730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3239512987408630730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/encerramento-da-epoca-de-caca-galinhola.html' title='Encerramento da Época de Caça à Galinhola'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-949W4ZLz7e4/TujmHDtuLRI/AAAAAAAABo8/rKvP_aa2s7s/s72-c/Fotografia0172.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-2529299049975794888</id><published>2011-12-13T00:02:00.007-01:00</published><updated>2011-12-13T00:55:57.524-01:00</updated><title type='text'>A Guerra contra a Caça - Perspectivas de África</title><content type='html'>&lt;p ALIGN="justify"&gt;O texto que se segue, no seu título original "The War on Hunting – Perspectives from Africa", é da autoria de Willem P. Frost.&lt;br /&gt;Dele traduzi alguns excertos que, espero, vos suscite o interesse para o lerem em toda a sua extensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"A fraternidade anti-caça pode ser dividida em quatro escolas diferentes, nomeadamente:&lt;br /&gt;- Activistas pelo bem-estar animal: Preocupam-se em evitar a crueldade animal e aceitam que o homem possa utilizar os animais, desde que o façam humanamente;&lt;br /&gt;- Activistas pelos direitos dos animais: Acreditam que os animais possuem os mesmos direitos que o homem e que a exploração de uma espécie por outra é moralmente indefensável. O autor alerta-nos para a importância de verificar a diferença de ideologia existente entre esta escola e a dos activistas pelo bem-estar animal;&lt;br /&gt;- Activistas pela emancipação animal: Crêem que é justificado o uso de violência para libertar os animais. Alguns destes extremistas lunáticos pensam que a humanidade já ultrapassou o seu tempo de existência no planeta e que a Terra deve ser devolvida aos animais. Devido a esta ideologia, algumas agências de segurança ocidentais receiam que estes e os “terroristas verdes” possam tornar-se no maior flagelo terrorista do séc. XXI.&lt;br /&gt;- Falsos profetas conservacionistas: Afirmam-se conservacionistas, mas não antevêem o papel construtivo que a caça desempenha na conservação. Confrontam os caçadores com declarações do tipo “matas aquilo que pretendemos preservar”. Centram-se nos grandes mamíferos e relegam para um plano inferior a conservação dos ecossistemas ou os efeitos causados pela sobrepopulação de espécies destrutivas, tais como a dos elefantes. Pretendem sobretudo que os animais não sejam caçados, mas pouco se manifestam sobre a existência do furtivismo e dos horrores do negócio ilegal da carne.&lt;br /&gt;Inseridos neste grupo também se encontram os anti-caça, que não possuem qualquer objecção em comer bife, carne de carneiro ou de porco comprada no talho, mas que são frontalmente contra a caça de animais selvagens para consumo. Apesar de não possuírem nenhuma base moral ou intelectual sobre a qual possam sustentar os seus melhores argumentos, não devem ser ignorados pela capacidade que apresentam em influenciar aqueles que não são caçadores e que não possuem qualquer opinião formada sobre a caça e a conservação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os movimentos anti-caça degeneram geralmente em ideologia agressiva que não respeita os diferentes pontos de vista.&lt;br /&gt;Apesar de se debruçarem sobre a erosão dos solos, a destruição de habitats por espécies com populações sobredimensionadas, plantas invasoras ou pela poluição, afastam-se desse caminho e retratam os caçadores como cruéis, inumanos e contra a conservação. Nesse processo fazem mais mal do que bem ao ambiente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conclui o autor assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida selvagem africana está a atravessar problemas bastante graves; grande parte das espécies animais encontra-se em declínio na maior parte daquele continente, que se encontra a saque, devido ao furtivismo, perda de habitats, do aceleramento da colonização humana, da má administração e da falta de recursos para implementar benéficas e sensatas políticas nessa área.&lt;br /&gt;A África do Sul, por sua vez, desenvolveu um excepcional e bem sucedido modelo nacional de gestão da vida selvagem, que assenta na propriedade privada e no princípio da conservação através do uso sustentado pela prática da caça.&lt;br /&gt;Deste modo a caça contribui de forma muito significativa para o bem-estar do homem e da natureza, para além de se apresentar de vital importância para o futuro das populações e da vida selvagem em todo o continente africano.&lt;br /&gt;A Fraternidade anti-caça, pelo contrário, é comandada por estranhas e desvairadas ideologias que representam uma enorme ameaça para o desenvolvimento da vida selvagem africana e para a sobrevivência do homem no planeta Terra. Contudo, tais organizações sabem como ser persuasivas. São um cancro de uma estirpe bastante grave num mundo já de si doente, pelo que é do melhor interesse para o homem livrar-se, de forma permanente, dessas tresloucadas ideologias."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The War on Hunting – Perspectives from Africa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;By Willem P. Frost&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The conflict over hunting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Throughout the Western civilisation a profound debate over hunting has escalated into an aggressive verbal brawl that is leading nowhere. &lt;br /&gt;Hunting is often criticised by the animal rights- and anti-hunting fraternity as “unacceptable human behaviour” and as “a threat to conservation”. They portray hunting as barbaric, unnecessary, wasteful, devoid of merit and without any deep meaning. These activists usually do not recognise the differences between the various forms of hunting and poaching. They also refuse to accept the concept of “conservation through sustainable utilisation”. &lt;br /&gt;Hunters and conservationists, on the other hand, find it rather astonishing that there are still people who do not understand the vital role of hunting in conservation and preservation of biodiversity in 21st century Africa. The anti-hunting activists are often accused of not understanding the real threats to conservation in a continent characterised by poverty, weak governments, mismanagement, corruption, etc., etc. Point is, however, that anti-hunters are usually not interested in the merits of hunting as a conservation tool or the fact that it provides healthy protein to many people or that it generates wealth in rural communities. The hunters often argue that it is their rights, and not the animal‟s rights, that are to prevail, and that since hunting does not harm fellow man, but benefits many, hunting should not be interfered with. Arguments that sustainable utilisation of wildlife in the form of hunting is beneficial for conservation, and for mankind, seem to make no impression on the anti-hunting fraternity. Most anti-hunters seem to be more interested in the „suffering‟ on a single animal, i.e. the animal being hunted, than in the well being of the total population. &lt;br /&gt;The conflict between hunters and non-hunters is thus serious and the respective positions seem irreconcilable. As will be shown hereunder, the value systems and/or beliefs of hunters and anti-hunters seem to be so far apart that reconciliation is probably not a realistic expectation in the near future. &lt;br /&gt;Yet, hunters cannot afford not to put their case forward in the public arena. It is however no good to simply portray anti-hunters as misguided extremists whose bizarre views will cause grave harm to mankind should they be allowed to prevail (even though it is often true). Hunters would be well advised to take their case beyond the benefits that could be derived for conservation and man; they should also put more effort into answering the fundamental question: “Why do I hunt?” If the deeper meaning of hunting cannot be explained, then hunters should not be surprised if the negative public opinion against hunting continues to gain momemtum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The anti-hunting fraternity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The animal activist movement can be divided into four different schools, namely:&lt;br /&gt;Animal welfarists. They focus on the prevention of cruelty to animals and accept that man may make use of animals, provided it is „humane‟. &lt;br /&gt;Animal rightists. They believe that animals have inherent rights analogous to human rights and that the exploitation of one species by another is morally indefensible. It is important to note the difference in ideology between animal welfarists and animal rightists. &lt;br /&gt;Animal liberationists. They believe that violence in order to „liberate‟ animals is justified. Some of these extreme nut-cases apparently believe that man has outlived his welcome on planet earth and that the globe needs to be turned back over to the animals. Some western security agencies already fear that animal liberationists and „green terrorists‟ may become the main terrorist scourge of the 21st century. &lt;br /&gt;False conservation prophets. They claim to be conservationists but do not see the constructive role that hunting has to play in conservation. They often confront hunters with statements such as “...you kill the exact things we want to preserve”. They focus mostly on large mammals and do not concern themselves too much with the conservation of eco-systems or with the effects of over-populations of destructive species such as elephants. Their main concern is that animals are not hunted, yet they often have little to say about poaching and the horrors of the bush meat trade. &lt;br /&gt;Included in this group are anti-hunters who have no objection to eating beef, mutton and pork bought from a butchery, but who are strongly opposed to harvesting game animals in order to consume the meat. Although they have no intellectual or moral base from which to argue their case, they should not be ignored as they may influence those non-hunters who currently do not have an objection to hunting and conservation. &lt;br /&gt;Whilst the animal welfare movement is about 150 years old, the animal rights movement only gained momentum when the Australian, Peter Singer, published his book “Animal Liberation” in the mid-1970s. The animal rights philosophy goes much further than being just against hunting; all use of animals by man is regarded as morally unacceptable. By “equal rights for animals”, the animal rightists do not mean “equal treatment in all respects” but rather “equal consideration”. In other words, the rights of animals require the same consideration as those of man and exploitation of animals by man is simply not acceptable. When animal rightists refer to an animal‟s rights, they usually refer to the right to life; the right to live free from human involvement; and the right to equal treatment. Singer states: &lt;br /&gt;“If a being suffers, there can be no moral justification for refusing to take that suffering into consideration. No matter what the nature of that being, the principle of equality requires that its suffering be counted equally with the suffering of any other being”. &lt;br /&gt;Animal activists have adopted an extreme set of values that is not shared by the majority of people in the counties where they operate. Yet they are however skilled in the techniques of using the media to promote their cause and they consequently have the ability to influence large numbers of people who are currently not opposed to conservation and wildlife management. &lt;br /&gt;The anti-hunting movements often degenerate into aggressive ideology that does not respect the views of others. Whilst they seldom have a view on soil erosion; habitat destruction by over-populations of certain species; invasion of alien plants; or pollution, they go out of their way to portray hunters as cruel, inhumane and contra-conservation. In the process they do more harm than good to the environment. &lt;br /&gt;The International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources (“IUCN”) adopted the World Conservation Strategy (“WCS”) in 1980. This document, &lt;br /&gt;can be regarded as a blueprint for the survival of mankind on planet earth. Most sovereign states are members of the IUCN and these member states obligated themselves to model their National Conservation Strategies (“NCSs”) on the WCS template. Thus the objectives of the WCS also became those of South Africa‟s NCS and of many other countries. &lt;br /&gt;The three principle objectives of what the WCS calls “Living Resource Conservation” are: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• To maintain essential ecological processes and life support systems; &lt;br /&gt;• To preserve genetic diversity (i.e. to stop extinctions); and &lt;br /&gt;• To ensure the sustainable utilization of species and ecosystems (notably fish and other wildlife, forests and grazing lands) which support millions in rural communities as well as major industries. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animal rights organizations are constantly striving to undermine the efforts of responsible governments to achieve the objectives of its NCS and are thus working against the better interests of mankind – bearing in mind that the WCS is a blueprint for the survival of man on planet earth. The public should take note of this! &lt;br /&gt;The post-modern civilised world can at times only be described as bizarre. Most people now live their lives without being part of the food chain except as consumers. They live oblivious of the fact that man is an omnivore at the top of the food chain, but an omnivore that needs meat as a basic source of protein. It is indeed bizarre that post-modern man can gorge himself on virtual violence in movies and video games, but &lt;br /&gt;is horrified by sport hunting. Likewise man has the ability to turn a blind eye to genocide in far-off third world places, but sustainable utilisation of wildlife resources causes him to protest loudly. We live in a pluralistic, multi-cultural, multi-religious world where we tolerate a lot; yet some of us find hunting unacceptable social behaviour that cannot be tolerated - bizarre indeed. We also live in a world characterised by hypocrisy. The only people with some moral ground to argue against hunting are the true vegans, all other anti-hunters are tainted by varying degrees of hypocrisy. &lt;br /&gt;It should also be noted that hunting in general has been recognised by the major international conservation agencies as a legitimate form of conservation through sustainable utilisation. All hunting associations also subscribe to the principles of fair chase, hunting ethics and conservation of biodiversity. Yet hunters are constantly required to defend and explain their position on hunting. &lt;br /&gt;It is often said that anti-hunters, especially animal rightists and animal welfarists, should have the democratic right to argue their case. If that is the case, and bearing in mind the grave harm that animal rightists intend for man as a result of their bizarre ideologies, then it may also be argued (as Ron Thomson did in an article in African Indaba) that paedophiles, rapists, murders and other criminals should have the same democratic right to argue the case for their heinous activities. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21st century Africa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Africa went through a phenomenal transformation over the last 150 years. Much of the continent used to be characterised by massive wildlife populations and relatively low human populations that had little effect on the natural environment. Wildlife populations were kept in balance with the carrying capacity of the habitat by natural cycles of drought, diseases and predation. When the continent was colonised by the European powers and the white population of the Cape migrated northwards, the vast herds of springbok and other free roaming antelopes had to make way for modern cities and towns, roads, railways, agricultural development and human settlement at an unprecedented scale. The growth in human population exploded and the conflict for „lebensraum‟ between modern man and wildlife became intense. &lt;br /&gt;Today Africa is characterised by small pockets of natural eco-systems in an ocean of urban, semi-urban and agricultural development. All wildlife species and subspecies are showing a declining trend in numbers – with one exception: the springbok of Southern Africa. Some species are already extinct (such as the bubal hartebeest, the quagga, the Barbary and Cape lions, the Kenya oribi and Roberts‟ lechwe) whilst others are on the brink of extinction (such as Aders‟ and Jentink‟s duikers, the northern white rhino, the mountain bongo, the giant sable, the West African giraffe, the Swayne‟s and Tora hartebeests, the Soemmering‟s gazelle, the Beira antelope, etc., etc.). &lt;br /&gt;Not only have numbers of game animals been depleted, but the ancient migration routes have also been blocked by modern developments. It is thus no longer possible for wildlife to exist without managerial intervention by man. It is important to recognise that man is still dependant on animal life, plant life, water and soil to provide in his daily needs. These resources must now be managed in a holistic approach to ensure sustainable utilisation. It is simply not possible to manage one resource independent of the others. &lt;br /&gt;Conservation is not only about the protection of wild animals; it is about the conservation of bio-systems to ensure responsible, sustainable utilisation by man of all renewable resources. Hunting has an important role to play in 21st century conservation – as will be explained hereunder. &lt;br /&gt;Today there are only 23 countries in Africa that still offer trophy hunting. Countries such as Ethiopia and Malawi used to be regarded as wildlife paradises with vast game numbers. Today there is hardly any wildlife left; it has all disappeared into the cooking pots of the hungry masses in the absence of effective wildlife management programmes. Do not expect too much, if any, wildlife on a visit to Ethiopia‟s game reserves. In Malawi there is not much outside of the Liwonde and the Nyika, and all large predators are gone. There is not one Nyasa wildebeest (Connochaetes taurinus johnstoni) left in Malawi (formerly known as Nyasaland). Many other African countries are no different. &lt;br /&gt;Kenya has banned all hunting in 1977 as a result of pressure by animal rights groups. The wildlife numbers in Kenya has since been on a steady decline and is currently crashing at an alarming rate. It is estimated that Kenya may have lost as much as 70% of its wildlife since the ban on hunting. The reasons are simple: unprecedented human population growth; people settlement in wildlife areas; overgrazing by domestic &lt;br /&gt;stock; loss of habitat; poaching and poisoning of predators (particularly of lions); and the fact that wildlife is of no value to the local peasant subsistence farmer and is seen as only a nuisance and a threat. &lt;br /&gt;The international animal rights and animal welfare movements, spearheaded by the International Fund for Animal Welfare (“IFAW”), are reacting vociferously against any move to reintroduce hunting in any form back into Kenya. They have embarked on a very efficient publicity campaign in newspapers, radio, and television, and are cleverly playing the race card by arguing that the only beneficiaries of hunting would be rich, white landowners who had anyway stolen their land (and the wildlife on it) from Africans. They are also masters of misleading politicians and government officials up to the highest levels. An unholy alliance developed between local animal welfare and land reform groups and it has been reported that they resolved that were hunting to be reintroduced into Kenya then they would arm bands of local militias to shoot to death the hunters in the field. The IFAW has a very major influence on the country‟s wildlife policies. Consequently, Kenya‟s wildlife populations continue to fade away. &lt;br /&gt;Fact is that Africa cannot continue with the current level of mismanagement of its wildlife resources. Many things will have to change, most notably attitudes, effective law enforcement, and wise land-use policies. Fundamental to the future of Africa‟s wildlife, however, is sustainable tourist or conservation hunting and sustainable village subsistence hunting. Much can be learned from the South African wildlife management model. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The South African wildlife management model&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Whereas property rights are either non-existent or very weak in most of Africa, the situation in South Africa is different – at least so far. Not only do we have private property ownership in South Africa, but individual landowners are also the owners of the wildlife on their property. This is the result of a far sighted decision by the government in the 1960‟s to privatise wildlife ownership. Many landowners have refrained from, or turned away from, stock and/or crop farming and are currently operating private game reserves or game ranches on their land. Some of these properties are quite large and run into the tens of thousands of acres. The wildlife have become a very valuable commodity and is expertly managed and protected. Consequently, most of South Africa‟s wildlife is to be found on private land. This is particularly true of some rare species such as sable, roan and tsessebe. It is estimated that there are currently more than 9000 private game ranches in the country and this industry is growing by roughly 300 000 hectares per annum. Privately owned wildlife ranches also by far exceed the extent of public owned parks and reserves. The value of land containing wildlife has also risen markedly. Privately owned game ranches today cover an area of more than 20 million hectares as opposed to national and provincial parks that jointly cover 7,5 million hectares . In addition, the number of game animals on private property is almost double that of the game in the country‟s national parks. Taking into account that there is an estimated 60% more game in South Africa today than in the mid-1900s, the success of private game ranching speaks for itself. South Africa has indeed become a world leader in extensive wildlife ranching on fenced properties. &lt;br /&gt;But these private conservation efforts will not be successful without the income from hunting safaris. Enter the international trophy hunter. He provides the critical funds to keep the conservation efforts going. Without his support the land will simply have to be turned into more profitable crop or stock farming. The international trophy hunter thus has reason to be proud of his contribution towards conservation in Africa. Visiting hunters from overseas are usually referred to as sport hunters, international hunters, or trophy hunters. A more appropriate term might be conservation hunters due to their contribution to private conservation efforts. &lt;br /&gt;Those landowners that have attempted non-consumptive eco-tourism have found that it is extremely difficult to turn this into a profitable operation on privately owned land – especially if the property is not large enough to support viable populations of the „big six‟. Non-consumptive eco-tourism is quite a capital intensive business and an adequate return on investment is seldom realisable. It also leaves a much bigger footprint – in terms of infrastructure, vehicles, roads, waste disposal, etc. - on the environment than is the case with hunting which requires less infrastructure and fewer visitors. &lt;br /&gt;Non-consumptive eco-tourism can however work on public land if the concession costs are not prohibitive. It should be noted that the fees payable by visitors to the game lodges on public land in most African countries is largely a function of the concession fees charged by the government and is invariably on the stiff side. &lt;br /&gt;The South African wildlife management model has been hugely successful and has ensured the survival of game species such as the black wildebeest, bontebok, Cape mountain zebra, etc. It has also ensured that wildlife is still an important feature of the present day South African landscape. Nature and man is clearly benefitting in a material way from this unique management model – the most successful model so far on the African continent. Without private ownership and sustainable offtake in the form of hunting, this model would however not have succeeded. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why I hunt &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Man has been created as an omnivore and has hunted since time immemorial. He hunted in order to defend himself and to feed himself. It is also noteworthy that, like all other predators, the eyes of man are located in the front of the head. That makes him by nature a hunter; it is part of his ancient biological and cultural heritage. &lt;br /&gt;It must be conceded that since those early days when man developed a conscience, and learned to use tools and fire, he has however altered his environment to such an extent that it is no longer necessary to hunt in order to keep body and soul together. Although twenty first century man developed a post-modern set of values and although the practice of hunting is increasingly questioned in the Western civilisation by animal rights activists in particular, hunting is still popular and widely practiced by people from all walks of life. Four types of consumptive utilisation of wildlife are recognised: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(i) Trophy hunting, mainly by international sport hunters &lt;br /&gt;(ii) Hunting for meat by „biltong‟ or meat hunters &lt;br /&gt;(iii) Commercial harvesting of antelopes by game farmers (although this not really hunting) &lt;br /&gt;(iv) Uncontrolled hunting for the bush meat trade, which is usually simply poaching. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poaching, however, should not be regarded as hunting. Hunting is a legal, controlled and sensible activity, whilst poaching is illegal, uncontrolled, destructive and indefensible. &lt;br /&gt;Whilst primitive man‟s survival depended on his hunting skills, the 21st century hunter is hunting for the pleasure of it, to collect trophies and/or meat (usually to add a healthy variety to the meat he is buying from his butcher), and to enjoy the totality of the hunting experience. &lt;br /&gt;In an article “Hunting for the truth: why rationalizing the ritual must fail”, published in African Indaba, Volume 2, Issue 6, the biologist/hunter/philosopher Shane Mahoney explained hunting as follows: &lt;br /&gt;“Hunting is not simple. It is the generator of our human condition, the crucible of intellect, and the fire of creativity. It is our mirror of the world, the image maker of wild creation; it has defined how we see, literally and figuratively. It is the only absolute rediscovery mechanism available to human beings; the mind-body fusion of all meditative, spiritual experience is derived from its pasturage. Those who return there know full well the sense of universal intimacy it gives over. Explaining this odyssey is our greatest challenge; but succeeding will be our greatest achievement. The world remains perpetually absorbed by this search, yet hunters know the way. Hunting is a deliberate journey to the union of birth and death; it cannot but create a deeper perspective and appreciation for the glorious importance of both. &lt;br /&gt;Like it or not we have to search deep within us, journey to the place where the mind is floating free. We have to voice what is silent; capture what is shadow. The hunt is a universe of emotion that overwhelms, scatters all notions of other preoccupations, and delivers the persona complete. Hunting is a love affair; turbulent, gnawing, and all possessing. It is composed of lives, but it has a life of its own; a life held precious by the participant who, in part, creates it. It is an affair of the heart; and like all such affairs it drags the mind along, a great force subjugated by the senses engaged to their fullest; but alive just the same, and capturing memories and creating fantasies that are nearly one and the same. Hunting is an emersion; a drowning on connectedness that squanders pride and privilege; the true hunter is the humble man, the enthralled child, and the knowing prince. All is ready, nothing is restive; all is rhythm, nothing is friction. &lt;br /&gt;Hunting is knowing why the senses were made! It displaces both the practical and the excess. It represents evenness, oneness and the knowledge of self. Hunting is a cataclysm of inward progress. We hunt for spiritual reasons; we hunt to find inner peace; we hunt to understand the world. Hunting is our first great myth! The true hunter is both the alert and the meditative man. Thought and action combined in purpose; a hymn for the unity of world and self. Hunting is a search for all.” &lt;br /&gt;Peter Shroedter described the rationale for hunting as follows in an article, “Joy of the hunt: Why can’t postmodern society acknowledge its inner wild man?”, African Indaba, Volume 6, Number 2: &lt;br /&gt;“The act of hunting in the pure sense of the word is a communion with nature and an acknowledgement of our species‟ past and its enduring dependency on the environment for survival. The fact human beings are genetically programmed to hunt should be enough reason to acknowledge that hunting is part of being human. It is the act of hunting that connects us to the essence of our existence and our dependency on our environment.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The real threats to African wildlife &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It has been shown over and over again that in the modern day controlled sport hunting (either for trophies or meat) poses no threat to Africa‟s wildlife populations. It is an effective counter to poaching as the outfitters patrol their concessions on a regular basis and poaching subsequently decreases substantially. In Southern Africa, wildlife is flourishing on privately owned „hunting ranches‟ and it is believed that there is now more game on private land than at any time during the last 150 years. So, hunting is having a positive impact on wildlife. &lt;br /&gt;The main threats to Africa‟s wildlife today are habitat loss (mostly as a result of human settlement, over-grazing by domestic livestock, urban development and deforestation); weakened gene pools as a result of animals being confined to relatively small conservation areas; and poaching of which there are three types. &lt;br /&gt;Most of Africa is extremely poor and a single family can include several wives, many children, grandparents, etc. There are very limited job opportunities for these rural people and poaching plays an important role in keeping body and soul together. This subsistence poaching is however not the worst kind. &lt;br /&gt;The second type of poaching is the organized poaching for rhino horn and ivory. This industry is largely controlled by unscrupulous operators from the Far East and corrupt officials in the African governments, especially those in the wildlife departments and the military. But it seems that the CITES convention, and anti-poaching efforts in countries like Botswana, Namibia and Tanzania, is having an effect and poaching of rhino and elephant has been reduced. At the time writing rhino poaching has however escalated dramatically and the Vietnamese seem to have become major players in rhino poaching. &lt;br /&gt;The third type of poaching is the organized commercial poaching for the bush meat trade. This form of poaching is indiscriminate and everything is killed – females, males, young and old. And no species are spared. Poachers kill everything they can find where after they dry or smoke the meat for sale to a huge market all over Africa. The bush meat trade is having such a devastating effect on Africa‟s wildlife that it warrants more in depth discussion hereunder. &lt;br /&gt;Man and wildlife used to co-exist in sub-Sahara Africa for thousands of years and wildlife have always been regarded as a free and readily available source of protein. Hunting has always been for subsistence purposes and African hunters took just enough for their own subsistence. The offtake by subsistence hunters did not have much of an impact on the masses of wildlife which were abundant everywhere. With the colonization of Africa in the 19th century by the European powers, everything started to change. The white man brought with him modern medicine, new technology and new legal and administrative systems. Within a hundred years most of Africa was transformed from rural tribal societies living in a very traditional way to modern countries with cities and towns, roads and railways, airports, hospitals, schools, etc., etc. One of the major consequences of the African transformation was a human population explosion that put the natural environment under severe pressure. People started to leave the traditional villages to settle in towns and cities in an attempt to find a better life. But to this day traditional hunting is regarded as an absolute right throughout East, Central and West Africa. &lt;br /&gt;In the modern Africa man not only hunts for subsistence purposes: hunting has become a full time commercial occupation for many in the absence of other job or career opportunities. In many villages most of the able men hunt regularly – some more than others. Modern Africa is putting immense pressure on humans to earn cash to pay for food, school fees, rent, clothes, medicines, transport, etc. The hunting pressure increased not only as a result of the rapid growth in human populations, but also as a result of access to modern firearms and ammunition, as well as access to areas that have hitherto been difficult to exploit. The development of new roads built by logging and mining companies into once inaccessible forests has contributed in no small way to the decline of wildlife – particularly the forest duikers and primates. Not only are the logging companies overexploiting pristine forest, they provide hunters/poachers easy access to pristine wilderness areas. It is now also easier to transport the meat back to the towns and cities. &lt;br /&gt;Today, uncontrolled commercial hunting is taking place at an unprecedented scale, particularly in West and Central Africa and parts of East Africa. The offtake is not nearly sustainable and it would be very naïve to expect the wildlife populations to withstand this serious onslaught and over utilization. All wild animals are harvested for the bush meat trade: bovines, primates, birds, rodents, reptiles – everything is killed and &lt;br /&gt;consumed. Throughout much of Africa, but particularly West and Central Africa and up into the Horn of Africa, the bush meat trade is having a devastating effect on wildlife. Although many scientific papers have been published over the years, nothing is changing: Africa is devouring its wildlife heritage and in the not too distant future there may be nothing left. &lt;br /&gt;The current uncontrolled over exploitation wildlife in the form of bush meat is in sharp contrast to the South African wildlife management model and cannot continue at the current level. It is only a matter of time before Central and West Africa, at least, will be without any wildlife. To make matters worse, the forests are also disappearing fast as timber is shipped to first world countries. Africa is heading towards a calamity, a disaster of grotesque proportions. Hunting and game ranching, however, could make a substantial difference. &lt;br /&gt;Most countries have the necessary legislation in place to control the bush meat trade. The real problem, however, is law enforcement. Most governments do not have the capability or the will to enforce the legislation. And the hunters, middle men and butchers know that. De facto it is a „free for all‟. It is thus not surprising that many national parks throughout Africa are subjected to ongoing poaching. Huge quantities of meat are flowing out the National Parks and other conservation areas into the urban cooking pots. &lt;br /&gt;Whether Africa will be able to manage the consumption of game meat down to sustainable levels remains to be seen. The challenge for Africa is to transform the current destructive poaching culture into a culture of sustainable utilization. Human populations are still growing and the need for sensible land use practices and rational harvesting of wildlife is critically important for the survival of rural people as well as wildlife. Unfortunately, the sustainable utilization of wildlife and natural resources is not always high enough on the political agendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In summary&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Africa‟s wildlife is in serious trouble; populations of almost all species are declining across most of the continent. The continent is plagued by poaching, loss of habitat, accelerating human settlement, mismanagement and a lack of resources to implement wise and beneficial wildlife policies. &lt;br /&gt;South Africa, however, has developed an exceptionally successful national wildlife management model that relies on private ownership and the principle of conservation through sustainable utilization by way of hunting. Hunting contributes significantly to the well-being of man and nature and has a vital role to play in the future of man and wildlife in Africa. &lt;br /&gt;The anti-hunting fraternity, on the other hand, is driven by weird and senseless ideologies that pose a major threat to Africa‟s wildlife and the survival of man on planet earth. These organizations are however influential and masters at misleading decision makers and playing the media. They have developed into a serious cancer in an already sick world and it is in man‟s best interests to permanently rid him of these weird ideologies. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;References and further reading &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Therese Race Thompson; “Issues Management Handbook”; International Association of Fish and Wildlife Agencies, Washington, January 1994 &lt;br /&gt;2. Donald R Liddick; “Eco-Terrorism: Radical Environmental and Animal Liberation Movements”, Praeger; Westport, Connecticut, London; 2006 &lt;br /&gt;3. Christopher Manes; “Green Rage: Radical Environmentalism and the Unmaking of Civilization”; Little, Brown and Company; Boston, Toronto, London &lt;br /&gt;4. Steven Best; “Igniting a Revolution: Voices in Defense of the Earth”; AK Press; Edinburgh; 2006 &lt;br /&gt;5. Gerhard R Damm; “Laikipia Wildlife forum shows the way for Kenya”; African Indaba e-Newsletter, Vol 2, No 2 &lt;br /&gt;6. Gerhard R Damm; “Hunting behind high fences”; African Indaba e-Newsletter, Vol 2 No 3 &lt;br /&gt;7. Ian Parker; “No progress in Kenya”; African Indaba e-Newsletter, Vol 3, No 1 &lt;br /&gt;8. Jeff Sayer; “Hunting for conservation in Cameroon”; African indaba e-Newsletter, Vol 3, No 2 &lt;br /&gt;9. Simon Milledge; “Tourist hunting: how Tanzania can benefit from SADC best practices”; African Indaba e-Newletter, Vol 3, No 3 &lt;br /&gt;10. Gerhard R Damm; “Hunting in South Africa: facts, risks, opportunities”; African Indaba e-Newletter, Vol 3, No 4; Vol 3, No 5 &lt;br /&gt;11. Fred Nelson, Mike Jones &amp; Andrew Williams; “Hunting, sustainability, and property rights in East and Southern Africa”; African Indana e-Newsletter, Vol 3, No 4 &lt;br /&gt;12. Rael Loon; “Tackling the ethical component in the hunting debate: a „Snapper‟s perspective”; African indaba e-Newsletter, Vol 4, no 2 &lt;br /&gt;13. Ian Parker; „Kenya: the example not to follow”; African Indaba e-Newsletter; Vol 4 No 3 &lt;br /&gt;14. P. A. Lindsey; „Hunting and conservation: an effective tool or a contradiction in terms?”; African indaba e-Newsletter, Vol 4, No 4 &lt;br /&gt;15. Gerhard R Damm; “Hunters and conservationists are natural partners”; African indaba e-Newsletter, Vol 4, No 5 &lt;br /&gt;16. Dieter Schramm; “Trophy hunting: how I see it”; African Indaba e-Newsletter, Vol 5, No 3 &lt;br /&gt;17. Kyle Green; “Should trophy hunting be allowed in Kenya in order to save the Masai Mara?”; African Indaba e-Newsletter; Vol 7, No ½ &lt;br /&gt;18. Barney Dickson, Jonathan Hutton &amp; Bill Adams; “Recreational hunting, conservation and rural livelihoods”; Wiley-Blackwell, United Kingdom, 2009 &lt;br /&gt;19. Ron Thomson; “ A game warden‟s report”; Magron Publishers &lt;br /&gt;20. Ron Thomson; “Mahohboh”; Africa Safari Press, South Africa, 1997 &lt;br /&gt;21. Vivian J. Wilson; “Duikers of Africa”; Zimbi Books, South Africa, 2005&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-2529299049975794888?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2529299049975794888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2529299049975794888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/guerra-contra-caca-perspectivas-de.html' title='A Guerra contra a Caça - Perspectivas de África'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-8067799659523047565</id><published>2011-12-11T13:43:00.014-01:00</published><updated>2011-12-12T10:19:13.770-01:00</updated><title type='text'>O Final de Uma Etapa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1MvhZCIUEzk/TuSrh0UYy9I/AAAAAAAABoc/DJint7TaSqM/s1600/ultimo+dia+zona+baixa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-1MvhZCIUEzk/TuSrh0UYy9I/AAAAAAAABoc/DJint7TaSqM/s320/ultimo+dia+zona+baixa.jpg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dita o Calendário Venatório para a Ilha de Santa Maria, em vigor na presente época de 2011/2012, que termina hoje, neste segundo domingo de Dezembro, o 2.º período de caça ao coelho, o qual admite a caça a esta espécie em toda a ilha, desde o nascer do sol até às 12h00, com o limite de 5 peças por caçador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim, a partir de amanhã, só será permitida a caça ao coelho na que é denominada de Zona Alta (dividindo a ilha, de norte a sul, em duas metades, a parte alta será a que fica para este), desde as 08h00 até às 12h00, e apenas pelo processo de corricão, do 1.º domingo de Fevereiro até ao 3.º domingo de Junho, no 1.º e 3.º domingo de cada mês. Para além deste horário, ficaremos igualmente sujeitos ao limite máximo de 3 peças por caçador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar das restrições que se avizinham, é com enorme satisfação que termino mais esta etapa da caça ao coelho, a qual aproveitei o mais que pude, pelo que, hoje, também não foi nenhuma excepção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Comecei o dia pelas 06h30 e, uma vez que já tinha tudo preparado de véspera, às 06h50 já estava a caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Gatilho e o Gavião, ao contrário das outras vezes, já aguardaram por mim junto da porta do canil para que os fosse colocar na carrinha e, em vez de se deitarem no fundo da caixa, já foram em pé, de focinho no ar como os grandes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cheguei ao destino 10 minutos depois e ainda tive tempo para me preparar calmamente enquanto aguardava o nascer do sol e o começo de mais um belo dia de caça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim que o sol nasceu abri a caixa dos cães e deixei-me levar, tanto por eles, como por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mesmo no princípio o Galileu levantou um, que abati, e a Galiza surpreendeu outro na cama. &lt;br /&gt;Minutos depois de ter começado já os cães me traziam dois coelhos ao mesmo tempo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando estávamos a seguir pelos juncos, que ladeavam um ribeiro, na esperança que mais algum nos saltasse, fomos surpreendidos por dois aguaceiros (sem chuva não é dia de caça) e mais à frente desviamos para uma parede de pedra seca que prometia. A meio desta a Galiza dá com outro. Estava bem coberto, pelo que o deixei ficar para a próxima época. Já antes tinha falhado um que me saiu aos pés e não atirado a outro que vira bem determinado e fora de tiro. Posteriormente falhei mais um enquanto cobrava os restantes, tendo atingido a conta pelas 09h20. A seguir r&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;etirei os cartuchos da espingarda e chamei os cães. &lt;br /&gt;Rumámos de imediato ao ponto de partida e sem sequer olhar para trás, mas fi-lo com uma imensa vontade de ficar e de continuar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E assim terminou mais esta fase, pelo que é com enorme ansiedade que aguardo a próxima etapa, não só para assistir à evolução dos dois cachorros, que se estão fazendo na arte da caça, mas sobretudo para praticar aquilo que realmente gosto, que é caçar na companhia dos meus cães.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-8067799659523047565?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8067799659523047565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8067799659523047565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/o-final-de-uma-etapa.html' title='O Final de Uma Etapa'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1MvhZCIUEzk/TuSrh0UYy9I/AAAAAAAABoc/DJint7TaSqM/s72-c/ultimo+dia+zona+baixa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4095001737734147826</id><published>2011-12-04T14:34:00.019-01:00</published><updated>2011-12-05T00:25:41.051-01:00</updated><title type='text'>Uma Boa Campanha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-E2XsfjpsJkQ/TtuWfnPMmSI/AAAAAAAABoU/kfoyyiAwixY/s1600/DSC02300.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-E2XsfjpsJkQ/TtuWfnPMmSI/AAAAAAAABoU/kfoyyiAwixY/s320/DSC02300.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Hoje vivi uma boa jornada de caça, mas que não começou tão bem como isso.&lt;br /&gt;Embora tivesse configurado o despertador para as 05h30 não o deixei activado e acabei por acordar uma hora mais tarde do que pretendia. Felizmente que o Galileu se apercebeu que era dia de caça, muito provavelmente porque vira os preparativos no dia anterior, e começou a ladrar assim que notou o atraso.&lt;br /&gt;Em consequência, como já tinha tudo arranjado de véspera, foi vestir à pressa, buscar a espingarda, dois punhados de cartuchos, meter tudo isso na carrinha, colocar os cães na caixa e partir rapidamente.&lt;br /&gt;A meio caminho lembrei-me que não tinha tomado o pequeno-almoço, mas nessa altura também já era tarde demais para regressar e segui em frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei ao local pretendido, já este se encontrava apinhado de caçadores, pelo que optei por me deslocar para outro, mais amplo, e lá, apesar da sorte me ter saído semelhante, sempre me restou uma tira de terreno que, não sendo a melhor, tive que aproveitar por força das circunstâncias. Devia ter uns 100 metros de largura e era cortado por uma ribeira a cerca de 300 metros à minha frente. Nessa altura deviam ser umas 07h30.&lt;br /&gt;À minha esquerda havia um muro de pedra seca, que delimitava o local onde me encontrava até à ribeira. Para além dessa parede estavam alguns caçadores e à minha direita outros. Todos eles já se encontravam a caçar antes de ter chegado.&lt;br /&gt;A vegetação era ali escassa e dispersa. Caracterizava-se por pequenos silvados e alguns juncos. Havia também uma pequena encosta, virada para nascente, onde os poucos juncos e silvados se condensavam.&lt;br /&gt;Tinha comigo a Galiza, o Galileu e dois recrutas de 5 meses cada um. O Gatilho e o Gavião. Para eles era a 4ª vez que iam à caça.&lt;br /&gt;No primeiro dia, optei por familiariza-los com a imensidão de cheiros, de sons e da vida que irão encontrar ao longo da sua carreira. Por isso não levei espingarda e escolhi um lugar pouco utilizado, porque não sabia como reagiriam ao barulho dos tiros e à presença de outras matilhas. Desejava, acima de tudo, dedicar-lhes a máxima atenção, para melhor compreender as suas reacções e não deixar nenhum para trás. Portaram-se à altura, sempre curiosos e brincalhões, com alguma dificuldade na transposição dos obstáculos, como é natural, mas desenrascados.&lt;br /&gt;No segundo, já com arma&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;para ver como reagiam aos disparos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, levei apenas um cão adulto a acompanha-los, &amp;nbsp;e também passaram com distinção esse importante teste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; No terceiro dia foi terrível. Vento muito forte, frio e chuva.&lt;br /&gt;Como avançava contra o vento, tinha dificuldade em fazer-me ouvir e os cães, que iam à minha frente, tinham tendência a afastar-se. Assim, em vez de estarmos juntos, os adultos caçavam de forma independente e os aprendizes brincavam, pelo que esse dia foi cancelado, minutos depois de ter começado.&lt;br /&gt;Hoje, a manhã apresentava-se nublada, com o vento fraco e uma temperatura a rondar os 16ºC.&lt;br /&gt;Como tem chovido, decidi começar seguindo a parede de pedra solta e foi mesmo aí que, passados alguns metros, atirei ao primeiro coelho. Concluída a parede, chego então à ribeira, que corria bem. Essa ribeira, que dá o nome ao lugar, é coberta por um extenso silvado e as suas encostas são conhecidas por albergarem boa caça. Os caçadores que me ladeavam inicialmente já lá se encontravam e os disparos, apesar de não serem seguidos, mantinham uma cadência constante. Embora estivessem a respeitar as distâncias, entendi que não merecia ocupar aquela zona enquanto ali estivessem e me dirigi para a pequena encosta mencionada acima, onde acabei por cobrar as restantes peças e atingir o limite que me cabia, finalizando deste modo, às 08h50, o dia que há pouco tinha principiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordarei com saudade esta jornada, porque caço apenas com os meus cães e senti muita satisfação pela forma como se portaram e me acompanharam. Também porque, apesar de ter chegado tarde e de me ter cabido a parcela menos atractiva, alcancei os objectivos, mas acima de tudo porque, de todos os caçadores que ali se encontravam, fui o primeiro a chegar à conta quando nem era isso o que mais me importava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4095001737734147826?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4095001737734147826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4095001737734147826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/uma-boa-campanha.html' title='Uma Boa Campanha'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-E2XsfjpsJkQ/TtuWfnPMmSI/AAAAAAAABoU/kfoyyiAwixY/s72-c/DSC02300.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4107198973908718585</id><published>2011-12-03T09:31:00.005-01:00</published><updated>2011-12-03T10:35:03.425-01:00</updated><title type='text'>São Histórias Minhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Recebi um mail de alguém que se referia à caça, aos bichos e a algumas das fotos que tiro. Aliás, confesso que já não é a primeira vez que tal sucede; mesmo que contabilizasse apenas as partes onde me condenam, ainda assim ficaria com um monte de folhas que bateria de longe, em altura, o resultante do empilhamento de todas as escrituras dos apóstolos até ao séc. II d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, não me importo que refiram o que pensam sobre esta matéria tão polémica nas mensagens que me enviam, mas gostava de dizer duas ou três coisitas aqui, à luz do dia. &lt;br /&gt;Falo para poucos ou para muitos, para todos ou só para ti que não me gramas.&lt;br /&gt;Verdadeiramente, julgo que não é o gosto pelos coelhos que nos separa. Ambos os comemos.&lt;br /&gt;Mas quando um os compra no talho já esfolados, o outro passa os dias debaixo do sol à procura deles. Por falar em sol, a maior parte das galinhas que tu comes nunca o viram, e as que para ele olharam fizeram-no através de grades ou redes. O mesmo se passa com os porcos, com as vacas, com os perus que à tua mesa brilham com molhos e temperos. Todos eles conheceram a liberdade como um gnu africano adulto conheceu o desenvolvimento das máquinas de costura. Mas não os matas, de facto, dou-te isso: Outros o fazem por ti. &lt;br /&gt;Não deixa de ser irónico, porém, que o não vejas ou não queiras ver, ou disso saber.&lt;br /&gt;Por falar em saber, digo-te que mais de 99% não são, sequer, animais ou aves que a lei permita que se cacem. Conheço-os a todos, ou quase todos, assim como conheço uma infinidade de plantas e insectos, os seus tons e odores, os ciclos da sua vida. Sei como é diferente o cantar de uma perdiz do barulho que uma porta de armário faz quando abre; como o grasnar de um gaio se distingue do ronco de um motor de seis cilindros. Sei o que os bichos comem e como vivem, o que fazem e quando o fazem. E sei tudo isto, porque tudo isto faz parte do que vejo durante um dia de caça, porque tudo isso faz parte da minha vida e não apenas de um programa do Discovery Channel.&lt;br /&gt;Para além dos animais, aves, plantas e insectos, à caça devo dezenas de paisagens, onde passo dias inteiros rodeado de milhares de cores, muitas delas inexistentes em quaisquer obras ou lugares dos homens. Vejo o sol nascer mais vezes do que tu, a não ser que sejas padeiro; sinto o cheiro da terra húmida do orvalho da manhã; respiro o fresco das ervas, da geada.&lt;br /&gt;Para além do que vejo e do que conheço, há o que tenho: Sacos de fotografias. Não são apenas de casas, de ruas ou de coisas estanques, que não saem do mesmo sítio; são imagens de momentos passados com o cão, com a namorada, com todo o tipo de criaturas selvagens, em plena natureza. E para além das fotos, tenho dezenas, centenas ou milhares de histórias minhas para contar aos meus amigos e familiares, que um dia as contarão aos seus amigos, filhos e netos. E são todas histórias minhas, que presenciei e senti, bocadinhos de mim, de momentos que vivi. Não são histórias de escritores, de livros, impessoais, impressas em milhares de exemplares. São minhas. Diferentes. Únicas.&lt;br /&gt;Passas mais tempo a ler as dos outros que a escrever e a viver as tuas, não é?&lt;br /&gt;Chego ao fim do dia todo roto, sim, cansado, com o corpo dorido, mas sempre de alma cheia. &lt;br /&gt;Fecho os olhos e imagino que estou outra vez nos campos, entre rios e montanhas, ou em qualquer outro lugar, a contar formigas, a descascar laranjas. E é segundos antes de adormecer que penso baixinho que… a caça é apenas uma boa desculpa para ter tudo isto.&lt;br /&gt;Já agora, sobre o respeito pelos animais, duas palavras: O respeito não se apregoa. Não se anuncia. Ou temos respeito ou não temos respeito. E o respeito não se confunde com a finalidade ou propósito que os animais tiveram ou têm na nossa sociedade, como base da nossa alimentação. O respeito pelos animais é conhecê-los, saber quem são, onde vivem, o que precisam para sobreviver, para se reproduzirem. É garantir que nascem livres e que morrem livres, é compatibilizar a sua existência com as nossas actividades (rurais ou urbanas), é assegurar o equilíbrio entre espécies, dar-lhes recursos, alimentação e abrigo.&lt;br /&gt;Muitos caçadores semeiam nos seus campos milho, trigo e centeio para os animais; quando não podem semear, criam estruturas para colocar lá comida; em momentos de seca dão-lhes água; plantam vegetação, criam habitats, fazem repovoamentos, vacinam espécies, vigiam as florestas. &lt;br /&gt;Este ano, tal como no ano passado, semeei aveia, trigo e milho. E tu? Que fizeste tu? Foste ao talho, não é?&lt;br /&gt;Por falar em talho, tenho mesmo que te dizer esta: O coelho que cobrei ontem não nasceu numa gaiola. Conheceu a mãe, o dia e a noite, e sentiu o cheiro da terra. Com um pouco de sorte conheceu uma coelha toda gira e simpática e já tem uma porrada de filhos a correr pelos campos. O que tu compras no talho ou no hipermercado não chegou a saber que o mundo tem mais de um metro quadrado, que a comida que lhe estava destinada era erva fresca e não ração, e que o sexo é uma coisa bem diferente daquilo que sentiu quando entalou a pila na lata das vitaminas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se já reparaste, mas parecemos duas formigas a tentar decidir se devemos deixar as estrelas onde estão ou muda-las para o fundo de um poço. Eu não quero do teu peixe, como tu não queres o meu. &lt;br /&gt;Não é grave. Nada mesmo. Até me escreveres, eu não sabia que existias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Texto da autoria de "Phantom", de quem apenas sei o nome de usuário com que se identificava e participava no fórum &lt;a href="http://www.santohuberto.com/"&gt;Santo Huberto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Um fotógrafo da natureza e escrevinhador extraordinário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4107198973908718585?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4107198973908718585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4107198973908718585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/duas-formigas-discutir-estrelas.html' title='São Histórias Minhas'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1274849400583123318</id><published>2011-12-02T03:15:00.014-01:00</published><updated>2012-02-12T14:21:14.996-01:00</updated><title type='text'>Por uma Lei Justa e Adequada</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EVe_WgAMNkQ/TwG9Hoek7AI/AAAAAAAABpc/kgLovqocPBo/s1600/POR+UMA+LEI+JUSTA+E+ADEQUADA+PAG1+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-EVe_WgAMNkQ/TwG9Hoek7AI/AAAAAAAABpc/kgLovqocPBo/s320/POR+UMA+LEI+JUSTA+E+ADEQUADA+PAG1+%25281%2529.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Numa altura em que se discute na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Região Autónoma dos Açores&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;a elaboração do decreto legislativo regional que visa determinar o novo regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade destas ilhas, somos confrontados, mais uma vez, com o radical extremismo da Associação Ecológica Amigos dos Açores (AEAA) &amp;nbsp;e com a visão da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) que nos mereceu algumas observações&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não esquecemos que, no início do corrente ano, foi lançado um “&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/apelo-contra-caca.html" target="_blank"&gt;apelo contra a caça da avifauna açoriana&lt;/a&gt;”, apresentando como primeiros subscritores, entre outros, o presidente da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;AEAA&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, e o coordenador do Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural (CADEP-CN), que também é membro da AEAA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesse âmbito, o parecer que os ditos amigos dos Açores remeteram à Comissão dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, documento esse também subscrito pelo CADEP-CN, no passado dia 21/08/2011, assenta no mesmo discurso, que nada de novo ou de positivo nos apresenta e que é, como sempre, dirigido contra a caça e contra os legítimos interesses dos caçadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando o presidente dos tais amigos dos Açores, a entidade que enviou um parecer sobre a legislação em discussão, &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/ha-cada-uma.html" target="_blank"&gt;se me dirigiu&lt;/a&gt;, no passado dia 18/10/2010, afirmando que era lamentável que ainda existissem pessoas a pensar como eu, como se fosse preferível o meu desaparecimento a poder pensar de modo diferente dele, e que eu ainda incitava a práticas desrespeitadoras da natureza selvagem e da lei, é com muita apreensão que aguardo, como cidadão de pleno direito e caçador cumpridor dos meus deveres, essa nova legislação que agora se prepara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Confesso que nutro igualmente uma profunda desconfiança em relação aos verdadeiros motivos e interesses desses alegados ambientalistas, perfeitamente justificada pelas declarações completamente contraditórias do outro subscritor,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;o tal coordenador do CADEP-CN&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, que, no dia 13/11/2010, a menos de um mês da apresentação do aludido apelo contra a caça, veio a público, numa estação de rádio, dizer, &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;sobre o turismo na perspectiva ambiental, que a caça poderia ser uma alternativa económica e que era importante que isso fosse para diante! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;Não menos impressionado fiquei, quando me deparei com um artigo, datado de 27/10/2011, da autoria do Biólogo Marinho Ricardo Cordeiro - membro da equipa de investigação em paleontologia da Universidade dos Açores, sobre essa mesma pessoa, &lt;a href="http://www.blogger.com/goog_943213404"&gt;afirmando&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_943213404"&gt; que os&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;a href="http://www.obaluarte.net/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI1Mjg5IjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7czoyOiIxNiI7fQ==" target="_blank"&gt; Açores dispensavam amigos destes&lt;/a&gt;, por ter guiado cientistas estrangeiros ao Parque Natural da Ilha de Santa Maria e de lá terem sido furtadas amostras que, agora, se encontram fora do país, desconhecendo-se se alguma vez regressarão ao lugar a que pertencem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Posição que nos parece mais prudente, é a transmitida pela SPEA, através do seu comunicado de imprensa de 23/11/2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como não podia deixar de ser essa postura é criticada pelos ditos ambientalistas, apesar de ser convergente nalguns pontos com aquilo que defendem, porém, ao contrário da primeira e atendendo ao formato com que nos é apresentada e à pertinência dos temas que aborda e defende, no que à caça diz respeito, é digna de ser registada e analisada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São então cinco os pontos que a SPEA pretende salvaguardar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Banir o uso de munições com chumbo em todas as zonas húmidas, para erradicar os problemas do saturnismo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Suspender a caça aos patos, libertando as zonas húmidas (lagoas e pauis) de uma perturbação e contaminação desnecessárias&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Implementar um sistema de monitorização das populações de codorniz e narceja, semelhantes ao da galinhola, e tornar públicas as estatísticas de abate anual destas espécies cinegéticas;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Banir a introdução na natureza de quaisquer espécies exóticas e a libertação de espécies, ainda que nativas, que provenham de criação em cativeiro com origem fora dos Açores;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Impedir a caça nas imediações dos trilhos pedestres classificados e das Áreas Protegidas e Áreas Importantes para as Aves, permitindo o seu usufruto e utilização por visitantes e turistas em qualquer altura do ano e da semana.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No entendimento da SPEA, se estas acções forem seguidas, os Açores colocar-se-ão na vanguarda da caça sustentável a nível da União Europeia, ao mesmo tempo que tornam os caçadores intervenientes activos na conservação dos valores naturais únicos que temos que continuar a defender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estou em crer que os caçadores açorianos desejam contribuir activamente para colocar estas bonitas ilhas na vanguarda da caça sustentável, ao nível dos mais elevados padrões europeus e norte-americanos, e participar energicamente na preservação dos valores naturais únicos que temos que continuar a defender e mais, que o pretendem fazer em parceria com a tutela e com as diversas entidades que a isso também se dedicam, de forma honesta e transparente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesse sentido não se pode compreender a suspensão da caça aos patos e se a mesma é apresentada com base no argumento, sempre discutível, da dificuldade de identificação das espécies a abater, propõe-se então uma formação adequada e uma maior exigência no campo, ao nível da fiscalização e das coimas a aplicar. É assim que se passa, por exemplo, nos Estados Unidos da América, um país que se apresenta na vanguarda da caça sustentável, a mesma que tanto se deseja alcançar e implementar nos Açores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O quarto ponto nos merece total desaprovação se estiver a referir-se à Perdiz vermelha (Alectoris rufa hispanica), à Perdiz cinzenta (Perdix perdix), à Codorniz (Coturnix coturnix conturbans), ao Pombo-das-rochas (Columba livia atlantis), ao Pombo-torcaz-dos-Açores (Columba palumbus azorica) e ao Pato-real (Anas platyrhynchos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É completamente desajustado dos interesses dos caçadores e grave, sugerir-se a interdição da caça nas imediações dos trilhos pedestres classificados e das Áreas Protegidas e Áreas Importantes para as Aves, e pode mesmo ser considerado de muito ofensivo alegar-se que é para permitir o seu usufruto e utilização por visitantes e turistas em qualquer altura do ano e da semana, pelo que não nos merece outro comentário que não o da rejeição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Poder-se-á afirmar que, nestes pontos, pouco difere a posição da SPEA daquela que é defendida pelos ditos amigos dos Açores, mas estou certo que encontraremos uma plataforma de entendimento, no terceiro ponto, até porque se trata de uma medida, há muito, reivindicada pelos caçadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quanto ao ponto primeiro, é minha convicção que os caçadores açorianos, à semelhança do que se passa nos locais que se encontram na vanguarda da caça sustentável e pelos motivos conhecidos, não se oporão à proibição do uso de cartuchos carregados com chumbo, nas zonas húmidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LhcabnNjd1I" target="_blank"&gt;caçadores&lt;/a&gt; são aqueles que mais interesse possuem na elaboração de uma legislação justa e adequada à realidade que se vive nos Açores, porque amam a natureza e trabalham muito para a preservar e desenvolver. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao contrário de outros que nada fazem nesse sentido, os caçadores passam inúmeras horas nas suas colectividades e investem uma parte importante dos seus rendimentos na restauração dos habitats, na preservação e no desenvolvimento da fauna e da flora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os caçadores afirmam-se como parte integrante da natureza e possuem perfeita consciência do lugar que ocupam e do impacto que provocam no meio ambiente, bem como dos custos que tudo isso comporta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por outro lado o caçador nunca deixou de ser um cidadão de pleno direito, que tem vindo a desempenhar inúmeros papéis, alguns de enorme relevo e responsabilidade, numa sociedade cada vez mais exigente, pelo que gostaria de encontrar nessa legislação, que agora se encontra na forja, também o respeito pela sua vontade, que é legítima e muito ajustada.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: HelveticaNeue-Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Artigo publicado no jornal&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&amp;amp;id=36111" target="_blank"&gt;Correio dos Açores&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;n'&lt;a href="http://www.obaluarte.net/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI1NjgxIjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7czoyOiIxNiI7fQ==" target="_blank"&gt;O Baluarte&lt;/a&gt; e na revista da especialidade &lt;a href="http://www.grupov.com/Listagem_Revista.aspx?sid=c4d2a44b-2cee-4c72-b247-5c1917e85150&amp;amp;cntx=pkaGeKkf%2Fz0pVrqrzfDDbWsp9U5Y5fNwryVEoPOFA68%3D" target="_blank"&gt;Caça &amp;amp; Cães de Caça&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1274849400583123318?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1274849400583123318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1274849400583123318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/12/por-uma-lei-justa-e-adequada.html' title='Por uma Lei Justa e Adequada'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EVe_WgAMNkQ/TwG9Hoek7AI/AAAAAAAABpc/kgLovqocPBo/s72-c/POR+UMA+LEI+JUSTA+E+ADEQUADA+PAG1+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5492438449702674458</id><published>2011-11-24T08:36:00.001-01:00</published><updated>2011-11-24T08:37:05.858-01:00</updated><title type='text'>A Bandoleira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QSM44MZTUqo/Ts4Ph61VAcI/AAAAAAAABoE/EjpT0OhdsE0/s1600/DSC02268.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-QSM44MZTUqo/Ts4Ph61VAcI/AAAAAAAABoE/EjpT0OhdsE0/s320/DSC02268.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A bandoleira trata-se, essencialmente, de uma correia, fabricada em diversos materiais, que se prende longitudinalmente a uma espingarda e serve para facilitar o seu transporte pelo caçador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar da sua importância é também um dos acessórios de que menos se fala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para contrariar essa tendência e responder a algumas questões elaborei este pequeno texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A bandoleira é montada numa espingarda de caça através de dois zarelhos, peças essas que são colocadas, uma na coronha e outra nos canos, isto nas sobrepostas e nas justapostas, sendo que nas semiautomáticas são visíveis na coronha e na extremidade do fuste. Por sua vez pode ser fixa a esses zarelhos através de um botão em metal, de uma fivela ou de um mosquetão. Depois de engatada a bandoleira é ajustado o seu comprimento de acordo com a vontade do caçador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na escolha de uma bandoleira indico o couro e o nylon por serem os materiais mais resistentes e cómodos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar do botão ser o mais tradicional e o mosquetão o mais prático, aconselho o sistema de fivela, por me parecer o mais seguro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É igualmente importante considerar a largura da bandoleira, sobretudo na zona que nos irá assentar no ombro, para potenciar o conforto. Nesse sentido devemos também optar por aquelas que nos apresentam um apoio para o polegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se é certo que o uso de uma bandoleira nos exige alguns cuidados, sobretudo em relação ao desgaste e transporte, para que a arma de fogo não nos caia ou se prenda na vegetação, nada existe que nos impeça de usa-la e de usufruir do conforto e do auxílio que nos pode proporcionar, pelo que a utilização deste utensílio deve ser apreciada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5492438449702674458?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5492438449702674458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5492438449702674458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/11/bandoleira.html' title='A Bandoleira'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QSM44MZTUqo/Ts4Ph61VAcI/AAAAAAAABoE/EjpT0OhdsE0/s72-c/DSC02268.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4665157470334626211</id><published>2011-11-03T19:30:00.005-01:00</published><updated>2011-12-02T04:09:26.118-01:00</updated><title type='text'>Registo e Licenciamento dos Cães de Caça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;"Desde o primeiro dia de Junho de 2004 que é obrigatório realizar o registo dos cães utilizados no acto venatório.&lt;br /&gt;O cão deve ser identificado por método electrónico e registado entre os 3 e 6 meses de idade. Para isso deve ser introduzido no animal um micro-chip que contém um código de identificação de leitura óptica, onde consta a identificação do canídeo, do detentor e do médico veterinário e deve ser colocado na parte esquerda do pescoço do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O veterinário que colocar o chip deverá entregar ao caçador o Boletim Sanitário do Cão, onde é aposta uma etiqueta autocolante comprovativa da identificação electrónica e entregar-lhe uma ficha de registo em quadruplicado.&lt;br /&gt;O original e o duplicado ficam com o detentor para colocação no boletim e para entrega na Junta de freguesia no momento em que efectua o registo, enquanto o triplicado é enviado para o SIRA-RAM e o quadruplicado fica com o médico veterinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após identificação por método electrónico, o caçador dispõe de 30 dias para proceder ao registo e licenciamento do cão na Junta de Freguesia da área de residência da área do seu domicílio ou sede. Este procedimento só é efectuado uma só vez na vida do animal.&lt;br /&gt;No acto do registo é obtida a primeira licença do cão.&lt;br /&gt;Anualmente deverá ser então renovada a licença do canídeo na Junta de freguesia onde foi registado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A omissão dos deveres de registar e licenciar dá lugar à aplicação de coimas aos infractores:&lt;br /&gt;Falta de registo - entre 50,00€ a 3.740,00 (ou 44.890,00, se o detentor for pessoa colectiva);&lt;br /&gt;Falta de licença – entre 25,00 e 3.740,00 (ou 44.890,00, se o detentor for pessoa colectiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As licenças e respectivas renovações são emitidas mediante a presentação dos seguintes documentos:&lt;br /&gt;Boletim sanitário do cão;&lt;br /&gt;Prova da identificação electrónica, comprovada pela etiqueta com um número de identificação alfanumérico, no boletim sanitário do cão;&lt;br /&gt;Prova da realização das vacinas declaradas obrigatórias para esse ano, comprovado pelas respectivas vinhetas oficiais;&lt;br /&gt;Exibição da carta de caçador actualizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Juntas de Freguesia devem proceder ao registo do animal na Base de Dados Nacional, designada SICAFE (Sistema de Identificação de Canideos e Felino), cuja gestão está a cargo da Direcção Geral de Veterinária, à qual têm acesso via internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe às Juntas de Freguesia realizar o seguinte:&lt;br /&gt;Inserir os dados na base de dados nacional informática;&lt;br /&gt;Fazer transferência de titular de registo, mediante requerimento do novo detentor, procedendo ao seu averbamento no Boletim Sanitário do cão;&lt;br /&gt;Alteração de morada dos detentores;&lt;br /&gt;Dar baixa dos animais declarados como mortos;&lt;br /&gt;Inscrever "ANIMAL PERDIDO – PROCURA-SE" na zona de observação da ficha animal sempre que o detentor declare o desaparecimento do seu cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal existem duas bases de dados de registo que não estão interligadas:&lt;br /&gt;O SICAFE cuja gestão está a cargo da Direcção Geral de Veterinária sendo a actualização  responsabilidade das Juntas de Freguesia, cabendo a estas últimas proceder ao registo do animal nessa base, depois do titular aí ter procedido ao registo do animal;&lt;br /&gt;SIRA (Sistema de Identificação de Registo Animal), a mais antiga, que é administrado pela Ordem dos Médicos Veterinários. Legalmente, depois do cão ser "chipado", o médico veterinário deve proceder ao registo do cão nesta base de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o seu cão se PERCA ou lhe seja FURTADO, para tentar recuperá-lo deverá confirmar se o mesmo se encontra registado nas DUAS bases de dados, mas terá de faze-lo por intermédio da Junta de Freguesia e do seu médico veterinário, pois não tem acesso directo, às bases de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações consulte a &lt;a href="http://pagina.fencaca.pt/" target="_blank"&gt;FENCAÇA&lt;/a&gt;"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da autoria de Paula Simões&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4665157470334626211?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4665157470334626211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4665157470334626211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/11/registo-e-licenciamento-dos-caes-de.html' title='Registo e Licenciamento dos Cães de Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1258137917593340582</id><published>2011-10-31T15:01:00.008-01:00</published><updated>2011-11-01T22:21:08.166-01:00</updated><title type='text'>Caçada em Santa Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Roi7p2SGk18/Tq7F3Yqs9JI/AAAAAAAABns/Jei6dZR4KUg/s1600/Fotografia_de_grupo_em_30-10-2011.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Roi7p2SGk18/Tq7F3Yqs9JI/AAAAAAAABns/Jei6dZR4KUg/s320/Fotografia_de_grupo_em_30-10-2011.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;"Recordação de uma caçada ao Coelho Bravo, realizada na Ilha de  Santa Maria, no dia 30 de Outubro de 2011, na companhia dos “Irmãos Braga”, nomeadamente dos meus amigos de longa data José Braga, de 76 anos, e de António Braga, com 79 anos, a que se juntou o Pedro Miguel Silveira.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A caçada foi extraordinária com lances muito bonitos, onde não foi falhado um único coelho e com os cães a portarem-se à altura das imensas dificuldades que o terreno nos impunha, tendo começado pouco depois do nascer do sol e terminado às 08H25.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Com três armas, cobramos 15 coelhos, máximo permitido por lei, pois estipula o calendário&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;venatório o limite de 5 peças por caçador.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No final, juntou-se-nos outro grupo e dessa reunião surgiu a fotografia que acompanha estas linhas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Seguiu-se então o convívio, que foi extraordinário, acompanhado por pratos típicos da Ilha de Santa Maria e queijos dos Açores, a que não faltaram as cantigas ao desafio com o António Joaquim, figura incomparável pela sua boa disposição, eu próprio e o Senhor José Braga a fazerem umas rimas de improviso que deixaram o pessoal ainda mais bem disposto.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ponto negativo foi mesmo o martírio que tivemos de passar no aeroporto com algumas funcionárias da SATA a demonstrarem falta de capacidade para lidarem com o transporte dos cães de caça, situação que se traduziu num autêntico inferno, mas, mesmo assim, incapaz de anular esta magnífica caçada ao coelho, cuja raça e bravura representa ainda um verdadeiro expoente máximo da riqueza que caracteriza o património cinegético dos Açores e da Humanidade"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1258137917593340582?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1258137917593340582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1258137917593340582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/cacada-em-santa-maria.html' title='Caçada em Santa Maria'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Roi7p2SGk18/Tq7F3Yqs9JI/AAAAAAAABns/Jei6dZR4KUg/s72-c/Fotografia_de_grupo_em_30-10-2011.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-8779606160142462160</id><published>2011-10-30T21:44:00.008-01:00</published><updated>2011-10-31T15:12:28.663-01:00</updated><title type='text'>II Feira da Caça de Mértola</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 5pt; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ApVxv6rE_zY/Tq3TTATklFI/AAAAAAAABnk/hpvHGQ_oOGg/s1600/Entidades+e+oradores.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-ApVxv6rE_zY/Tq3TTATklFI/AAAAAAAABnk/hpvHGQ_oOGg/s320/Entidades+e+oradores.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Decorreu em Mértola, nos dias 21 a 23 de Outubro, a segunda edição da Feira da Caça.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, realçou o facto do certame promover e divulgar o concelho, enquanto território por excelência para a prática cinegética.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Jacinto Amaro, presidente da FENCAÇA considerou este certame como o maior evento sectorial do Sul de Portugal, quer na qualidade das actividades cinegéticas desenvolvidas, quer pelo número de expositores que rondaram os 70 e pelos 10 000 visitantes recebidos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt; Destacamos a inauguração do monumento “Mértola capital da Caça” da autoria dos escultores Francisco e António Charneca, cuja inauguração esteve a cargo do Secretário de Estado das Florestas Eng. Daniel Campelo, que igualmente inaugurou a Feira da Caça.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;Tal como no ano anterior, a Feira apresentou um vasto programa de actividades para os visitantes e expositores, onde se destacou o Colóquio sobre Caça, cuja organização esteve a cargo da Câmara Municipal (CM) de Mértola, FENCAÇA e ANPC, onde foram abordados os seguintes temas:&amp;nbsp;&amp;nbsp;“A perdiz vermelha”, moderado por Eduardo Oliveira e Sousa (presidente da ANPC), que teve como oradores Javier Viñuela (IREC- Instituto de Investigação em recursos Cinegéticos, Espanha) e Jacinto Amaro (presidente da FENCAÇA), e “Panorama da Caça em Portugal”, moderado por Arlindo Cunha (vice-presidente da FENCAÇA), com os oradores Paula Simões (jurista da FENCAÇA) e João Carvalho (Secretário-geral da ANPC).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;A 2ª Prova de Santo Huberto - Mértola, organizada pela FENCAÇA e pela&amp;nbsp;CM Mértola, decorreu na ZCT de Dorde, em terrenos com aptidões excelentes para a prática da modalidade, que apurou como vencedor da prova Nuno Godinho, que se fez acompanhar de um braço alemão, de nome Sevilha.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt; De realçar os excelentes resultados alcançados na Montaria, onde se cobraram 11 javalis e 18 veados (cinco dos quais possuíam entre 15 a 17 pontas), realizada na Zona de Caça Turística da Herdade de Pau de Canoa, que contou com a participação de 60 monteiros.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;Foi sem dúvida um certame vivo em termos cinegéticos, onde não faltaram as demonstrações de cães de parar, caça ao coelho com cães, falcoaria, entre outras.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;Decerto um evento &amp;nbsp;que está a consolidar a imagem de “Mértola capital da Caça”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Texto e foto da autoria de Paula Simões&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-8779606160142462160?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8779606160142462160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8779606160142462160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/ii-feira-da-caca-de-mertola.html' title='II Feira da Caça de Mértola'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ApVxv6rE_zY/Tq3TTATklFI/AAAAAAAABnk/hpvHGQ_oOGg/s72-c/Entidades+e+oradores.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6681065325009167916</id><published>2011-10-27T00:07:00.006Z</published><updated>2011-10-27T00:20:43.478Z</updated><title type='text'>Portugal Campeão do Mundo de Santo Huberto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z58jVrrQHoM/TqigrNxTydI/AAAAAAAABnA/BmlUMe-60RE/s1600/PT+Campe%25C3%25A3o+do+Mundo+por+equipas.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z58jVrrQHoM/TqigrNxTydI/AAAAAAAABnA/BmlUMe-60RE/s320/PT+Campe%25C3%25A3o+do+Mundo+por+equipas.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Decorreu nos dias 13 a 16 de Outubro,&amp;nbsp;em França, Cazalis - Gironde,&amp;nbsp;mais um campeonato do mundo de Cães de Parar e Santo Huberto, onde estivemos representados pela Selecção Nacional de Santo Huberto, composta pelos Srs Vítor Maurício e Mário Brito, que se fizeram representar acompanhados por dois Perdigueiros Portugueses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As provas decorreram em terrenos de Pinhal com exemplares de diversas idades, e a presença de matos densos e restos de ramadas de pinheiros cortados, o que dificultou o percurso dos cães e dos caçadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os participantes foram distribuídos por 3 séries, duas das quais foram ganhas pelos atletas portugueses, ficando Mário Brito com 97 pontos e Vítor Maurício com 61 pontos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A terceira serie foi ganha por um atleta Italiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A “Barrage” foi disputada a entre o atleta português Mário Brito e o atleta italiano D´Amrosio Massimo, tendo este ficado em primeiro lugar, e o nosso participante em segundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O atleta Vítor Maurício, foi excluído da Barrage, já que na série em que participou não houve abate e cobro de nenhum faisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi ainda disputado o terceiro lugar (segundo o regulamento) pelos participantes que ficaram em segundo lugar nas séries com abate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O resultado final do Campeonato, foi o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;CAMPEÃO DO MUNDO - D´Amrosio Massimo - Italiano&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;VICE-CAMPEÃO DO MUNDO - Mário Brito - Português&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;3º CLASSIFICADO Jimmy Johansson - Sueco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por equipas, a Selecção Portuguesa foi imparável, obtendo a soma final de 2 pontos atribuídos pelos dois primeiros lugares das duas séries.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os resultados finais por equipas foram:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;1º PORTUGAL - 2 Pontos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;2º CROÁCIA - 5 pontos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;3ª DINAMARCA - 7 pontos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os nossos parabéns aos novos Campeões do Mundo de Santo Huberto - por equipas, que durante um ano irão, com todo o mérito, ostentar esse título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Texto e foto da autoria de FENCAÇA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6681065325009167916?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6681065325009167916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6681065325009167916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/portugal-campeao-do-mundo-de-santo.html' title='Portugal Campeão do Mundo de Santo Huberto'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z58jVrrQHoM/TqigrNxTydI/AAAAAAAABnA/BmlUMe-60RE/s72-c/PT+Campe%25C3%25A3o+do+Mundo+por+equipas.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-2043616307727884595</id><published>2011-10-21T20:33:00.009Z</published><updated>2011-10-26T10:46:51.279Z</updated><title type='text'>V Aniversário</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jMV-vJruUdo/Tl_1Sdmof8I/AAAAAAAABl8/MFOj9MbqM7M/s1600/sao+louren%25C3%25A7o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-jMV-vJruUdo/Tl_1Sdmof8I/AAAAAAAABl8/MFOj9MbqM7M/s320/sao+louren%25C3%25A7o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz hoje cinco anos que iniciei este blogue.&lt;br /&gt;Na altura escrevi que a caça era uma manifestação da mais autêntica tradição, um legado dos pais aos filhos, uma herança que nos tinha sido transmitida desde os tempos primórdios, desde a alvorada da própria humanidade e que poderia ser um motor de desenvolvimento económico na actual e frágil economia mariense, se recebesse dos verdadeiros Caçadores e das competentes entidades públicas e privadas a atenção e o investimento de que era justa merecedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse ainda que este sítio pretendia chamar a atenção e sensibilizar os diversos actores para a nova realidade que enfrentávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejava, acima de tudo, defender o património natural e cultural que nos identificava e distinguia como povo, promover a harmonização dos diferentes interesses em jogo, para que fosse possível preservar o que ainda possuíamos, fomentar a actividade cinegética como um recurso valioso e como um factor de desenvolvimento importante, sem que deixasse de ser um blogue de caça de, e, para Caçadores, para aqueles que albergavam em si o "fogo sagrado"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado todo este tempo, mantenho essa vontade e reforço esse compromisso, sendo disso prova a licença de caça que fui pagar e levantar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo destes cinco anos&amp;nbsp;contribuímos para alterar comportamentos e&amp;nbsp;vimos textos aqui publicados surgirem em jornais e revistas, como "O Baluarte", "O Templário",&amp;nbsp;a "Calibre 12", a "Caça &amp;amp; Cães de Caça" ou a "Caça Maior &amp;amp; Safaris".&lt;br /&gt;Estivemos na capa da "Calibre 12".&lt;br /&gt;Tivemos a enorme honra de redigir o prefácio do livro "Um Contributo para a Defesa da Caça" e de apresenta-lo publicamente.&lt;br /&gt;Fizemos amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para agradecer, penhorado, toda a amizade, apoio e colaboração do Dr. Gualter Furtado, do Carlos Pereira, do Nuno Sebastião, do António Luiz Pacheco, do António Inácio e do Isaías Piçarra, sem os quais este seria, certamente, um lugar bem mais pobre.&lt;br /&gt;A todos os meus amigos e visitantes deste espaço, um abraço rijo e votos de muitas e boas caçadas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-2043616307727884595?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2043616307727884595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2043616307727884595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/v-aniversario.html' title='V Aniversário'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jMV-vJruUdo/Tl_1Sdmof8I/AAAAAAAABl8/MFOj9MbqM7M/s72-c/sao+louren%25C3%25A7o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-7276728778307868612</id><published>2011-10-20T12:06:00.001Z</published><updated>2011-10-20T12:07:06.970Z</updated><title type='text'>A Minha Homenagem ao Rei dos Matilheiros Portugueses</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XyRhW-pP7Gk/Tp8_kBFCdZI/AAAAAAAABm4/dnJKCIbP1Zc/s1600/RECORDAÃ‡Ã•ES.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="254px" src="http://1.bp.blogspot.com/-XyRhW-pP7Gk/Tp8_kBFCdZI/AAAAAAAABm4/dnJKCIbP1Zc/s320/RECORDA%25C3%2587%25C3%2595ES.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Estava eu no Aeroporto das Lajes, na Ilha Terceira, de regresso à Ilha de São Miguel, depois de ter feito a Abertura às Galinholas na Ilha do Pico, quando recebi um telefonema do Conde de Murça, Jorge Maria de Melo, a comunicar-me a triste notícia do falecimento do nosso amigo Tio Joaquim Casaleiro. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O Tio Joaquim caçou quase até aos 90 anos e foi, de facto, o Rei dos Matilheiros de Portugal. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A sua mestria na condução dos podengos anões e a forma superior como se relacionava com eles era reconhecida por todos os apaixonados e entendidos na caça ao coelho bravo que tiveram a felicidade de ter caçado com o Tio Joaquim.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Caçamos juntos na Ilha das Flores, no Continente Português e em Espanha.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Estive com ele e outros amigos no dia em que celebrou os seus 70 anos, isto no Arrepiado, em Abrantes.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Tanto na sua vida do dia-a-dia, como na caça este Senhor impressionava qualquer um pela sua energia e elevada ética.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O Jorge perdeu um segundo Pai e os seus amigos um Grande Companheiro. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O mundo da caça ficou bem mais pobre.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A esposa e família perderam um Pai exemplar. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tio Joaquim, até sempre e vai preparando a matilha aí em cima, porque é certo e sabido que nos havemos de reencontrar.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: BesSans;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Gualter Furtado, 17 de Outubro de 2011&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-7276728778307868612?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7276728778307868612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7276728778307868612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/minha-homenagem-ao-rei-dos-matilheiros.html' title='A Minha Homenagem ao Rei dos Matilheiros Portugueses'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XyRhW-pP7Gk/Tp8_kBFCdZI/AAAAAAAABm4/dnJKCIbP1Zc/s72-c/RECORDA%25C3%2587%25C3%2595ES.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1405279220189645504</id><published>2011-10-19T20:44:00.009Z</published><updated>2011-10-19T21:00:59.593Z</updated><title type='text'>Abertura às Galinholas na Ilha do Pico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FslipmgoSYQ/Tp81R0l59AI/AAAAAAAABmo/EZRtRzL--kA/s1600/galinholas+II.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-FslipmgoSYQ/Tp81R0l59AI/AAAAAAAABmo/EZRtRzL--kA/s320/galinholas+II.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;No dia 17 de Outubro abriu a caça às Galinholas na Ilha do Pico.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A Galinhola é uma ave sedentária nos Açores e um autêntico tesouro da região.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A abertura a esta espécie cinegética é sempre uma festa e um momento único para saborearmos lances extraordinários na companhia dos nossos companheiros e dos nossos cães de parar.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KvOzQP7JC-Q/Tp81ZpPjq4I/AAAAAAAABmw/MLfBsEeCkrI/s1600/galinholas+I.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KvOzQP7JC-Q/Tp81ZpPjq4I/AAAAAAAABmw/MLfBsEeCkrI/s320/galinholas+I.jpg" width="217" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Este ano estive a caçar com o Zé Carneiro, um Jovem, Engº Civil de formação, oriundo da Ilha das Flores e que conheço desde os 4 anos de idade.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Caçamos com a minha Bretã Espanhola, de nome Pipoca, de 4 anos de idade, e com a jovem Smart, uma Setter Inglesa&amp;nbsp; que ainda não fez 2 anos de idade.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O Tempo esteve bom e a paisagem, como sempre magnífica, permitiu lances muito bonitos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Quanto à densidade de galinholas, e apesar de não se ter caçado numa parte da ilha durante a época passada, eu e todos os caçadores com quem falei, achamos que era inferior do que há dois anos atrás.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Certamente que este quadro de menor número de Galinholas se deve, em parte, ao facto dos terrenos onde se caçam Galinholas, embora estivessem interditos à caça da Dama dos Bosques, permitirem a caça ao coelho bravo. É realmente uma situação triste.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Os Serviços Oficiais da Caça e os Caçadores devem unir-se para por fim a esta situação, sob pena de se hipotecar o futuro do maior tesouro cinegético dos Açores.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Texto e fotos de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1405279220189645504?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1405279220189645504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1405279220189645504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/abertura-das-galinholas-na-ilha-do-pico.html' title='Abertura às Galinholas na Ilha do Pico'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FslipmgoSYQ/Tp81R0l59AI/AAAAAAAABmo/EZRtRzL--kA/s72-c/galinholas+II.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5553422033018329773</id><published>2011-10-18T21:05:00.009Z</published><updated>2011-10-19T20:12:03.784Z</updated><title type='text'>José Moniz vence V Troféu Gualter Furtado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RMV_10dFQgo/Tp8vBeyZkNI/AAAAAAAABmg/AipjmleH518/s1600/DSC02726.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-RMV_10dFQgo/Tp8vBeyZkNI/AAAAAAAABmg/AipjmleH518/s320/DSC02726.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;No dia 15 de Outubro de 2011, &amp;nbsp;na Ilha do Pico,&amp;nbsp;realizou-se&amp;nbsp;o V Troféu Gualter Furtado de Santo Huberto com Cão de Parar sobre Perdizes Vermelhas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Este evento insere-se na homenagem anual que os caçadores fazem a Gualter Furtado, através da atribuição do seu nome a esta prova de caça.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Os concorrentes foram julgados pelo juiz internacional de provas de cão de parar, José Pedro Leitão e ainda pelo juiz Paulo Filipe.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O Tempo esteve muito bom e os terrenos adequados à prática desta modalidade de caça.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;As provas decorreram com muito desportivismo e, como sempre, acompanhadas por uma forte componente social, superiormente orientada pelo Cremildo Marques e toda a sua vasta equipa, esforço esse que se traduziu numa organização impecável e na apresentação de diversos pratos típicos de caça maior e menor.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Concluídas as provas os resultados finais ficaram ordenados pela seguinte forma:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;1º lugar - José Moniz (São Miguel ) com a Braco Alemã Iris&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;2º lugar -Vitor Inácio ( Pico ) com o Bretão Espanhol Maçarico &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;3º lugar - António Tomás ( Continente ) com a Perdigueira Nacional Tucha&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;4º lugar - José Carlos Correia&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;5º lugar - Gualter Furtado&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;6º lugar - José Teixeira&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;7º lugar - Mário Sequeira &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;8º lugar - Zé Carneiro &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;9º lugar - Luís Faria &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;10º lugar - Cremildo Marques&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;11º lugar - António Leal &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;12º lugar - José Pedro Pacheco&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;13º lugar - Valério&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;14º lugar - Rodrigo Sousa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;15º lugar - Rui Costa (desistiu devido a força maior )&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;16º lugar - Duarte Évora (desistiu devido a força maior )&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Como nota muito positiva regista-se o elevado grau de profissionalismo dos Serviços Florestais da ilha do Pico, quer na forma como desempenharam as suas funções, quer no acompanhamento realizado durante o desenrolar das provas e de todo o evento. De sublinhar ainda a presença e participação de um concorrente oriundo da Ilha das Flores, o Zé Carneiro, que, na sua primeira prova de Santo Huberto, teve um excelente desempenho, tanto no aspecto desportivo como ao nível da segurança.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Na cerimónia de entrega dos prémios e de homenagem ao Caçador Gualter Furtado &amp;nbsp;marcaram presença o Deputado Regional Comandante Lizuarte, o Presidente da Junta de Freguesia da Piedade, a responsável dos Serviços Florestais da Ilha do Pico, Engª Margarida, os concorrentes, os seus familiares e muitos amigos do Gualter Furtado e do Cremildo Marques.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Foi ainda deliberado pela Organização prosseguir com o evento nos próximos anos já que os custos da realização são reduzidos, devido à oferta de produtos, do trabalho desinteressado&amp;nbsp;de muitos amigos comuns e ao&amp;nbsp; voluntariado&amp;nbsp; dos Colaboradores do Cremildo Marques, resistindo assim esta prova de caça a todas as dificuldades e às medidas da Troika.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5553422033018329773?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5553422033018329773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5553422033018329773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/jose-moniz-vence-v-trofeu-gualter.html' title='José Moniz vence V Troféu Gualter Furtado'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RMV_10dFQgo/Tp8vBeyZkNI/AAAAAAAABmg/AipjmleH518/s72-c/DSC02726.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6949656576540679010</id><published>2011-10-11T20:44:00.002Z</published><updated>2011-10-19T21:32:38.551Z</updated><title type='text'>A Caça no Portugal insular do séc. XIX - Ilha do Faial</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Podemos encontrar dois importantes testemunhos da caça praticada nos Açores do séc. XIX, mais concretamente na bonita ilha do Faial, nos dois livros que se seguem.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;São eles "Os Cantos - A tragédia de uma família açoríana", da autoria de Maria Filomena Mónica, e a "Família Dabney", do escritor João A. Gomes Vieira.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-frPfryboErE/TpSofcSOifI/AAAAAAAABmI/04vz2Vb3ZVo/s1600/OS+CANTOS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-frPfryboErE/TpSofcSOifI/AAAAAAAABmI/04vz2Vb3ZVo/s320/OS+CANTOS.jpg" width="224" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;No primeiro, que retrata a história da ilustre família José do Canto, figura de primordial importância nos Açores do séc. XIX, podemos encontrar, na pág. 79ª, uma carta, na qual o próprio José do Canto convida o seu irmão, de nome André, para ir ter com ele à Ilha do Faial, justificando tal apelo com a "quantidade de codornizes, coelhos e galinholas prontas a serem caçadas".&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hg8x_2aa3Pg/TpSpmq1znGI/AAAAAAAABmQ/xdJwIi9hBTE/s1600/FDABNEY.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://4.bp.blogspot.com/-hg8x_2aa3Pg/TpSpmq1znGI/AAAAAAAABmQ/xdJwIi9hBTE/s320/FDABNEY.jpg" width="320" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;i&gt;No seguinte, escrito por volta de 1885, encontramos um quadro de caça, retrato tirado nas paisagens rurais da ilha do Faial, na qual os dois irmãos Dabney, Ralph e Charles, se fazem fotografar no final de uma jornada às galinholas (Scolopax rusticola).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Pretendem estas notas, nada mais do que homenagear as distintas personalidades nela mencionadas e dar a conhecer mais uma das variadas e valiosas facetas da caça que se vêm praticando nestas ilhas atlânticas ao longo dos tempos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Texto e fotos da autoria de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6949656576540679010?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6949656576540679010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6949656576540679010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/10/caca-no-portugal-insular-do-sec-xix.html' title='A Caça no Portugal insular do séc. XIX - Ilha do Faial'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-frPfryboErE/TpSofcSOifI/AAAAAAAABmI/04vz2Vb3ZVo/s72-c/OS+CANTOS.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-536871328059069454</id><published>2011-09-29T21:49:00.006Z</published><updated>2011-09-29T22:02:57.072Z</updated><title type='text'>A Minha Maneira de Sentir a Caça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Uyzu6v3VaQw/ToTpdQGWa7I/AAAAAAAABmE/L9CxXbzopzk/s1600/Ant%25C3%25B3nio_Afonso_In%25C3%25A1cio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-Uyzu6v3VaQw/ToTpdQGWa7I/AAAAAAAABmE/L9CxXbzopzk/s320/Ant%25C3%25B3nio_Afonso_In%25C3%25A1cio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;"O que é a caça, e porque caçamos, são questões que se põem, e a quem muito boa gente não sabe responder. É importante, que pelo menos os caçadores saibam responder às referidas questões.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Na escola onde eu aprendi, há cada vez menos alunos, há outros locais onde há eventuais e potenciais alunos mas não há escola. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Sou defensor de uma “Escola de caça”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A caça, é muito mais que um divertimento ou passatempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A caça nunca deverá ser para o caçador uma distracção, mas sim o exercício da arte da caça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Ao caçarmos, devemos de o fazer, com amor, paixão, esforço, respeito e dentro da legalidade, só assim estaremos a defender, preservar, e promover a caça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Antes de escrever mais qualquer coisinha será bom dizer, que sou sempre caçador e estou sempre a caçar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Para mim, como para muitos, ser caçador é uma maneira de estar, é um estado de espírito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Há quem diga que é uma doença e que no meu caso se agrava de dia para dia, mas não me parece, pois sinto-me cada vez melhor, que eu saiba a generalidade dos doentes não se sentem bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O verdadeiro caçador, é quem caça de uma forma digna e sustentável, com respeito e admiração pelas espécies, persegue-as para as abater, mas também as protege e cuida, para que se conservem e se reproduzam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Fazer tudo isto é ser um autêntico “senhor” no campo, e um verdadeiro conservacionista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Para mim, caçar não é matar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;“Não caço para matar, mato porque caço”.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Não tenho dúvidas nenhumas, que a caça é cultura e tradição, e que é devido à caça e aos nossos antepassados caçadores, que somos aquilo que somos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Quando caço procuro a qualidade e não a quantidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais, dou mais valor aos lances;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais importo-me menos em não matar nada;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais, retiro mais prazer do acto de caçar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais, sou mais selectivo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais, estou mais apaixonado pela caça;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Porque temos a “paixão” pela caça?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Cada vez mais, concordo que caçamos por instinto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Nós caçadores, temos o instinto caça, como o tem o gato, por exemplo, que mesmo sabendo que tem a ração diária de comida à sua espera, não desdenha a oportunidade para apanhar o rato ou a borboleta, muitos até desistem das mordomias e preferem viver da caça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Depois do instinto, o que pretendemos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A carne?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Nos dias de hoje, está mais que visto, que não se caça para comer, mas sabe-me muito melhor a caça que abato, do que a abatida pelos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Entre outras, uma das boas maneiras de demonstrar o nosso respeito para com a peça de caça, será comê-la. Simultaneamente, ao recordarmos o lance, estamos a “admirar a peça”. Talvez seja das melhores justificações para a sua morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Pois é, além de gostar de caçar também gosto de degustar a caça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Será pelo troféu? Não me parece, a paixão existe em muito boa gente, que não tem como objectivo o troféu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Será pelo lance?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Parece-me que sim, logicamente que o lance será tudo o que se fez anteriormente, para conseguir abater a “peça”. Assim sendo, como outros, eu serei um caçador de lances.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Enquanto caçador, gosto de me sentir como um predador ou super predador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Não consigo renunciar esse papel. Faz parte de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;A natureza sente necessidade do caçador e nós dela. Os caçadores fazem parte da natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;As espécies cinegéticas têm que ser caçadas, só abatemos os mais fracos, e ao faze-lo, estamos a contribuir para que se defendam melhor, para que apurem, e desenvolvam o instinto de sobrevivência, e assim continuem a dar luta ao caçador e aos restantes predadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;As espécies cinegéticas precisam de ser caçadas."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Texto e foto da autoria de António Afonso Inácio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-536871328059069454?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/536871328059069454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/536871328059069454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/09/minha-maneira-de-sentir-caca.html' title='A Minha Maneira de Sentir a Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Uyzu6v3VaQw/ToTpdQGWa7I/AAAAAAAABmE/L9CxXbzopzk/s72-c/Ant%25C3%25B3nio_Afonso_In%25C3%25A1cio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5417700520817803978</id><published>2011-08-28T08:17:00.003Z</published><updated>2011-08-28T08:44:43.195Z</updated><title type='text'>Caçadas Portuguezas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HhqHs4bO07k/Tln5dGXeMFI/AAAAAAAABls/q-xMpE9AOC0/s1600/Zacharias_d_Aca.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://2.bp.blogspot.com/-HhqHs4bO07k/Tln5dGXeMFI/AAAAAAAABls/q-xMpE9AOC0/s320/Zacharias_d_Aca.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As palavras que se seguem escorrem da pena de um dos mais ilustres caçadores portugueses, de cuja companhia tenho a felicidade de usufruir – e de partilhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se dos meus livros sobressai uma valiosa colecção de literatura cinegética, a obra que se segue, é, sem dúvida, uma das suas referências, um acrescento de enorme qualidade que muito estimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dá pelo nome de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Caçadas Portuguezas, Paizagens – Figuras do Campo&lt;/i&gt;, cujo autor se trata de &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/03/zacarias-daca-in-memoriam-1839-1908.html"&gt;Zacharias d’ Aça&lt;/a&gt;, e foi editado no distante ano de 1898, pela Secção Editorial da Companhia Nacional Editora, com sede no Largo do Conde Barão, n.º 50, em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deixo-vos, então,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Duas Palavras&lt;/i&gt;, título do preâmbulo que nos introduz à fabulosa leitura do volume supracitado:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Vai correr mundo este livro. Largando-o das minhas mãos, faço votos para que ele não naufrague no mar – umas vezes encapelado, outras vezes morto – da publicidade. Não arvora bandeira de facção literária, não lhe pus divisa, e, apesar do estrondear da fuzilaria, não vai a conquistar; mas o título diz que o anima o espírito da nossa terra – fala de coisas portuguesas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De tigres e leões poderia eu contar histórias trágicas e horripilantes, mas nunca me defrontei com eles, e não me seduz o papel de cronista inconsciente de alheias proezas. O que se contém nestas páginas são as minhas impressões dum mundo muito próximo de nós, mas de que, quase todos os que escrevemos, andamos muito alheados – o mundo dos campos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Os capítulos todos deste livro – afora dois ou três – são capítulos da minha vida, e quando os recordo alegra-se-me ainda o coração. E sinal certo de que foram dias bem passados, é que ainda não se me apagou da memória o sol, que os alumiou. Sol que brilha no passado, sol poente hoje para mim!...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mas as nuvens, que ele doirava nas suas fantásticas evoluções, eram brancas e transparentes; fugitivas, como os sonhos da mocidade, não faziam manchas no céu, como também não me deixaram sombras na vida.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De quantos dias ela se compõe, estes de que aqui falo, e poucos mais, são os únicos que eu quereria reviver. Porque – não te direi, leitor amigo, se não é caçador, que não me entenderias, e aos que me podem entender não é necessário explicar-lho. Os entusiasmos e os arroubos da paixão só os compreende bem quem já os experimentou.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Do nascer ao pôr-do-sol sentimo-nos outros – estamos em contacto íntimo e constante com a natureza. O corpo e a alma têm a consciência, e estão no pleno exercício de todas as suas faculdades, de todas as suas energias; manifestam-se, desenvolvem-se, sem peias, nem constrangimentos. Alegra-se-nos a alma espraiando a vista pela paisagem, e essa alacridade sente-a também o corpo, recebendo, em cheio, as ondas desse banho enorme de luz; aspirando, a plenos pulmões, as largas correntes do ar puro e oxigenado dos campos e das florestas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Há em todos nós alguma coisa do selvagem, um resto do homem primitivo, e esse, antes de tudo, foi caçador – preou, como quase todos os animais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O civilizado, com requintes de trajo, de mesa, e de habitação, invenções de artes e ciências, esse fez-se depois – é obra do tempo. Os historiadores relegaram o primitivo para os primórdios da história, e parece-nos, ao lê-los, que o troglodita lá ficou sepultado nas suas cavernas. Mas não – ele vive, e, dentro de nós, como o escravo dos triunfos romanos, vencido e agrilhoado, veio-nos acompanhando, assistindo e resistindo a todas as civilizações. É ele quem faz os caçadores – e é esta a filosofia da caça.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E basta de prefácio e de filosofias, que me poderiam levar longe, e fariam efeito contrário no leitor, que me deixaria ir – sem me acompanhar. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Individualidade complexa, esta do caçador tem algo do soldado, do viajante, do aventureiro e do artista.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De tudo isto parece-me que o leitor encontrará alguns reflexos e vislumbres nas páginas destas narrativas. Quadros, cenas, paisagens, marinhas, figuras – tudo é desenhado ou esboçado do natural, com excepção da Tragédia da caça, que me foi contada por testemunha presencial, que não figura no lance, e do Final d’uma caçada – uma tradição da minha família.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E agora, para terminar esta apresentação, se tu, leitor benévolo, sentires, ao leres estas histórias, não o que eu senti, quando as vivi, porque seria impossível, mas um pouco do prazer que ainda tive ao escreve-las, dar-me-ei por satisfeito e pago do meu trabalho.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Vale.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;4 de Junho de 1898&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/03/zacarias-daca-in-memoriam-1839-1908.html"&gt;Zacharias d’ Aça&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5417700520817803978?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5417700520817803978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5417700520817803978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/08/cacadas-portuguezas.html' title='Caçadas Portuguezas'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HhqHs4bO07k/Tln5dGXeMFI/AAAAAAAABls/q-xMpE9AOC0/s72-c/Zacharias_d_Aca.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1833170965280107423</id><published>2011-08-09T20:42:00.002Z</published><updated>2011-08-09T20:43:56.448Z</updated><title type='text'>V Troféu de Homenagem a Gualter Furtado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Realiza-se no próximo dia 15 de Outubro, o V Troféu de Santo Huberto Dr. Gualter Furtado, na Ilha do Pico, Açores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A organização deste tradicional evento e de todo um vasto programa que&amp;nbsp;o envolve está mais uma vez a cargo do grande dinamizador desta prova de Santo Huberto com cão de parar, que é o Cremildo Marques, Presidente do Clube de Tiro e Caça da Piedade do Pico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esta homenagem ao caçador e ao homem que é Gualter Furtado, já vai na sua V Edição e é cada vez mais um marco na componente social, na gastronomia cinegética e típica dos Açores e&amp;nbsp;de franca&amp;nbsp;amizade, sendo mesmo já uma marca indelével no sector da caça em Portugal, pois envolve participantes de todo o território nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Neste V encontro de caçadores é sempre referida e defendida a necessidade de se garantir a sustentabilidade das espécies cinegéticas e do meio ambiente, sendo este um cunho característico e muito forte desta Homenagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Recorda-se ainda que Gualter Furtado conta hoje com um vasto curriculum na escrita sobre caça, quer&amp;nbsp;em revistas da especialidade, quer mesmo&amp;nbsp;em jornais, tendo, inclusivamente, publicado dois livros sobre esta temática que tanto o apaixona, nomeadamente “Um Caçador Açoriano” e “Um Contributo para a Defesa da Caça”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Votos de muito sucesso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1833170965280107423?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1833170965280107423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1833170965280107423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/08/v-trofeu-de-homenagem-gualter-furtado.html' title='V Troféu de Homenagem a Gualter Furtado'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1672017354289558509</id><published>2011-07-30T13:23:00.002Z</published><updated>2011-07-30T13:23:39.157Z</updated><title type='text'>Cremildo Marques é o Campeão Regional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uKpgXOJLlR8/TjFY7HOdwJI/AAAAAAAABj8/L4nrxc9fHFI/s1600/Cremildo_Marques.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://3.bp.blogspot.com/-uKpgXOJLlR8/TjFY7HOdwJI/AAAAAAAABj8/L4nrxc9fHFI/s320/Cremildo_Marques.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Nos passados dias 22 e 23 de Julho, na formosa Ilha do Pico, realizou-se a final Regional do Campeonato dos Açores da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP) de Santo Huberto com cães de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas foram julgadas pelo Juiz Internacional José Pedro Leitão, que se deslocou do continente português ao arquipélago açoriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campeão Regional dos Açores de 2011 foi o Cremildo Marques (o Barbas), que caçou com a Setter Inglesa Fafá e ficou assim&amp;nbsp; apurado para a final nacional da CNCP a realizar brevemente no Continente Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e foto da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1672017354289558509?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1672017354289558509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1672017354289558509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/07/cremildo-marques-e-o-campeao-regional_30.html' title='Cremildo Marques é o Campeão Regional'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uKpgXOJLlR8/TjFY7HOdwJI/AAAAAAAABj8/L4nrxc9fHFI/s72-c/Cremildo_Marques.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4387646223317754471</id><published>2011-07-28T10:52:00.009Z</published><updated>2011-08-01T13:06:11.755Z</updated><title type='text'>O Livro da Caça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jRTx3Vat20E/TjE_SMr536I/AAAAAAAABjk/5AJwISPFFJA/s1600/GASTON+PHOEBUS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://3.bp.blogspot.com/-jRTx3Vat20E/TjE_SMr536I/AAAAAAAABjk/5AJwISPFFJA/s320/GASTON+PHOEBUS.jpg" t$="true" width="241px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Gaston Phoebus foi um grande senhor feudal francês, do séc. XIV, tratado por Gaston II, conde de Foix e visconde de Béarn. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Durante a sua existência terrena viveu intensamente a caça, sendo esta a maior das suas paixões, e nesse âmbito, em 1387, escreveu “O Livro da Caça”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dessa obra existem 37 manuscritos, embora a maior parte deles já tenha sido escrita no séc. XV.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O Hermitage Museum, de Leninegrado, a Peck Collection, em Nova York, e a Biblioteca Pública de Genébra possuem alguns dos mais belos exemplares, porém é a Bibliothèque Nationale, em Paris, que possui os dois mais bonitos deles todos e as gravuras que constam do livro que utilizo para escrever este artigo, foram retiradas destes dois últimos manuscritos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A versão que possuo é inglesa, datada de 1987, proveniente da editora Regente Books Hightext Ltd, traduzida que foi por J. Peter Tallon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fala-nos sobre os diversos animais da fauna bravia europeia da altura, como o urso, o veado, o javali, a raposa ou o coelho, entre outros, e das técnicas e procedimentos de cada uma dessas caças, mas não só. Aborda igualmente o amanho dos animais caçados, a formação dos caçadores, a gestão dos canis, o treino do cães e isto só a título de exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Gaston Phoebus nasceu em 1331 e faleceu em 1391, sendo dele, então, a criação de uma das obras literárias mais importantes da cinegética europeia e mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sobre os canis, diz-nos que devem ter dimensão suficiente para que sejam capazes de albergar diversos cães e ainda possam apresentar espaço livre e que os mesmos&amp;nbsp;devem possuir duas portas: Uma na frente e outra nas traseiras, devendo esta estar sempre aberta, de modo a dar acesso a uma zona solarenga, delimitada por uma vedação, pois os cães necessitam de exercício, enquanto o interior deve ser mantido limpo e dividido em três áreas: A primeira deve estar provida de palha para que os cães nela se possam deitar e dormir; a segunda para os aprendizes dormirem e a terceira deve possuir um soalho formado por varas cobertas por palha, para que os cães ali possam fazer as suas necessidades. Finalmente diz-nos ainda que o canil deve estar equipado com uma lareira para que possa providenciar aquecimento durante os dias mais frios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ainda no que aos cães diz respeito, transmite-nos que a estes a água deve ser mudada duas vezes ao dia para que esteja sempre fresca e que, para prevenir uma longa lista de doenças, devem fazer exercício regularmente, quer no tal pátio dos canis, quer ainda no campo e nestas saídas devem os tratadores identificar e recolher ervas com efeitos laxativos para que as possam administrar aos cães de modo a possuírem os organismos bem regulados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caçador deve ainda, entre outros deveres, conhecer a habilidade e a capacidade de cada cão e trata-lo pelo seu nome. Deve cuidar do canil e tudo fazer para que o soalho se mantenha afastado do solo. Todas as manhãs deve limpar as instalações dos cães e a cada três dias substituir a palha do canil e escovar os animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aquando dos treinos, que devem começar de manhã cedo, o caçador deve servir-lhes uma sopa composta por pão e leite para que os&amp;nbsp;estômagos dos cães não fiquem demasiado pesados e trata-se isto apenas&amp;nbsp;de um pequeno excerto da informação que sobre este assunto contém o livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quanto ao uso da corneta diz-nos que se a matilha seguir um trilho errado, esta deve ser imediatamente reconduzida com o soar de duas notas longas e se o trilho for o correcto devem os caçadores ser informados através de três notas longas. Duas notas curtas significam que os cães perderam a peugada do animal que perseguiam e uma nota longa, seguida por diversas curtas manifesta o sucesso de uma captura. No final do dia, assim que a caçada termina, esta é anunciada por três notas longas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;São 105 páginas ricamente ilustradas e repletas de informação variada e preciosa, muita dela ainda actual e bastante&amp;nbsp;útil que vale a pena aceder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4387646223317754471?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4387646223317754471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4387646223317754471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/07/o-livro-da-caca.html' title='O Livro da Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jRTx3Vat20E/TjE_SMr536I/AAAAAAAABjk/5AJwISPFFJA/s72-c/GASTON+PHOEBUS.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-463218879639773353</id><published>2011-05-25T15:27:00.002Z</published><updated>2011-05-25T15:31:00.414Z</updated><title type='text'>A minha homenagem ao Grande Tito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nnRLb_xqDXo/Td0f3ka87eI/AAAAAAAABjc/S7jc-tYF6To/s1600/_TITO_.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260px" src="http://4.bp.blogspot.com/-nnRLb_xqDXo/Td0f3ka87eI/AAAAAAAABjc/S7jc-tYF6To/s320/_TITO_.bmp" t8="true" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;O Tito é um cão, da raça Setter Inglês, de 4 anos de idade, que pertence a um experiente organizador de caçadas no Uruguai. É igualmente um excelente cão de parar às perdizes Uruguaias e um trabalhador incansável que já parou e cobrou milhares de perdizes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Infelizmente também é um exemplo do mau trabalho realizado pelo homem para contrariar a sua genética, isto é, querer que ele cace curto e faça lances curtos para que se tenha a possibilidade de dar muitos tiros "e se aproveite bem a caça". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma coisa é um cão não ter ligação ao caçador e caçar para si (está mal) e outra coisa é um cão fazer lances enquadrados no estalão da raça, mas sempre ligado ao caçador e quando parar, esperar pelo caçador (está bem)!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Tito, naturalmente, deve ter sido sujeito a choques intensos e sem critério, de tal forma que quando passava nas proximidades de uma vedação eléctrica começava logo a ganir. Pobre bicho!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acresce que as exigências do seu trabalho de operário não lhe dão possibilidades para ter grandes ligações a alguém. Considerando todos estes constrangimentos o Tito é um Grande cão e com um temperamento formidável. Numas das tardes que dei folga à minha Setter Inglesa, de nome Smart, fui dar uma volta acompanhado por outro caçador e pelo Tito. Deu para constatar tudo o que anteriormente referi.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No Uruguai a caça é dos donos e de quem explora a terra, pelo que, para se caçar num determinado terreno tem de se pagar “uma propina”. Ora, naquela tarde, o Tito parou uma lebre a 5 metros de distância da extrema do terreno, à qual atirei e que foi morrer já na propriedade vizinha, onde não estávamos autorizados a caçar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Tito depois de atravessar a extrema alcançou a lebre e quando já estava preparado para a trazer, como se tivesse sofrido um rasgo de inteligência, colocou a lebre no terreno e comeu-a toda. Confesso que fiquei muito contente e disse para comigo …Grande Tito! Acrescentei aos guias, … ninguém bate no cão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Depois deste lance parou mais umas quantas perdizes impecavelmente!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou certo que o amigo organizador de caçadas, que não é o responsável directo pelos referidos choques, melhores dias dará ao Tito, pois ele bem que os merece. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Embora saiba que, na sua maioria, os “Clientes Caçadores” querem é dar tiros e pouco se importam com o estalão e genética da raça do cão,&amp;nbsp;aqui fica então, a minha homenagem a um Grande cão!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografia da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-463218879639773353?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/463218879639773353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/463218879639773353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/05/minha-homenagem-ao-grande-tito.html' title='A minha homenagem ao Grande Tito'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nnRLb_xqDXo/Td0f3ka87eI/AAAAAAAABjc/S7jc-tYF6To/s72-c/_TITO_.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-3295249980065556220</id><published>2011-04-26T11:14:00.003Z</published><updated>2011-04-26T11:24:00.860Z</updated><title type='text'>Comemoração do Dia da Terra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XQbWy9y2STM/TbBMbT806jI/AAAAAAAABjM/F6lz8w10bg8/s1600/A+CAÃ‡ADORA.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" i8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-XQbWy9y2STM/TbBMbT806jI/AAAAAAAABjM/F6lz8w10bg8/s320/A+CA%25C3%2587ADORA.JPG" width="239px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No passado dia 20 de Abril, o Centro de Educação Ambiental da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande e o Consulado dos Estados Unidos da América nos Açores, promoveram uma sessão de comemoração do Dia da Terra, onde participaram dezenas de jovens dos ATL's da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande (SCMRG), instituição que apoia cerca de 600 crianças.&lt;br /&gt;Para esse evento foram igualmente convidados alguns Amigos do Ambiente, entre os quais se contou Gualter Furtado, Presidente da Comissão Executiva do BES dos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabral de Melo, Provedor da SCMRG, deu as boas vindas aos participantes e Gavin Sundwall, Cônsul dos E.U.A., numa intervenção muito pedagógica e partilhada com os jovens presentes, abordou a importância do combate às alterações climatéricas e o contributo positivo da floresta, das energias renováveis e da reciclagem. Por sua vez Renato Calado, Director do Centro de Educação Ambiental, apresentou um trabalho alusivo a algumas acções perpetradas pelo homem que são inimigas do ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluídas as intervenções, seguiu-se a assinatura de um compromisso formal para a defesa da Terra por parte de todos os presentes, com direito a Diploma no final. &lt;br /&gt;A efeméride foi assim celebrada com a plantação de diversas árvores junto às quais foi escrita uma frase alusiva ao Dia da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia da Terra foi criado no dia 22 de Abril de 1970, por Gaylord Nelson, Senador dos Estados Unidos da América, com o propósito de se defender a biodiversidade, o meio ambiente e combater a poluição e a contaminação dos solos e do ar. Ainda a título de curiosidade, o Consulado dos E.U.A. em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, é o mais antigo que este país da América do norte possui em todo o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografia da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-3295249980065556220?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3295249980065556220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3295249980065556220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/04/comemoracao-do-dia-da-terra_26.html' title='Comemoração do Dia da Terra'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XQbWy9y2STM/TbBMbT806jI/AAAAAAAABjM/F6lz8w10bg8/s72-c/A+CA%25C3%2587ADORA.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-9065999155196219350</id><published>2011-02-28T16:54:00.007-01:00</published><updated>2011-03-01T20:17:52.577-01:00</updated><title type='text'>Apresentação do Livro - Um Contributo para a Defesa da Caça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-QJwuEXC6V8k/TWvfvDHlKjI/AAAAAAAABiQ/O-_jC0t_G6k/s1600/Apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-QJwuEXC6V8k/TWvfvDHlKjI/AAAAAAAABiQ/O-_jC0t_G6k/s320/Apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Decorreu no passado dia 26 de Fevereiro, pelas 17H00, na Academia da Juventude da Ilha Terceira, na Praia da Vitória, o lançamento do livro UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento, que contou com a presença surpresa do humorista Fernando Mendes, foi também acompanhado por&amp;nbsp; cerca de 90 pessoas, e presidido pelo Exmo. Senhor Juiz Conselheiro Dr. José António Mesquita, Representante da República para a Região Autónoma dos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final foi servido um repasto, digno da ocasião, que contou com onze pratos de caça, confeccionados pela Confraria de Gastronomia Cinegética dos Açores, dos quais saliento -&amp;nbsp;apenas para nomear três, Galinholas à Clube Cinegético e Cinófilo, Alcatra de Coelho e Feijoada de Lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fotografia, da esquerda para a direita:&lt;br /&gt;Sr. Dr. Gualter Furtado, o autor deste blogue, Senhor Juiz Conselheiro Dr. José António Mesquita, Sr. Eng.º Joaquim Pires, Sr. Vereador Messias e o Sr. Olívio Ourique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos o texto&amp;nbsp;da apresentação do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Exmo. Sr. Presidente, Juiz Conselheiro Dr. José António Mesquita, Exmos. Srs. Eng.º Joaquim Pires, em representação do Secretário da Agricultura e Florestas; Vereador Messias, em representação do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória; Olívio Ourique, presidente do Clube Cinegético e Cinófilo e da Confraria de Gastronomia Cinegética dos Açores, Dr. Gualter Furtado, ilustres convidados, minhas Senhoras e meus Senhores, é com enorme prazer, que tenho a honra de vos apresentar o mais recente trabalho, da autoria do Dr. Gualter Furtado, editado pela Gráfica Açoreana, Lda., intitulado “UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gualter Furtado nasceu no mês de Fevereiro de 1953, no formoso Vale das Furnas, na Ilha de São Miguel, neste Arquipélago dos Açores. &lt;br /&gt;Lugar edílico e pátria de flores, é ladeado por imponentes montanhas e por uma Lagoa que já foi uma das mais belas do mundo. &lt;br /&gt;Nas suas margens e aproveitando o calor da Terra, confeccionam-se os deliciosos cozidos das Furnas.&lt;br /&gt;Com as suas manifestações vulcânicas, variadas e ricas águas, o Vale é o cenário ideal para uma grande cumplicidade com a natureza e com a caça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aceite na escola primária com cinco anos de idade, situação que colocava alguns riscos à sua professora, de tal forma que sempre que batiam à porta da sala de aulas, tinha de se refugiar debaixo da secretária para não ser detectado.&lt;br /&gt;Este comportamento revelou-se de muita utilidade aquando da ocorrência dum grande sismo que danificou seriamente o estabelecimento de ensino que frequentava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente não sofreu qualquer ferimento, graças ao treino intensivo que, entretanto, tinha acumulado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 12 anos publicou pela primeira vez um trabalho escrito, desta feita no Açoriano Oriental, a defender a constituição de uma casa museu do Armando Côrtes-Rodrigues, distinto escritor, poeta, dramaturgo, cronista e etnólogo açoriano que, por sinal, foi inaugurada em Janeiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionalmente é economista e, entre outras actividades, já foi Monitor e Assistente no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, tendo também leccionado na Universidade dos Açores. Paralelamente tem desenvolvido um intenso trabalho na Banca. Primeiro na Caixa Económica da Misericórdia de Ponta Delgada e mais recentemente no Banco Espírito Santo dos Açores. Participou no Governo dos Açores como Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública. &lt;br /&gt;Ao longo dos anos tem colaborado com artigos e comunicações relacionadas com a manifestação social e cultural que é a caça, com os cães de caça, as armas de caça e a sustentabilidade do meio ambiente e das espécies cinegéticas. &lt;br /&gt;Nesse âmbito publicou em 2006 “Um Caçador Açoriano”.&lt;br /&gt;No Mundo da Caça esteve ligado à fundação da Federação de Caçadores dos Açores e é actualmente o Presidente da Assembleia-geral da Associação Nacional dos Caçadores de Galinholas e da Confraria de Gastronomia Cinegética dos Açores. &lt;br /&gt;É caçador desde que se conhece, prática que considera uma paixão, muito influenciada que foi pelo meio ambiente que o viu crescer, pelo seu avô paterno e por alguns dos seus companheiros da escola primária.&lt;br /&gt;Foi homenageado nos Estados Unidos da América pela Associação dos Amigos das Furnas. &lt;br /&gt;A Câmara Municipal da Povoação também o distinguiu com uma condecoração de Mérito Profissional. &lt;br /&gt;Na Ilha do Pico já foi várias vezes homenageado como Homem e como Caçador, realizando-se todos os anos naquela singular ilha açoriana um Troféu de Santo Huberto que ostenta o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos Açores, poucos são os trabalhos publicados sobre a tradicional e envolvente temática da actividade venatória desenvolvida neste Arquipélago Açoriano, dos quais destaco os mais importantes:&lt;br /&gt;Os primeiros de que há memória datam do séc. XVI e são provenientes da pena de Gaspar Frutuoso, narrados que se encontram n’ AS SAUDADES DA TERRA. &lt;br /&gt;Mais tarde, em meados da década de trinta, do séc. XX, podemos encontrar o jornal mensário “CAÇA”, cujo redactor, editor e proprietário se tratou de Eduíno Botelho. &lt;br /&gt;No início deste novo milénio, mais concretamente em 2002, foi publicado “RECORDAÇÕES” da autoria do Sr. João Gago da Câmara, sendo seguido em 2006 pela edição d’ UM CAÇADOR AÇORIANO, escrito pelo Dr. Gualter Furtado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De carácter científico, constam os estudos “A GALINHOLA NOS AÇORES – ILHAS DO PICO E SÃO MIGUEL”, editado em 2004, pela Direcção Regional dos Recursos Florestais, e a “GESTÃO DOS RECURSOS CINEGÉTICOS NO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – A GALINHOLA”, datado de 2008, realizado pela Direcção Regional dos Recursos Florestais em parceria com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA”, da autoria do Dr. Gualter Furtado, editado pela Gráfica Açoreana, Lda., numa tiragem de 500 exemplares, apresenta uma capa ilustrada, assinada pela artista plástica Maria José Cardoso de Souza, autora reconhecida internacionalmente pela arte animalística que produz, com especial relevo para a cinegética, sendo mesmo uma criadora preferida por muitos coleccionadores de diversos países da Europa, Estados Unidos e Brasil.&lt;br /&gt;Retrata uma jornada de caça à galinhola na Ilha do Pico, tendo, como pano de fundo, a imponente Montanha que lhe caracteriza e dá o nome.&lt;br /&gt;Além da visível cumplicidade existente entre o caçador e o seu cão, nela também constatamos a profunda relação com a natureza e com a biodiversidade, representada através da figura do caçador, parcialmente coberta pela vegetação, e da presença do coelho, da codorniz e da própria galinhola, símbolos incontestáveis da fauna bravia açoriana.&lt;br /&gt;Encerra o fruto da enorme paixão que o autor sente pela natureza, retratada através de 215 páginas ilustradas por mais de 150 fotografias.&lt;br /&gt;Trata-se, porém, de uma análise bastante racional e objectiva sobre o estado da actividade cinegética nos Açores, no continente português e nalguns países do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmite-nos a mensagem que a caça quando praticada com amizade, espírito de entreajuda, respeito pelo próximo, pela natureza e pelos animais é um acto social valioso, de cultura e muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demonstra-nos que o caçador é um defensor leal da natureza, um respeitador das espécies cinegéticas, que possui uma grande relação de proximidade e de cumplicidade com os seus cães, os quais trata muito bem e não abandona como alguns teimam em afirmar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o caçador colabora e promove na recuperação dos habitats, de tal forma que, se não fosse a prática venatória e este intenso empenhamento que só os caçadores conseguem demonstrar e realizar, muitas das espécies animais, cinegéticas e não cinegéticas, com particular destaque para as aquáticas e migratórias, já estariam, há muito, extintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que a actividade venatória foi novamente escolhida como alvo por um conjunto de gente da nova doutrina urbana e civilizacional, que pretende julgar como selvagens a caça e os caçadores ou mesmo bani-los face à lei; Pessoas essas que desprezam os campos e os seus costumes face ao brilho multicolorido, distante e insensível das cidades, que falam do que não sabem e do que não percebem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, “são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas que adoram canja de galinha”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento da história em que se apela teimosamente contra a caça, e mais do que nunca, valendo-se essas petições de quase tudo - até de meias verdades, e da mentira gratuita se necessário, como se não existisse pensamento critico que as distinguisse da verdade, em que o objectivo não é outro senão o da manutenção de emoções fortes e excitadas, a necessidade de manterem um agente catalisador e um alvo para o¬nde possam direccionar e arremessar alguns dos sentimentos que os alimentam, como a angústia, a frustração ou mesmo o ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito é manterem o caldeirão em permanente ebulição, porque fazem dos conflitos que criam um modo de vida, de projecção social e política, mais uma maneira de pagarem as contas do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a destruição do ambiente e das espécies animais que realmente temem, mas sim a liberdade, a liberdade que caracteriza os verdadeiros Caçadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caçador autêntico … é LIVRE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de ser livre não significa que infrinja os códigos existentes, bem pelo contrário, são cidadãos de pleno direito. Alguns com enormes responsabilidades sociais!&lt;br /&gt;Quando se verifica o surgimento de medidas cada vez mais restritivas da prática da caça, em que até surge um partido politico que se assume frontalmente contra a caça e contra os caçadores, numa manifestação sem paralelo na sociedade portuguesa; em que a caça foi seleccionada como alvo a abater, a publicação deste livro, do que ele contém e transmite, é um chamamento aos homens de boa vontade e um contributo inegável para a afirmação dos elevados valores que só a caça pode proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum dizer-se que raramente se vêm dois Caçadores de acordo sobre os seus problemas, e é bem verdade, mas porque têm opinião e discutem-na com a sinceridade e a frontalidade que caracteriza quem nada tem a esconder.&lt;br /&gt;Que se desengane aquele que pensa que não chegam a consenso e muito menos que não se conseguem mobilizar por uma causa nobre ou justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caçadores numa tentativa de melhor explicarem porque caçam, optam por reduzir os seus motivos ao que é tangível para o cidadão comum, como o trabalho dos cães, o contacto com a natureza ou simplesmente ao sentimento de aventura, apesar de saberem perfeitamente que as causas que os estimulam e os levam a caçar são muito mais complexas do que as que escolheram para transmitir porque caçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os críticos da caça, apesar de serem mais objectivos, são totalmente incapazes de compreender a existência da profunda ligação pessoal que o caçador possui com o mundo e com as espécies que caça, cujo sentimento advém do desenvolvimento da relação entre este e a presa, fruto da experiência acumulada e da reflexão.&lt;br /&gt;Preferem eles, por oposição, observar a natureza de bem longe e sem a tocar, de preferência através de binóculos, delegando nos outros as suas responsabilidades, enquanto o Caçador procura integrar-se e deixar-se absorver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal e qual um mergulho solitário, numa lagoa isolada, de águas calmas, em que depois do impacto e do estrondo fica o corpo totalmente submerso e se formam à superfície círculos que se afastam e que afectam a tranquilidade do local. Nestas circunstâncias, mesmo parados e depois de algum tempo, a presença do caçador continua a ser anunciada através da projecção dessa ondulação, até que cessa finalmente e as águas regressam à sua tranquilidade original.&lt;br /&gt;Nessa altura o caçador ou é aceite ou recusado e dessa dúvida nunca estará seguro até sentir que a caçada tem finalmente o seu início, através do reaparecimento dessa ondulação misteriosa, mas desta vez na parte de trás do pescoço, através da garganta seca e da tomada de consciência de que não está só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caça coloca em confronto emoções intensas e profundas, desperta-nos o intelecto para o mistério que envolve a nossa existência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá afirmar-se que a caça é criticada na base emocional e que é nesse mesmo alicerce que é geralmente defendida.&lt;br /&gt;Melhor será se for escolhida uma postura bem mais firme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podem os caçadores ser condenados, quando demonstram que a actividade cinegética assenta na gestão racional dos recursos, na sustentabilidade das espécies e do meio ambiente, numa elevada demonstração de ética e de respeito pela Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais deseja o Caçador é tornar ao que é natural e verdadeiro e dar o seu válido contributo para o equilíbrio do ecossistema o¬nde todos existimos e nos relacionamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta-se, porque é que o Homem caça?&lt;br /&gt;Que resposta se há-de dar ao inexplicável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, poder-se-á afirmar que a caça é intrínseca e que se encontra gravada bem fundo na génese e na formação inicial do ser humano, impossível de ser clinicamente identificada e examinada, mas que é afortunado e feliz aquele que a pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto, de ofensiva sem paralelo contra os caçadores e contra a actividade venatória, que surge “UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro em referência seleccionei e realço as seguintes passagens que constam da sua Nota Introdutória, sintomáticas que são da estimulante leitura que precedem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-nos então Gualter Furtado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Nos últimos anos tenho publicado dezenas de artigos no blogue Ribeira Seca, no Portal Santo Huberto, no sítio da Associação Nacional de Caçadores de Galinholas, na revista Calibre 12, na revista Caça &amp;amp; Cães de Caça, nos jornais Correio dos Açores, Diário Insular e Açoriano Oriental. &lt;br /&gt;Outros trabalhos apresentei em fóruns, nos quais a caça e as armas de caça foram o tema central, com especial relevo para o seminário promovido pelo Comando Regional dos Açores e Direcção Nacional da PSP sobre o novo regime jurídico das armas e suas munições. &lt;br /&gt;Animado pelo acolhimento dado a “Um Caçador Açoriano”, incentivado por alguns amigos e tendo consciência da necessidade de se escrever a favor da caça com ética e desportivismo decidi outorgar mais este contributo, seleccionando para isso uma parte dos artigos publicados por mim nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, bem como algumas das entrevistas concedidas.&lt;br /&gt;Numa fase em que o movimento associativo está muito mal nos açores e a nova lei da caça e do ordenamento cinegético regional marca passo, gostaria que esta publicação fosse percebida como um incentivo ao debate construtivo, de que o sector da caça muito carece, e um válido contributo para o surgimento de caçadores esclarecidos e mais exigentes.&lt;br /&gt;A sustentabilidade e a defesa das espécies cinegéticas bravias dos açores deveria e deverá ser uma tarefa partilhada entre as entidades oficiais, científicas e de caçadores. &lt;br /&gt;As causas para o declínio das espécies cinegéticas são as mais variadas, com destaque para as alterações climáticas, erosão dos solos, mudanças nos habitats, incêndios florestais, práticas agrícolas agressivas com recurso intensivo ao uso de químicos e pesticidas altamente tóxicos, falta de gestão cinegética. &lt;br /&gt;A caça produzida em cativeiro apresenta-se como uma alternativa e é cada vez mais utilizada. Coelhos, perdizes e codornizes com esta origem são a regra, sendo a excepção a caça bravia. Esta é uma realidade que se vive por toda a Europa e se assim não fosse o sector da caça já tinha acabado em muitos lugares. &lt;br /&gt;Nos Açores a caça a espécies indígenas e sedentárias resume-se ao coelho bravo, codorniz, pombo da rocha e galinhola. É uma variedade muito reduzida quando comparada com outras regiões europeias que chegam a ter trinta e mais espécies cinegéticas de caça menor e maior, mas os Açores possuem uma riqueza extraordinária quando se compara o estado de bravura destas espécies cinegéticas. É neste campo que se exige por parte dos Serviços Oficiais e dos Caçadores um trabalho sério para a sustentabilidade deste extraordinário património natural, de enorme qualidade, mas limitado na sua quantidade. &lt;br /&gt;Em alguns dos artigos que seleccionei neste trabalho chamo a atenção para o pântano em que nos encontramos. Mas a caça não se resume apenas a estes aspectos sombrios e, apesar de tudo, tem características muito positivas.&lt;br /&gt;Faço questão em evidencia-las também para atrair para o mundo da caça novos caçadores e caçadoras.&lt;br /&gt;A nova lei das armas e o contexto em que nos encontramos jogam a favor da expulsão e redução dos caçadores actuais e da limitação da entrada de novos praticantes. Bem sei que não é uma tarefa fácil, mas compete-nos tudo fazer para contrariarmos esta tendência. &lt;br /&gt;A caça encerra uma componente formativa, cívica, social e gastronómica muito importante que devemos enaltecer e divulgar ao resto da sociedade. &lt;br /&gt;Os valores do mundo urbano, certamente importantes, não podem anular as virtudes e a grandeza do mundo rural, por afinidade mais relacionado com a actividade venatória. &lt;br /&gt;A caça não é só dar tiros e a qualidade do atirador nem sequer deve ser a mais importante no caçador, porque a plenitude da caça também pode ser praticada e vivida sem armas. Através de um passeio pedestre na companhia dos nossos cães e o seu treino, de uma visita a um museu de caça, na degustação de um bom prato de gastronomia cinegética na companhia dos nossos amigos, de um lance ganho ou perdido, são todos momentos altos na vida do caçador.&lt;br /&gt;A perenidade da caça exige organização, diálogo, participação activa dos caçadores, cooperação com os Serviços Oficiais, auxílio da ciência, trabalho, combate ao furtivismo e uma forte componente social e gastronómica.&lt;br /&gt;É esta forma de encarar a caça que procurarei transmitir nestes meus artigos e que seleccionei para este trabalho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA” alerta para a necessidade da participação activa dos caçadores nas associações do sector, no fomento de parcerias entre as mesmas e para a possibilidade da realização de alianças com entidades externas relacionadas com a agricultura, com a criação de animais ou com a investigação científica, entre outras. As possibilidades são imensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugere que, em vez dos caçadores optarem pelas mesmas vias de acção dos seus acusadores, correndo o risco de serem identificados pela sociedade como “anti-direitos-dos-animais”, devem antes pugnar pelo debate aberto e frontal; que o recurso aos meios de informação e à internet, não deve fazer-se apenas para narrar histórias de caça ou divulgar artigos técnicos, mas também para ajudar o caçador e a população em geral a desenvolver um pensamento crítico sobre esta temática e confrontar pela mesma via os responsáveis por notícias e artigos de opinião que têm por objectivo denegrir a imagem do caçador e desacreditar o papel que este deve assumir na sociedade moderna;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propõe o desenvolvimento de actividades na natureza, concursos e demonstrações abertas à comunidade para, desta forma, dar a conhecer as diferentes vertentes que compõem a actividade cinegética e assim despertar a curiosidade e o interesse dos visitantes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alude para a recepção dos homens e das mulheres que tenham gosto em aprender sobre a caça e para a sua orientação nas boas práticas cinegéticas, ajudando-os no acesso aos meios e na prática, permitindo igualmente a participação adequada dos seus filhos e para a necessidade de se trabalhar com as escolas no desenvolvimento de actividades didácticas conjuntas, sobre a preservação do meio ambiente e a importância da gestão dos recursos naturais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidencia a partilha, a amizade e o convívio como características próprias do caçador e encoraja a promoção destas qualidades, que poderá ser através de campanhas de solidariedade ou de angariação de fundos com objectivos sociais, tão necessárias nestes tempos atribulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isto nos demonstra o autor que é possível realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo esta apresentação com a leitura do prefácio de “UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA”.&lt;br /&gt;Poderão pensar que se trata de um paradoxo terminar esta exposição, precisamente com a narrativa do começo, mas asseguro-vos do contrário.&lt;br /&gt;Trata-se antes de mais de uma sugestão, sobretudo de um convite que vos faço, para que partam à descoberta desta obra singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um livro pode ser considerado um conjunto de folhas de papel ordenado, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas, mas um livro de Caça é muito mais do que isso, é diferente!&lt;br /&gt;Não por abordar o especial tema da arte venatória, mas por ter sido escrito por um Caçador, por aquele que viveu e sentiu o momento preciso que descreve e não por uma terceira pessoa que o concebe na imaginação. &lt;br /&gt;Este é um livro sobre Caça, sobre o que ela é e sobre o que representa nas suas múltiplas facetas. &lt;br /&gt;Integra e exprime uma corrente de opinião cada vez mais sólida, extensa e poderosa.&lt;br /&gt;O homem é um comunicador e um ser social por natureza, tendo essa habilidade nascido e sido desenvolvida na caça e para a caça, na definição de estratégias para actuar em grupo, para subsistir e para poder deixar uma herança preciosa aos vindouros, sendo as pinturas rupestres um valioso testemunho dos ritos, dos animais, das caçadas, de uma ligação cultural tão poderosa e tão natural que ainda hoje nelas nos situamos e revemos sem esforço. &lt;br /&gt;Na leitura deste livro estamos perante um Caçador esclarecido, que lê, que se preocupa, que pensa sobre a caça e que permanece disposto a aprender, a partilhar e a evoluir, que sabe o que faz, como deve faze-lo e porquê, e que tudo isso assume sem preconceitos. &lt;br /&gt;Encontramos um comunicador nato que nos descreve experiências e sensações numa obra digna de um letrado, mas sem adornos ou prosas buriladas e através de um discurso despretensioso e directo.&lt;br /&gt;Exprime-nos que a caça necessita de impulso, de gente nova, da participação activa de homens e de mulheres nos mais diversos eventos que a integram, diversificam, enriquecem e que fortalecem os laços de união e de amizade entre as pessoas. &lt;br /&gt;Que o adequado aproveitamento dos meios de comunicação e da internet é fundamental para formar os caçadores, para informar uma sociedade cada vez &lt;br /&gt;mais distante dos valores ancestrais da partilha e da confraternização, para sensibilizar os governantes para a necessidade da sustentabilidade das espécies cinegéticas e para a importância da actividade venatória como condições indispensáveis na promoção de um meio ambiente sadio e vigoroso.&lt;br /&gt;Que o ordenamento cinegético é essencial para a valorização desta região insular, mas pouco representará se não for disponibilizada informação actual e rigorosa sobre as espécies cinegéticas e os seus habitats e se não houver alterações no modelo regional de combate à caça furtiva, pelo que insiste numa maior intervenção e participação dos responsáveis governativos, mas também dos caçadores, salvaguardando sempre a realidade e as necessidades das diferentes ilhas do Arquipélago dos Açores.&lt;br /&gt;Que o caçador é um cidadão de pleno direito, participativo e empreendedor, consciente e responsável que merece respeito e atenção.&lt;br /&gt;À semelhança do que fizeram os nossos antepassados nas paredes das grutas que lhes davam abrigo, as páginas que se seguem encerram e transportam o registo do nosso tempo, um legado de inestimável valor.&lt;br /&gt;Por tudo isto o Gualter Furtado está de parabéns, porque nos soube transmitir exactamente o que pretendia, porque veio partilhar com quem com ele outrora repartiu e porque a todos nos tocou por igual, na esteira da mais nobre e genuína tradição da arte venatória e dos homens de bem.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGUILAR, António (1935). Aventuras de Caça. Tipografia Artes &amp;amp; Letras.&lt;br /&gt;ANDRADE, Francisco (1983). Geada no Restolho.&lt;br /&gt;BARREIROS, Eduardo Montufar (1900). Caça – Memento Venator. A Liberal Officina Typographica.&lt;br /&gt;BARROSO, Padre Domingos. Conselhos Velhos para Caçadores Novos. Edição do coordenador (Silva, Sérgio Paulo).&lt;br /&gt;BOTELHO, Eduíno G. (1936). Caça. Tipografia “O Açoriano Oriental”.&lt;br /&gt;BRAVO, João Maria (1965). Caça – Elementos para uma futura lei. Tipografia Mourão, Lda.&lt;br /&gt;BRAVO, João Maria. Caça Coutos Caçadores. Dinapress.&lt;br /&gt;CÂMARA, João Gago da (2002). Recordações. Gráfica Açoriana, Lda.&lt;br /&gt;DUARTE, Francisco (1969). Caça e Caçadores. Atlântida Editora S.A.R.L.&lt;br /&gt;FERREIRA, Fernando de Araújo (1949). Galinholas. A Gráfica.&lt;br /&gt;FLORES, Francisco Moita (2010). Em Defesa da Festa Brava. Petição Pública.&lt;br /&gt;FURTADO, Gualter (2006). Um Caçador Açoriano. Gráfica Açoriana, Lda.&lt;br /&gt;GASSET, José Ortega y (1989). Sobre a Caça e os Touros. Edições Cotovia, Lda.&lt;br /&gt;KARASOTE, Ted (1994). Bloodties. Kodansha.&lt;br /&gt;LEOPOLD, Aldo (2001). A Sand County Almanac. Oxford&lt;br /&gt;PETERSEN, David (2000). Heartsblood. Island Press.&lt;br /&gt;PETERSEN, David (1997). A Hunter’s Heart. Holt.&lt;br /&gt;SEQUEIRA, Ângelo (2009). Passo a passo, Tiro a tiro. Mil@ Editores (de prosas e tradições, Lda).&lt;br /&gt;SHEPARD, Paul (1998). Coming Home to the Pleistocene. Island Press.&lt;br /&gt;SHEPARD, Paul (1996). The Only World We’ve Got. Sierra Club Books.&lt;br /&gt;SHEPARD, Paul (1973). The Tender Carnivore &amp;amp; the Sacred Game. Georgia.&lt;br /&gt;SWAN, James A. (1994). In Defense of Hunting. Harper One.&lt;br /&gt;SWAN, James A. (1999). The Sacred Art of Hunting. Willow Creek.&lt;br /&gt;TAVARES, Miguel Sousa (2009). Outono - Elogio da Caça. Expresso&lt;br /&gt;VIDAL, Marques (1998). Estórias bem Caçadas. Joartes – Artes Gráficas, Lda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-9065999155196219350?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/9065999155196219350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/9065999155196219350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/02/apresentacao-do-livro-um-contributo.html' title='Apresentação do Livro - Um Contributo para a Defesa da Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-QJwuEXC6V8k/TWvfvDHlKjI/AAAAAAAABiQ/O-_jC0t_G6k/s72-c/Apresenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-360212619806355694</id><published>2011-02-09T22:08:00.001-01:00</published><updated>2011-02-09T22:10:19.527-01:00</updated><title type='text'>Manifestação em Fátima - Opinião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Opinião de António Luiz Pacheco, sobre manifestação em Fátima, por alegados maus tratos a animais no Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Há agora um grupo de pessoas que se dizem partido político… dos animais! Bem, de facto ele há muita besta na política… mas um partido dos animais é daquelas coisas que custam um bocado a perceber cá ao meu bestunto de barrão, inculto e ao que parece incivilizado… pelo menos segundo os padrões daqueles.&lt;br /&gt;Este partido, julgo que a evolução da “senhora dos gatos” passada do acto de dar milho aos pombos na praça à acção política, pretende tornar melhor o nosso país por via desta política dita dos animais! Na minha pobreza de espírito, não vislumbro como, pois francamente não vejo o “timpanas” presidente da junta, nem o “fandango” deputado…&lt;br /&gt;Bom, na minha assumida ignorância destas coisas da governação, seja ela animal ou humana, me pergunto se para o país ser deveras melhor não seria antes de olhar para as pessoas e a forma como são tratadas? Eles afirmam que um país pode ser avaliado pela forma como trata seus animais… é capaz… mas e a forma como trata dos velhos? Dos doentes? Das crianças? Dos contribuintes e cidadãos em geral… não seria melhor começar primeiro por aí? Enfim, creio que teríamos depois tempo e oportunidade de se chegar aos animais… e falo daqueles de 4 patas, como costuma dizer-se! &lt;br /&gt;Se calhar eu até sou um dos tais rústicos que segundo eles precisamos de facto de ser educados, civilizados e ajudados a evoluir, aceito que sim! Julgar que não, seria fazer como eles que se presumem o topo da evolução humana, e o demonstram aliás na sua cuidada apresentação, de barbas e cabelos artisticamente do mais ou menos desgrenhado ao totalmente pelado (neste caso sempre dificulta a proliferação dos ectoparasitas, vulgo pulgas e piolhos…), através de estéticos piercings e tatuagens, naquelas roupas do mais puro bom-gosto e fino corte de costureira de sacas, e nas idéias elevadas advindas do consumo de alucinogénios, não se coibindo de desejar mal, a punição física ou mesmo a morte aos que como eles não pensam! Verdadeiros modelos e exemplo da cultura e civilidade que pretendem possuir, só igualadas pela tolerância demonstrada… &lt;br /&gt;Esta a forma em que julgo se consubstancia, à primeira vista, a afirmação absoluta dessa sua superioridade civilizacional. Assim sendo, reconheço totalmente o meu atraso e a minha incultura, que me levam a aparar a barba e a pentear o cabelo, a vestir-me de modo a que as pessoas não se sintam tentadas a dar-me esmola quando se cruzam comigo, que justifico assim não fora e provávelmente a minha mulher me mandaria dormir lá para fora com a malta canina! Seria sem dúvida muito bem-recebido por todos eles, mas confesso que se arriscava a ser incómodo… para mim que não sou animal!&lt;br /&gt;E por isso, sendo apenas humano e um barrão embrutecido não me posso impedir de perguntar, nessa ignorância destas coisas e causas elevadas:&lt;br /&gt;- Então e vão fazer uma manifestação para o Santuário de Fátima? Coisa que nem os comunistas mais ímpios ou empedernidos se atreveram a fazer nunca… uma manifestação pelos animais num local sagrado e de fé? Onde vibram e foram depositados os sentimentos mais profundos de milhares de pessoas por várias dezenas de anos, as suas mágoas e esperanças? Pode nem se acreditar ou mesmo não se sentir, mas num local de fé… uma manifestação pelos animais? &lt;br /&gt;Esta gente será boa da cabeça? Ou sou eu que estou de facto cego por 55 anos de viver sob princípios falsos… Ou terão eles já passado ao estatuto de besta, directamente? &lt;br /&gt;Aquilo não é afinal prova de insensibilidade profunda e desrespeito total pelos outros humanos, de tão devotados aos animais? Acaso algum deles será capaz de ao menos respeitar, já nem digo sentir, o desespero de uma mãe que tenha prometido dar voltas de joelhos pela salvação dum filho e que num extremo de fé e dor o vai cumprir… ao lado de alguém que está ali a marcar presença por causa da captura de cães vadios? Algum deles alguma vez conheceu uma aflição verdadeira, que não seja a falta de cigarros… &lt;br /&gt;Ainda por cima exigem que a Igreja Católica dê o exemplo… e manifestam-se ali, livremente… pergunto-me o que aconteceria se fossem fazer o mesmo, lá num local sagrado para os muçulmanos? Querem prova maior de civilidade e tolerância do que o não terem sido logo ali e sumariamente apedrejados até à morte? &lt;br /&gt;Ou seja, serei mesmo eu, barrão, inculto e ignorante, com princípios que me levam a respeitar as crenças alheias, quem precisa dessa “civilidade”? Francamente, não me parece… e julgo que à “binga”, ao “panda”, à “lola” e à “pigui” tal não faça diferença. Ali a “gatilda”, boceja e espreguiça-se… é, acho que ela tem razão!&lt;br /&gt;A fechar e se me derem a oportunidade, aproveitando a paciência deste jornal e a benevolência de quem me leia, atrevia-me nessa minha enorme ignorância quiçá ingenuidade aldeã de barrão, a propor algo que de facto melhorasse o nosso país e fizesse dele um lugar mais evoluído. Algo que está ao alcance de todos nós, e é apenas uma questão de atitude, de percebermos que não viémos ao Mundo para dificultar a vida aos outros… e que se corra esse risco de embora podendo parecer “totós”, sermos um bocadinho melhores, no nosso dia-a-dia, em pequeninas coisas… boa-vontade, diria!&lt;br /&gt;Quando estacionamos o carro, o façamos de modo a deixar espaço para que outro que venha a seguir possa estacionar também! Demos um minuto do nosso dia para deixar passar o velhote que arranca hesitante e com o carro aos soluços… aliviemos o pé do acelerador para diminuir a marcha e deixemos entrar na bicha aquele carro que está ali à espera… de ceder a nossa vez na fila do supermercado a duas pessoas que estão atrás de nós com poucos artigos, quando temos o carrinho cheio com as compras do mês!&lt;br /&gt;Porque não havemos de nos dirigir com delicadeza e urbanidade ao funcionário no balcão dos correios ou das finanças? Desculpar alguma lentidão ao atendimento no café? Sorrir para a caixa que tenta desesperadamente registar a nossa compra num sistema informático criado por um tresloucado que nunca esteve atrás de uma registadora? &lt;br /&gt;Que tal ajudar um idoso a descer o passeio ou a sair do carro? Dar um telefonema àquela tia viúva que vive sózinha e de quem nada sabemos faz meses… ajudar a vizinha antipática e feia a carregar o saco das compras, pensando que já lhe basta o fardo de ser assim… Ir ao hospital saber daquele conhecido que até nem tem muita gente… oferecermo-nos para trazer da escola o miúdo vizinho cujos pais trabalham até tarde e têm de se desdobrar… ou levá-lo ao hóquei com o nosso?&lt;br /&gt;Não comprar artigos feitos em países e regimes que exploram e oprimem outro seres humanos, produtos esses tornados baratos pelo desrespeito dos seus direitos mais elementares, que têm como garantia o nosso egoísmo consumista de democratas evoluídos e ciosos desses direitos… &lt;br /&gt;Há MILHARES destes pequenos gestos que podíamos experimentar praticar de modo espontâneo, sem esperar nada em troca salvo a felicidade de nos irmos tornando aos poucos em pessoas melhores, e então sim o país se tornaria melhor… porque umas coisas levam às outras!&lt;br /&gt;Enfim, fica o desafio, sejam criativos… arranjem essas pequeninas formas, gestos e acções que os farão sentir melhor e verão que também o Mundo melhora! Para todos, incluindo os animais… até as vizinhas ficando mais simpáticas serão menos feias!&lt;br /&gt;E deixem Fátima para as manifestações de fé…"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da autoria de António Luiz Pacheco&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-360212619806355694?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/360212619806355694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/360212619806355694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/02/manifestacao-em-fatima-opiniao.html' title='Manifestação em Fátima - Opinião'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4148221035762394061</id><published>2011-01-29T10:28:00.004-01:00</published><updated>2011-01-29T11:03:11.545-01:00</updated><title type='text'>Gualter Furtado - A Caça Açoriana na Escrita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUP5ccHpFSI/AAAAAAAABho/nqqQsWRROUQ/s1600/GUALTER+FURTADO+27JAN11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUP5ccHpFSI/AAAAAAAABho/nqqQsWRROUQ/s320/GUALTER+FURTADO+27JAN11.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No passado dia 27 de Janeiro de 2011, o &lt;a href="http://www.correiodosacores.net/index.php"&gt;Correio dos Açores&lt;/a&gt; publicou um artigo, da autoria do jornalista Afonso Quental, intitulado &lt;a href="http://www.correiodosacores.net/view.php?id=31547"&gt;"Tertúlia Açoriana - Gualter Furtado e a literatura: A caça açoriana na escrita"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Trata-se de uma entrevista ao &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2007/01/recebi-o-livro.html"&gt;Caçador Açoriano&lt;/a&gt; Gualter Furtado, sobre a publicação do seu novo livro "&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/um-contributo-para-defesa-da-caca.html"&gt;UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA&lt;/a&gt;", que tomei a liberdade de transcrever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Livro «&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/um-contributo-para-defesa-da-caca.html"&gt;UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA&lt;/a&gt;», de Gualter Furtado, na impressão: «Defendo que a caça, quando praticada com desportivismo, amizade, lealdade, segurança, respeito pelos nossos amigos cães, respeito pela natureza e pelas espécies cinegéticas e numa aliança com a ciência e a investigação, é um verdadeiro acto de cultura».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio dos Açores - Nome, naturalidade, cidade e país onde reside?&lt;br /&gt;Gualter José Andrade Furtado, natural do Vale das Furnas, resido presentemente nos Arrifes, concelho de Ponta Delgada, nos Açores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Primeiro livro que leu?&lt;br /&gt;História do Vale das Furnas do Urbano de Mendonça Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começou a sentir a paixão pela leitura e pela caça?&lt;br /&gt;Comecei a ler desde muito novo, os livros de aventuras foram sempre uma presença constante na minha juventude, depois conheci na Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada dois Professores que nos incentivavam a ler e a escrever que foram o Dias de Melo e o Jacinto Soares Albergaria. O primeiro artigo que escrevi com cerca de 12 anos foi um pequeno trabalho que publiquei no Açoriano Oriental a defender a constituição de uma casa museu do Armando Cortes Rodrigues, e muito influenciado pelo Dr Jacinto Soares de Albergaria que para além de ser meu professor era também meu vizinho durante as férias grandes no Vale das Furnas. Acresce que convivi intensamente com amigos Furnenses que estudavam no Seminário e durante as férias quase se sentiam na obrigação de nos transmitir conhecimentos. Depois a nossa família era muito amiga do saudoso padre Afonso Quental, com quem também aprendi muito e fui um grande amigo. Quanto à caça esta é uma Paixão que tenho desde que me conheço, muito influenciada pelo meio ambiente, pelo meu avô, por alguns dos meus companheiros de escola primária como seja o António Manuel Galante e por um pescador da Ribeira Quente que foi o Manuel Caranguejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o seu género literário preferido?&lt;br /&gt;Didáctico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola primária era habitual ter boas classificações nas redacções?&lt;br /&gt;Sim, sem falsas modéstias fui um BOM aluno. Quando fui para a escola primária com 5 anos já levava a lição bem estudada, as minhas vizinhas, muito cultas para a época, tinham autênticas escolas nas suas casas, e entretinham-se a ensinar alguns dos miúdos da nossa rua, eu fui um deles. Quando fui para a primeira classe não tinha a idade oficial para frequentar a escola, a minha professora, aceitou-me na escola correndo alguns riscos, de tal forma que sempre que batiam à porta da sala de aulas eu corria logo para debaixo da secretária de madeira, o que se revelou muito útil num grande sismo que danificou seriamente a nossa escola, na ocasião eu não sofri nada graças ao meu treino intensivo de me esconder sempre que sentia qualquer barulho. Esta situação fez que eu para fazer a quarta classe tivesse de vir realizar o exame a Ponta Delgada. Enfim outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais os livros que mais o marcaram?&lt;br /&gt;Os livros que mais me marcaram foram “Os bichos” de Miguel Torga e o “Cão como nós” do Manuel Alegre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique-me um livro de um escritor açoriano de que gostaria de ter sido o autor?&lt;br /&gt;Gostaria de ter escrito muitos e de diversos escritores, mas refiro o “Pastor das Casas Mortas” do Daniel de Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convive normalmente com escritores, poetas, e cantadores açorianos. Que é que mais admira nessas expressões de cultura?&lt;br /&gt;Tenho amigos escritores que muito prezo como são o Daniel de Sá e o Onésimo de Almeida, como também conheci Poetas Açorianos, mas foram os Cantadores ao Desafio que mais me marcaram. Em todos eles o que mais admiro sãos os seus conhecimentos e o seu carácter genuíno. A afirmação dos Açores sem nunca perder a universalidade é o que mais admiro na cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escreveu um livro sobre caça. Sabemos que em breve irá lançar outro. Que espaço geográfico e social caracteriza nesse livro. &lt;br /&gt;A parte substancial do Livro «&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/um-contributo-para-defesa-da-caca.html"&gt;UM CONTRIBUTO PARA A DEFESA DA CAÇA&lt;/a&gt;» é dedicada aos Açores, mas a minha reflexão ultrapassa a nossa Região, até porque a Caça não tem fronteiras e é hoje um problema global. Defendo que a caça, quando praticada com desportivismo, amizade, lealdade, segurança, respeito pelos nossos amigos cães, respeito pela natureza e pelas espécies cinegéticas e numa aliança com a ciência e a investigação, é um verdadeiro acto de cultura. &lt;br /&gt;Não fora a acção de protecção e recuperação de habitats feita por muitos caçadores por este mundo fora e muitas espécies consideradas cinegéticas já tinham visto a sua dimensão demográfica ter sido reduzida substancialmente, ou estariam extintas, refiro-me por exemplo às aquáticas. &lt;br /&gt;A mudança dos habitats, as doenças e os vírus, a mudança do clima, a utilização de químicos e pesticidas, os furtivos, matam muito mais do que os Caçadores. Por conseguinte, este livro é um contributo para a sustentabilidade da caça e um elogio à componente social e gastronómica que deve presidir ao acto da caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um apaixonado pela Caça. Como tem sido a sua actividade nesse desporto.&lt;br /&gt;A minha participação no Mundo da Caça tem sido constante, naturalmente com alguns erros que procuro corrigir, mas sempre de uma forma activa e transparente. &lt;br /&gt;A caça sem cães e sem os outros amigos não faz sentido. Sou, presentemente, o presidente da Assembleia Geral da Confraria de Gastronomia Cinegética dos Açores, a primeira do país nesta vertente, o que muito me honra. &lt;br /&gt;Escrevo em revistas nacionais de caça e procuro ter uma presença regular na imprensa escrita açoriana. Sempre que tenho oportunidade faço passeios pedestres em locais em que as espécies cinegéticas estão presentes, e visito museus de história natural.&lt;br /&gt;Em síntese, a caça não é só matar, cada vez mais isto é o que me interessa menos."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4148221035762394061?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4148221035762394061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4148221035762394061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/gualter-furtado-caca-acoriana-na.html' title='Gualter Furtado - A Caça Açoriana na Escrita'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUP5ccHpFSI/AAAAAAAABho/nqqQsWRROUQ/s72-c/GUALTER+FURTADO+27JAN11.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5830962396182883191</id><published>2011-01-26T22:23:00.005-01:00</published><updated>2011-01-26T22:57:36.015-01:00</updated><title type='text'>Caçadas aos Javalis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUCsm9XZ_EI/AAAAAAAABhk/7MNdO--4Oas/s1600/CACADAS+AOS+JAVALIS+-+PELO+DR+FRAMAR.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUCsm9XZ_EI/AAAAAAAABhk/7MNdO--4Oas/s320/CACADAS+AOS+JAVALIS+-+PELO+DR+FRAMAR.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1959, através da Casa Véritas – Guarda, e da autoria do Dr. Francisco Maria Manso, foi publicado “CAÇADAS AOS JAVALIS – Pelo DR. FRAMAR”.&lt;br /&gt;Trata-se de uma obra de referência sobre a caça maior em Portugal que, à semelhança de outras que por aqui venho&amp;nbsp;reproduzindo alguns episódios quando o tempo me sobra, deve fazer parte de qualquer biblioteca cinegética que se preze.&lt;br /&gt;Neste livro também encontramos, além de muitas fotografias, diversas referências ao uso da buzina e da corneta nos diversos momentos das caçadas, que o autor aqui designou por campanhas.&lt;br /&gt;Transcrevo então, para memória futura e deleite dos leitores, o texto da convocatória para a Campanha Sétima, onde acabaram por comparecer duas dezenas de espingardas, e a conclusão da narrativa da Campanha Oitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Para conhecimento geral dos apaixonados destas guerras, se mandou lavrar a presente circular, encerrando os dez mandamentos que constituem o regulamento - lei das nossas caçadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçada aos javalis na Quinta do Major&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. É preciso considerar que os javalis não vivem em bandos… e para caçar com fidalguia, se devem alvejar com bala única, para matar… ao estribo com punhos de renda.&lt;br /&gt;2. Não se vai caçar em coutada. A região é muito extensa, ondulada, com matos de toda a ordem e, porque é extensa, acidentada e coberta de matos, ali se têm acoutado javalis dos primitivos tempos e os actuais, seus descendentes, consta que vivem orgulhosos do seu puro-sangue.&lt;br /&gt;3. São precisos três dias de batidas e mesmo assim não se bate a décima parte dos terrenos onde se acoitam, motivo porque vivem lá ainda, LOBOS, LINCES e JAVALIS… e como eles são pouco curiosos e não vêem observar-nos de perto… vemo-nos obrigados a procura-los, sem que nos digam onde estão… o que é sempre uma trabalheira dos diabos… e às vezes sem sorte nenhuma para dar com eles.&lt;br /&gt;4. Donde se deduz, que se aparecerem e se alvejarem dois ou quatro daqueles «CATEDRÁTICOS» é já andar com muita sorte e aqui fica a prevenção para os que pensam fazer cintos de javalis, como se fazem de codornizes…&lt;br /&gt;5. O regime da caçada não tem similar na Europa. Quem tudo manda é o director. A ele todos devem pedir e ele a todos servir.&lt;br /&gt;6. O caçador não tem direito a quarto, nem cama, nem roupa, nem talher, nem mesa… Mas há-de ficar debaixo de telha, comer, deitar-se e dormir provavelmente… Deve, pois, fazer-se acompanhar de talher, dois pratos de alumínio ou esmaltados, guardanapo (se não achar supérfluo), um copo, toalha e sabão, se quiser lavar-se, porque não é obrigatório… Trazer cobertores, um ou dois, conforme o frio que quiser passar.&lt;br /&gt;7. O custo da caçada, por «cabeça» com pagamento a 50 batedores, quatro dias, aluguer de montadas «puro-sangue» de Malcata, com vitela abatida à vista do hóspede, diária no «PALACE DAS SELVAS» e o mais que não se imagina… deve dar uma conta aproximada entre 600$00 a 800$00.&lt;br /&gt;8. O caçador que abater, a tiros de espingarda, a peça de caça procurada, LOBO, LINCE ou JAVALI, tem direito à cabeça e à pele da vítima… A carne e os ossos pertencem ao resto do exército, que tudo dividirá em partes iguais.&lt;br /&gt;9. Carregar a espingarda só depois de destinada a porta. Preferir bala de chumbo. As portas são sorteadas dia a dia.&lt;br /&gt;10. O que faltar nesta legislação é resolvido livremente pelo director da caçada e, da sua sentença, não cabe apelação para nenhum tribunal nem mesmo para a O.N.U."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como referi acima e para concluir,&amp;nbsp;deixo-vos os dois últimos parágrafos da Campanha Oitava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Entrada triunfal na freguesia de Quadrazais e Vila do Sabugal com visitas obrigatórias das crianças das escolas, de mistura com adultos, ao belo exemplar abatido… Abraços de despedida e até para o ano.&lt;br /&gt;Como recordação, conservo ainda a cabeça do javali, embalsamada, e a pele cerdosa e escura, é o tapete que piso todos os dias, ao sentar-me à minha secretária… e assim a caçada continua!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5830962396182883191?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5830962396182883191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5830962396182883191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/cacada-aos-javalis.html' title='Caçadas aos Javalis'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TUCsm9XZ_EI/AAAAAAAABhk/7MNdO--4Oas/s72-c/CACADAS+AOS+JAVALIS+-+PELO+DR+FRAMAR.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6275643285750316144</id><published>2011-01-25T22:19:00.008-01:00</published><updated>2011-01-25T23:42:59.833-01:00</updated><title type='text'>Um Contributo Para a Defesa da Caça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TT9NTHeqT7I/AAAAAAAABhg/zfklRI57wNE/s1600/capa_livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TT9NTHeqT7I/AAAAAAAABhg/zfklRI57wNE/s320/capa_livro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Um Contributo para a Defesa da Caça" é o título do mais recente livro da autoria de Gualter Furtado.&lt;br /&gt;Embora seja o fruto de uma enorme paixão, nas 215 páginas ilustradas pelas mais de 150 fotos que o compõem constata-se a realização de uma análise bastante objectiva sobre o estado da caça nos Açores, no continente e em alguns países do Mundo onde o autor teve a oportunidade de exercer o acto venatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmite-nos a mensagem que a caça, quando praticada com desportivismo, amizade, espírito de entreajuda, respeito pelo próximo, pela natureza e pelos animais é um acto social valioso, de cultura e muito importante.&lt;br /&gt;Demonstra-nos que o caçador é um defensor da natureza, que respeita as espécies cinegéticas e que possui uma grande relação de cumplicidade com os seus cães, os quais trata muito bem e não abandona, razão porque, neste quadro aqui exposto, defender a caça é uma atitude muito positiva que a ninguém deve envergonhar. &lt;br /&gt;Diz-nos ainda que o caçador colabora e promove a recuperação dos habitats de tal forma que, por este mundo fora, se não fosse a actividade venatória e este intenso empenhamento que só os caçadores conseguem demonstrar, muitas espécies animais, cinegéticas e não cinegéticas, com particular destaque para algumas aquáticas, já estariam extintas. &lt;br /&gt;Numa altura em que a actividade venatória foi novamente escolhida como alvo a abater por alguns grupos radicais e extremistas ditos amigos dos animais e ambientalistas sedentos de protagonismo fácil, a publicação deste livro, do que ele contém e transmite é um apelo aos homens de boa vontade e um contributo para a afirmação dos valores e da cultura que só a caça e a sua envolvência social e cultural poderão proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento desta obra impar da literatura cinegética insular e nacional, cuja capa foi pintada pela reconhecida artista plástica &lt;a href="http://www.osanimalistas.eu/Os_Autores.htm"&gt;Maria José Cardoso de Souza&lt;/a&gt;, terá lugar no próximo dia 26 de Fevereiro, pelas 17H00, na Academia da Juventude da Ilha Terceira, numa sessão presidida pelo Senhor Juiz Conselheiro Dr. José António Mesquita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6275643285750316144?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6275643285750316144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6275643285750316144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/um-contributo-para-defesa-da-caca.html' title='Um Contributo Para a Defesa da Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TT9NTHeqT7I/AAAAAAAABhg/zfklRI57wNE/s72-c/capa_livro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-777929888684936130</id><published>2011-01-15T13:35:00.005-01:00</published><updated>2011-01-16T00:36:18.048-01:00</updated><title type='text'>Outono - Elogio da Caça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG6D4uj-DI/AAAAAAAABhQ/WHf9YcPraDA/s1600/MIGUEL+SOUSA+TAVARES.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG6D4uj-DI/AAAAAAAABhQ/WHf9YcPraDA/s320/MIGUEL+SOUSA+TAVARES.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;"Dantes, aos primeiros sinais de Outono, eu entrava em depressão. Mais do que a chegada do Outono, o que me deprimia era o fim do Verão, pois que sempre fui devoto dessa verdade enunciada por Rilke: "só o Verão vale a pena". Imaginar um longo ano pela frente sem as praias e os banhos de mar, sem as noites quentes nos terraços e pátios, as noites em que o luar atravessa a sombra dos pinheiros e vem pousar no chão do quarto onde dormimos de janela aberta, a maresia trazida pelo vento de sueste nas manhãs marítimas, as frutas de Verão nos mercados, o peixe fresco brilhando ainda com luminosidades de prata, as vozes que se transmitem ao longe, dobrando esquinas e ruelas do que resta dos nossos souks em aldeias ou até em Lisboa, tudo isso, imaginar um ano inteiro sem tudo isso, deixava-me irremediavelmente triste e desamparado, como se as marés de equinócio tivessem varrido todas as possibilidades de alegria, todos os dias felizes. Se o Verão morria assim, eu morria também com ele, de cada vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, há uns anos, tudo mudou. Alguns amigos começaram a levar-me à caça e eu descobri que, além do mar, também havia a terra, e depois do Verão havia o Outono: foi uma descoberta tardia, mas decisiva, como se tivesse descoberto uma quinta estação do ano e, mais do que isso, um novo pretexto para a felicidade. Rapidamente tomei a minha decisão e resolvi tornar-me caçador. Comecei pelo princípio, passo por passo, e são muitos: as aulas e o exame para obtenção da carta de caçador, aprendendo coisas para mim inteiramente desconhecidas, como o ciclo de vida e hábitos dos animais, modalidades de caça, princípios de balística, como criar e treinar cães de caça, etc.; depois, atravessei todo o imenso processo burocrático para a concessão de licença de porte de arma, escolhi as armas (que ainda hoje são as mesmas), experimentei vários tipos e marcas de cartuchos até perceber com quais me dava melhor e fiz um mínimo de aulas de tiro; finalmente, experimentei dois cães - um tão bom, que mo roubaram, o outro tão mau que foi dispensado e hoje é um urbano-depressivo, cheio de doenças e tiques de personalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora o campo não me fosse propriamente estranho, eu não sabia como eram os campos de caça. Não fazia ideia do mundo novo, primordial e deslumbrante, que iria encontrar. Não imaginava as manhãs de geada ou de orvalho suspenso nos arbustos e nos ramos das árvores, as manhãs de frio polar ou as de chuva e lama, onde nos enterramos até à alma e maldizemos a decisão de ter saído da cama - que logo depois bendizemos, assim que os primeiros raios de sol rompem as nuvens e o frio ou que a primeira peça de caça tomba no chão. Não imaginava as longas caminhadas por cabeços ou planícies, por leitos secos de rios ou através da água, o cheiro a esteva e a giesta, ou as longas emboscadas, atento a todos os ruídos, ao simples agitar de uma folha, adivinhando a presença próxima dos animais antes de os ver. As esperas silenciosas à beira de um riacho, molhando a cara na água cristalina, aproveitando para colher poejos ou beldroegas tardias, aproveitando para pensar na vida, no essencial, no que verdadeiramente importa. A sós, com os três maiores luxos que um homem pode ter: espaço, tempo e silêncio. Porque aqui não há multidões nem urbanizações turísticas, não há pressa nem vozearia de conversas inúteis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sabia que os 'selvagens dos caçadores' (que os há, como em tudo o resto), também conseguem, outras vezes, reunir um grupo de amigos que tudo pode separar à partida, mas que finalmente se encontram unidos por essa paixão primitiva e talvez inexplicável da caça. Gosto especialmente dos jantares que antecedem as manhãs de caça, das conversas soltas e sem pressa, das anedotas que dão a volta e regressam no final da época. Há quem imagine que as conversas dos caçadores são sobre futebol, mulheres e política. Pois lamento desiludi-los: são sobre armas, cartuchos, cães, viagens, o estado dos campos e das culturas e as memórias antigas de 'lances' de caça, umas vezes inventadas, outras reais, que cada um guarda consigo e a que só a um outro caçador vale a pena contar. E gosto muito das pequenas pensões ou hotéizinhos manhosos de província, onde se joga cartas à lareira do salão (a inevitável 'sueca') e onde os quartos têm pesados armários antigos de madeira e uma casa de banho 'moderna' enxertada no meio do quarto, com o polibã para poupar espaço. Gosto de passar em revista e preparar todo o 'material' de véspera: verificar se as armas estão bem limpas, se os cartuchos escolhidos são os melhores para o que se vai caçar, se a roupa e tudo o resto estão preparados para não perder tempo de manhã, em que cada minuto conta. E depois é tentar adormecer cedo - o que nem sempre é fácil, porque a adrenalina e a excitação já começam a fazer-se sentir. E, se o sono vier cedo, hei-de adormecer feliz, pensando que no dia seguinte vou à caça, enquanto tantos outros, lá na cidade, vão gastar a noite e a madrugada em bares, discotecas, festas e concertos onde se atropelam para atrair as atenções dos fotógrafos das revistas sociais. E,quando eles, se calhar, ainda nem vão no primeiro sono, já eu estou sentado à mesa (trôpego de sono, é verdade) para algum extraordinário pequeno-almoço, como, por exemplo, açorda alentejana com ovo e bacalhau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah", dirão vocês agora, "e o prazer sádico em matar animais - disso não fala?". Falo sim, para dizer que não existe tal coisa como o prazer de matar. Existe, sim, o prazer de acertar, que é uma consequência lógica do prazer de atirar. Nenhum caçador gosta de errar o tiro ou, pior ainda, de errar parcialmente e deixar um animal ferido, em vez de morto redondo. É por isso que a ética exige que, no caso da caça grossa, que pode resistir muito tempo a um ferimento, o caçador vá atrás da peça ferida até lhe poder dar o chamado tiro de misericórdia. E é por isso, também, que nenhum caçador que se preze atira a uma ave que não esteja em voo ou a um coelho ou uma lebre que não esteja em corrida. Claro que há caçadores que o fazem, mas eu não caço com eles e os meus amigos também não. Também não caçamos o que não comemos e fazemos questão de saber cozinhar uma canja de pombo, uma perdiz de escabeche ou um arroz de tordos. E de nos sentarmos todos à mesa, terminada a 'jornada', e ficarmos à conversa pela noite adentro, moídos de cansaço e de felicidade tranquila, de bem com a consciência, de bem com a natureza e as suas leis, em paz contra as imperfeições do mundo, as suas falsidades e fúteis aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se me deu para escrever este texto é, não só porque abriu a época de caça, mas também por outras duas razões. Uma, porque amanhã, diz a lei, é 'período de reflexão' e eu mantenho a tradição de não falar de política antes de eleições. Outra, porque a caça é um grande tema de reflexão e uma grande escola de vida e de valores - de companheirismo, de fairplay, de conhecimento e respeito pela natureza, de paciência, persistência, de reaprendizagem de coisas primordiais e evidentes por si mesmas. E, por isso, antes que a multidão politicamente correcta da nova doutrina urbana e 'civilizacional' queira julgar como selvagens a caça e os caçadores, ou mesmo bani-los face à lei, convinha que a sua arrogante ignorância ficasse a saber que falam do que não sabem e não percebem, e que, para infelicidade sua, jamais entenderão."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da autoria de Miguel Sousa Tavares, publicado na edição do &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/540215"&gt;Expresso&lt;/a&gt; de 9 de Outubro de 2009, aqui transcrito com a devida vénia.&lt;br /&gt;Fotografia retirada da internet, sem autor identificado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-777929888684936130?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/777929888684936130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/777929888684936130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/outono-e-elogio-da-caca.html' title='Outono - Elogio da Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG6D4uj-DI/AAAAAAAABhQ/WHf9YcPraDA/s72-c/MIGUEL+SOUSA+TAVARES.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-8838329307810767467</id><published>2011-01-09T16:12:00.032-01:00</published><updated>2011-02-12T18:41:11.429-01:00</updated><title type='text'>Apelo Contra a Caça - Resposta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TSny7F_pkVI/AAAAAAAABhM/nWGhMleETXQ/s1600/apelo+contra+a+ca%25C3%25A7a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TSny7F_pkVI/AAAAAAAABhM/nWGhMleETXQ/s320/apelo+contra+a+ca%25C3%25A7a.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passado dia 01 de Janeiro de 2011, alegados defensores e amigos dos animais, como o Teófilo José Chaves de Braga e o &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/ha-cada-uma.html"&gt;Sérgio Diogo Caetano&lt;/a&gt;, entre outros, lançaram um apelo público contra a caça às aves migratórias neste arquipélago açoriano, mais concretamente contra a caça às galinholas, narcejas e patos, de modo a pressionarem e condicionarem o desempenho do Governo dos Açores na elaboração do Regime Jurídico da Protecção da Biodiversidade.&lt;br /&gt;Alegam que &lt;i&gt;“em todo o mundo a caça está a sofrer uma enorme pressão por parte de uma nova geração mais sensibilizada para a defesa do património natural, sendo cada vez maior o número de caçadores desportivos que têm trocado a caça pela observação de aves, pela “caça” fotográfica ou pela realização de filmagens. Que, de igual modo, em todo mundo, em substituição da caça as pessoas optam pelo pedestrianismo, que tem mais de 15 milhões de participantes, e pelo Birdwatching ou Observação de Aves com mais de 80 milhões praticantes”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Apesar do abundante chorrilho de afirmações que compõem contra a caça, não indicam qualquer fonte fidedigna que as possam sustentar como reais e verídicas. Pelo que aqui fica o desafio para que o façam, para que nos demonstrem que o que afirmam é verdade e que são sinceros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes dos subscritores desse documento constam do Correio dos Açores, de 05/01/2011, e o segundo dos signatários chama-se José de Andrade Melo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Santa Maria também temos um José de Andrade Melo conotado com grupos ditos ambientalistas, que se diz coordenador do Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural de Santa Maria, membro dos Amigos dos Açores e é um activo escrevinhador na coluna ambiental d’O Baluarte de Santa Maria.&lt;br /&gt;Esse senhor, no passado dia 20/11/2009, n’O Baluarte, e através do artigo intitulado “Os Cagarros estão de partida – salvemos os nossos primeiros habitantes”, da sua autoria, chamou todos os caçadores de criminosos, porque, na sua concepção, eram os caçadores que apanhavam essas aves e que depois as vendiam à margem da lei a quem as quisesse comer.&lt;br /&gt;Cerca de um ano depois, no passado dia 13/11/2010, na estação de rádio do Clube Asas do Atlântico, no decurso de um programa que teve como tema a Caça e onde participei, o mesmo José de Andrade Melo já teve o cuidado de fazer a distinção entre o caçador com o “C”, o “c” e o furtivo, afirmou que não era contra a caça e que não a abominava, nem a hostilizava. Que reconhecia inclusivamente, vantagens e benefícios no campo do lazer, económico e ecológico.&lt;br /&gt;Mais, que a caça promovia a saúde, o convívio e auxiliava as famílias menos favorecidas e tudo isso depois de afirmar, no dia 11/10/2010, pelo dia mundial do animal, n'O Baluarte, que &lt;i&gt;"os animais são seres sencientes e que sentem como gente"&lt;/i&gt;!&lt;br /&gt;Referiu ainda nesse programa de rádio, de 13/11/2010, que, no ano de 2001, num encontro que teve lugar no mesmo clube, sob a temática da diversificação económica da ilha, tinha versado sobre o turismo na perspectiva ambiental e referido que a caça poderia ser uma alternativa económica e que era importante que isso fosse para diante.&lt;br /&gt;Com base nisto tudo enviei-lhe um correio electrónico a solicitar que me indicasse se era ele o segundo subscritor desse apelo, porque não fazia qualquer sentido mudar de opinião tantas vezes, tão radicalmente e em tão pouco tempo; dizer que se defende uma coisa num dia e fazer outra, completamente oposta, noutra altura, mas optou por não me responder. Lá saberá o porquê ou então não saberá!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teófilo Braga, assim que nos fizer o favor de informar onde foi buscar a informação que utiliza para fundamentar o seu apelo, cuja veracidade urge corroborar com urgência, sob pena de tudo parecer um falso motivo para se declarar mais uma crise onde ela não existe, que nos indique também quem são, concretamente, os seus apoiantes, se é que o pode fazer...&lt;br /&gt;Até um melhor esclarecimento por parte dos visados, decidirá o leitor a qualidade e o valor a atribuir a este "apelo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionado: &lt;br /&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B3GSxhMEegi5Y2ZmNzgyZGItMGEyYS00OTkzLTgwNmYtM2RiNTdhNTcwYjQw&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;O Novo Terrorismo Ecológico&lt;/a&gt;, de Victor Pires&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-8838329307810767467?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8838329307810767467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8838329307810767467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2011/01/apelo-contra-caca.html' title='Apelo Contra a Caça - Resposta'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TSny7F_pkVI/AAAAAAAABhM/nWGhMleETXQ/s72-c/apelo+contra+a+ca%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5141667333493886015</id><published>2010-12-14T23:40:00.002-01:00</published><updated>2010-12-14T23:44:46.782-01:00</updated><title type='text'>Aves dos Açores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQf3sFS_f5I/AAAAAAAABgc/8DfY8ACs0sE/s1600/aves+dos+a%25C3%25A7ores1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; cssfloat: right; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQf3sFS_f5I/AAAAAAAABgc/8DfY8ACs0sE/s320/aves+dos+a%25C3%25A7ores1.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venho sugerir a aquisição deste livro, intitulado Aves dos Açores, da autoria de Carlos Pereira e editado no mês de Setembro de 2010, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.&lt;br /&gt;Aborda, nas 128 páginas que o compõem, as diferentes espécies de aves residentes, endémicas e migratórias que se podem encontrar nos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Estrelinha diz-nos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ferfolha ou Estrelinha; Estrelinha-de-Poupa (continente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Variedades: Regulus regulus azoricus (Seebohm 1883); Regulus regulus sanctae-mariae (Vaurie 1954); Regulus regulus inermis (Murphy 1929)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biometrias: Comprimento/envergadura: 8-9cm; 13-15cm&lt;br /&gt;Peso: 5-7g&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reprodução&lt;br /&gt;Período de reprodução: Entre Abril e Julho&lt;br /&gt;Dimensão da Postura e período de incubação: 9-11 ovos; 15-17 dias&lt;br /&gt;Autonomia: Primeiros voos a partir dos 17-22 dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorrência nos Açores&lt;br /&gt;Subespécie endémica. Residente. Existem três subespécies endémicas: R. r. azoricus (São Miguel), R. r. sanctae-mariae (Santa Maria) e R. r. inermis (Grupo Central e Flores). Sendo rara na Graciosa, a espécie apenas está ausente no Corvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuição Mundial&lt;br /&gt;Distribui-se pelo Paleártico Ocidental, incluindo a região asiática, desde o sul da Sibéria, Japão, norte do Irão e Himalaias até à China, está presente em praticamente toda a Europa sendo menos comum na região mediterrânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morfologia&lt;br /&gt;É a mais pequena ave da Europa. Muito pequena e irrequieta, a sua plumagem é essencialmente castanha-esverdeada, com as asas pretas e margens brancas na parte superior; a garganta é branca e o peito e o abdómen são dum branco-acastanhado; as suas patas são pretas, assim como o bico, curto e fino. Tem uma lista, de “tipo poupa”, larga na coroa: amarela nas fêmeas e laranja nos machos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitat&lt;br /&gt;Trata-se essencialmente duma ave florestal e, embora mostre uma clara preferência por manchas de floresta nativa, sobretudo com urze e cedro, adapta-se bem a povoamentos mistos e mesmo a zonas de floresta exótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde Observar&lt;br /&gt;Embora seja uma espécie “confiante”, trata-se porventura do passeriforme mais difícil de observar dos Açores. Mesmo sendo relativamente comum na maior parte das ilhas do arquipélago, o seu tamanho e irrequietez, assim como o facto de se movimentar geralmente no meio da folhagem, tornam muito difícil a sua observação. Para quem conheça o seu característico zi-zi-zi, que assinala habitualmente a sua proximidade, a observação torna-se mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentação&lt;br /&gt;Insectos, vermes minúsculos e aranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatuto de conservação&lt;br /&gt;A espécie não vem referenciada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. A nível europeu surge Não Ameaçada sendo a sua situação considerada de Segura (Birdlife International).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatuto Legal&lt;br /&gt;Está presente no Anexo II da Convenção de Berna. Uma parte do seu habitat está no Anexo I da Directiva Habitats.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameaças&lt;br /&gt;Não está identificada qualquer ameaça que ponha em risco a sua população no arquipélago açoriano” (Pereira, Carlos: 92-93)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro encontra-se disponível no Centro Ambiental do Priolo, sito no concelho do Nordeste, na Ilha de São Miguel, e em diversas livrarias.&lt;br /&gt;O preço para sócios da SPEA é de 8,00€ e para não sócios de 12,00€.&lt;br /&gt;Poderá ser solicitado o seu envio à cobrança com um acréscimo de 1,32€.&lt;br /&gt;O Centro Ambiental do Priolo poderá ser contactado através do e-mail: centropriolo@spea.pt&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5141667333493886015?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5141667333493886015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5141667333493886015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/12/aves-dos-acores.html' title='Aves dos Açores'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQf3sFS_f5I/AAAAAAAABgc/8DfY8ACs0sE/s72-c/aves+dos+a%25C3%25A7ores1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6440569089179010726</id><published>2010-12-09T19:24:00.001-01:00</published><updated>2010-12-09T19:26:05.452-01:00</updated><title type='text'>A Narceja e a sua Nidificação em Portugal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDv-mp5jHI/AAAAAAAABgI/sQgB07QVV44/s1600/cria+de+narceja+com+duas+semanas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDv-mp5jHI/AAAAAAAABgI/sQgB07QVV44/s320/cria+de+narceja+com+duas+semanas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A Narceja-comum Gallinago gallinago é uma espécie politípica com uma distribuição Holártica e divide-se em três subespécies, duas das quais habitam o Paleártico Ocidental: a Narceja-comum G. g. Gallinago e a Narceja-das-Féroe G. g. faeroeensis que se distribui pela Islândia, ilhas Féroe, Shetland, Orcadas e St-Kilda. A outra subespécie – reconhecida agora pela A.O.U. (American Ornithologists Union) como uma espécie distinta desde 2002 –, a Narceja de Wilson G.g. delicata, com alguns registos ocasionais na Europa (Inglaterra, Irlanda e Portugal Continental) e África (Senegal e Cabo Verde), é um invernante regular no arquipélago dos Açores, distribuindo-se por toda a América do Norte e Gronelândia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A Narceja-comum, a subespécie nominal, é sem dúvida a mais conhecida das três subespécies, sendo também a que apresenta uma mais vasta distribuição, estendendo-se por toda a Eurásia. A nível europeu a sua população encontra-se estável, embora apresente, nos últimos anos, em alguns países europeus, um ligeiro declínio. A sua distribuição alarga-se ao longo do ciclo anual por uma área geográfica que vai da Grã-Bretanha à Sibéria Oriental e do Norte da Escandinávia a Portugal durante o período de reprodução; do Sul da Escandinávia até à África Tropical no Inverno, período durante o qual as costas do Oeste de França e as ilhas Britânicas assumem uma grande importância. A bacia do Mediterrâneo, a Ásia Menor e a Índia, assim como parte do Extremo-Oriente recebem, também, importantes contingentes de narcejas no Inverno.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A reprodução&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDwCqc7mQI/AAAAAAAABgU/EAoy-OWYe8I/s1600/ninho+de+narceja+com+ovos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDwCqc7mQI/AAAAAAAABgU/EAoy-OWYe8I/s320/ninho+de+narceja+com+ovos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Embora com um ano de idade já tenham atingido a maturidade sexual, a nidificação efectiva nem sempre acontece a partir desta data e isto deve-se sobretudo ao facto de os machos mais velhos serem os primeiros a ocupar os melhores locais com habitat mais favorável, não deixando geralmente grande espaço aos machos mais jovens – e inexperientes -, embora estes possam constituir uma população de substituição, no caso de alguma coisa acontecer aos mais velhos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;As paradas nupciais acontecem sobretudo de manhã e à tarde, às horas crepusculares mas, por vezes, também durante a noite, até à chegada das fêmeas. Desde que estas últimas chegam (são fiéis aos mesmos locais, ano após ano) elas procuram um território de qualidade sobrevoando o local de nidificação; os machos redobram então a excitação e os «balidos» para atrair uma delas sobre os respectivos territórios. Quando uma zona lhe convém, a fêmea pousa e emite pios de chamamento sexual discretos; os machos dos arredores, incluindo aqueles já acasalados, respondem-lhe no mesmo tom, antes de se lhe juntarem efectuando a típica parada, com as asas arqueadas (Arched-wing display): os machos em voo, geralmente a uma dezena de metros do solo (mas por vezes muito mais alto) descem devagar até à fêmea com as asas juntas acima do dorso e mantidas firmemente arqueadas, as patas pendentes, o bico inclinado a 45º e a cauda desfraldada na horizontal. Chegados ao solo, eles recomeçam esta parada à volta da fêmea, encarquilhada, chamam-na, «balem», fazem loopings, com as asas na vertical e podem tomar também a postura de voo arched-wing display, podendo esta parada ser, tanto a 40m de altura como junto ao solo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;No entanto os casais não se formam logo, de forma espontânea, pois as fêmeas ao princípio aceitam acasalar com vários machos. É apenas quando a fêmea encontra um território que lhe convém, e escolhe o local de construção do ninho, que o casal se forma. O macho fica então por perto guardando o seu território, mas se alguma outra fêmea passa pelo local, ele tentará copular com ela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O ninho, pouco elaborado, é construído pela fêmea. Ela faz quatro ou cinco depressões com o peito, no solo ou num monte de erva, de juncos, urze ou espadana; por fim escolhe dentre elas uma, bem dissimulada na vegetação, que será o ninho definitivo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;As posturas mais precoces acontecem a partir de Março na Grã-Bretanha, mas a maior parte tem lugar durante a segunda quinzena de Abril e muitas apenas acontecem em Maio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A média das posturas é de quatro ovos, e a fêmea efectua a mesma a qualquer hora do dia, ao ritmo de um ovo com um intervalo de 24 a 30 horas. As posturas de substituição são frequentes em caso de perda da primeira, embora não se tenha a certeza quanto à possibilidade de a fêmea efectuar duas posturas por época.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A incubação é feita apenas pela fêmea, que começa a mesma entre a postura do terceiro e quarto ovo, ou mesmo após o último. A incubação tem a duração de 18-22 dias.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O macho aparentemente desinteressa-se desta fase da vida do casal, embora continue a cantar e em voos de exibição, até à eclosão dos primeiros ovos; então, após a nascimento das duas primeiras crias (por vezes apenas uma), ele que tinha seguido de muito perto toda a fase de eclosão, toma a seu cargo estas últimas afastando-se de seguida. Esta partilha da ninhada corta em definitivo os laços do casal e as duas primeiras crias não chegarão a conhecer nem a mãe nem os irmãos. Este fenómeno aumentará certamente as probabilidades de sobrevivência das crias face aos predadores.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;As crias, nidífugas, são alimentadas nos primeiros seis dias pelos progenitores, bico a bico; após este período elas próprias passam a sondar o solo e tornam-se auto-suficientes neste aspecto desde o décimo dia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Aos 19-20 dias os juvenis estão em condições de voar e emancipam-se em definitivo às seis semanas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O habitat&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDwA07YPWI/AAAAAAAABgM/XkObQcHQ7rA/s1600/habitat+de+reprodu%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDwA07YPWI/AAAAAAAABgM/XkObQcHQ7rA/s320/habitat+de+reprodu%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A Narceja escolhe para se instalar durante este período todo o tipo de zonas húmidas turfosas onde abundam a espadana, os juncos e os musgos. As zonas onde aparecem salgueiros, amieiros, bétulas ou Larícios parecem ser um bom indicador de habitat favorável à ocorrência da espécie.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É possível encontrar ninhos até uma altitude de 1000 m na Europa Central, mas a nidificação acima dos 1600 m é normal no Quirguistão e acontece por vezes – raramente – acima dos 2200 m, junto de lagos. De uma maneira geral, os meios húmidos abertos com formações de vegetação baixa, onde o solo macio apresenta uma grande riqueza orgânica, ou seja um potencial alimentar elevado, são sítios preferencialmente procurados. A necessidade de um amplo campo visual para poderem avistar potenciais predadores fazem com que as narcejas tenham de instalar o seu ninho ao abrigo da vegetação herbácea. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Portugal continental&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;No Continente é um Invernante comum, entre Outubro e Março, com as aparições mais precoces no início de Agosto e as mais tardias em Maio. Distribui-se de Norte a Sul, em todas as zonas húmidas com habitat favorável, sendo claramente mais comum no Litoral Centro (Ria de Aveiro e Vale do Mondego) e nos Estuários do Tejo, Sado e zonas adjacentes. Os habitats mais procurados são: arrozais, pauis, culturas alagadas, lagoas e margens de ribeiras e lameiros.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Em Portugal, actualmente, no Continente, a Narceja nidifica a uma altitude de 1000 m/1200 m (Montalegre/Planalto da Mourela).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;No Norte de Portugal a nidificação da Narceja é conhecida desde 1918. Aí pelos anos setenta do século passado existiriam ainda algumas centenas de casais, mas desde então assistiu-se à sua quase extinção como nidificante. Estima-se que, actualmente, apenas exista uma pequena população, de menos de 10 casais, entre a zona Leste do Gerês e a área do Concelho de Montalegre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;As razões desta dramática queda no número de casais reprodutores deve-se sem dúvida a repentinas alterações no habitat, nomeadamente o abandono de práticas agrícolas tradicionais e o consequente desaparecimento dos lameiros naturais substituídos, muitas vezes, por lameiros intensivos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Nos Açores&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Embora nos Açores seja uma espécie residente, até há pouco tempo quase nada se sabia acerca desta população. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sobre a possível nidificação da Narceja nas ilhas, a primeira referência é de 1870, mas só em 1903, ao ser abatida uma fêmea com ovos, nas Flores, se teve a certeza da sua nidificação no Arquipélago.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A situação actual&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É conhecida a nidificação da Narceja em sete ilhas do arquipélago, sendo Portugal, com cerca de 400 casais, o país da Europa Meridional com maior número de casais nidificantes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;São Miguel&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Durante o Outono/Inverno é uma espécie relativamente comum na zona das lagoas, no Planalto dos Graminhais e na Achada das Furnas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sabe-se agora que grande parte destas narcejas é oriunda da América do Norte, como o atesta a identificação e análise de algumas dezenas de indivíduos aqui caçados, nas épocas venatórias de 1999/2000 e 2007-2008, onde se verificou que metade das aves abatidas pertenciam à (sub)espécie G. g. delicata (Narceja de Wilson).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A população reprodutora é muito reduzida e apenas se conhece a sua nidificação no Monte Escuro e no Planalto dos Graminhais, a uma altitude de 784/961 m de altitude. A estimativa actual do número de casais em São Miguel é de 4-6 casais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Terceira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Na Terceira, nos meses de Outono e Inverno, a narceja é um visitante comum. A população reprodutora está concentrada, sobretudo, na zona central da ilha, em áreas de pastagens semi-naturais, utilizadas por gado bovino, ocorrendo a uma altitude que varia entre os 250 e os 650 m.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O número de casais estimados para a Terceira é de 34-38 casais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Faial&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Embora num passado recente a espécie deva ter tido uma área de distribuição mais alargada, actualmente apenas se reproduz na Caldeira e na Serra da Feteira, entre os 575/915 m de altitude. O número de reprodutores cifra-se em 6-10 casais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Pico &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Embora ainda tenha uma grande área potencial para a reprodução da Narceja, o excesso de gado bovino e actividades agrícolas associadas – sabe-se que é uma das principais causas de destruição de ninhos – e a degradação das pastagens semi-naturais têm reduzido muito, nos últimos anos, a área disponível essencial à nidificação da Narceja nesta ilha.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Grande parte da população nidificante do Pico está concentrada na zona N/NE, nomeadamente na zona das lagoas (a uma altitude de 715/950 m), sendo o número estimado para esta ilha de 85-88 casais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;São Jorge&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;São Jorge é a ilha onde a nidificação da espécie tem uma distribuição mais alargada, sendo também aquela que tem o maior número de casais reprodutores em todo o Arquipélago, com 47,9% do efectivo total, ou seja: 180/193 casais. A altitude de ocorrência varia entre os 535 e os 950 m.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Também aqui se assiste a um excesso de gado bovino e à drenagem das pastagens semi-naturais, convertidas, na maior parte dos casos, em pastagens tratadas, empobrecendo grandemente o solo em termos hídricos e consequentemente retirando condições a que as narcejas encontrem habitat favorável no período de reprodução.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Flores&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Nas Flores a altitude de ocorrência da espécie varia entre os 480 e os 720 m e a população nidificante está estimada em 30-34 casais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Corvo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O Corvo é a ilha da Região Autónoma, a seguir a São Jorge e ao Pico, com o maior número de casais reprodutores: 41-51; sendo esta a ilha dos Açores com maior densidade de casais reprodutores (6,8/8,5 casais/km2).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;De assinalar o facto de o número de casais existente na ilha estar condicionado ao Caldeirão e às encostas que o ladeiam.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A altitude de ocorrência da espécie no Corvo varia entre os 399 e os 766 m.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Conclusão:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Em Portugal a área de ocorrência da Narceja, durante o período de reprodução, pode variar entre os 250 m e os 1200 m de altitude. A proximidade de lagoas e zonas de pastagem turfosas, entremeadas de Rapa, juncos, cedro e Urze são os locais escolhidos para a reprodução da espécie no nosso país.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Assim, será importante no futuro a manutenção de vastas áreas de pastagens (semi-) naturais, impedindo que essas zonas sejam drenadas ou transformadas em pastagens intensivas, tal como implementar medidas que minimizem as actividades agrícolas/pecuárias nesses locais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A caça não será uma ameaça directa para a Narceja pois, provavelmente, grande parte das aves abatidas será invernante. O facto de ser uma espécie pouco conhecida, faz com que raramente seja procurada, sendo apenas alvo de «encontros» ocasionais com os caçadores. No entanto um conhecimento dos efectivos populacionais das espécies cinegéticas ao longo do ciclo anual pode ser um instrumento de gestão fundamental e seria importante que fossem efectuados censos com regularidade de modo a perceber a dinâmica populacional da espécie, sobretudo, no arquipélago dos Açores.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Bibliografia: &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Bannerman, D. &amp;amp; Bannerman, W., 1966. Birds of the Atlantic Islands. Vol. 3 – A History of the Birds Of the Azores. Oliver &amp;amp; Boyd Ltd, Edinburgh and London.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Beintema, A. J. &amp;amp; Saari, L., 1997. Snipe, Gallinago gallinago. P. 288-289. In: The EBCC Atlas of Breeding Birds: Their distribution and abundance: Hagemeijer, W. J. M. &amp;amp; Blair, M. J. (Ends). T. &amp;amp; A. D. Poyser, London, U.K. 903 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;BirdLife International (2004). Birds in Europe: population estimates, trends and conservation status. Cambridge, UK: BirdLife International. (BirdLife Conservation series no. 12).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Chavigny, J. &amp;amp; Mayaud, N., 1932. Sur l’Avifaune des Açores. Généralités et Étude Contributive (Suite). Alauda. IV – 3 : 304-308.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Cramp, S. &amp;amp; Simmons, K., 1983. Handbook of the Birds of Europe the Middle East and North Africa. The Birds of Western Paleartic. Vol. III. Royal Society for the Protection of Birds. Oxford University Press.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Del Hoyo, J., Elliott, A. &amp;amp; Sargatal, J. (Eds) 1996. Handbook of the Birds of the World.Vol. 3. Lynx Edicions, Barcelona, Espana. 882 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Devort, M., Trolliet, M. &amp;amp; Veiga, J. 1986. Les Bécassines et leurs Chasses. L’Orée, Bordeaux, France. 368 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Godmann, F., 1870. Natural History of the Azores or Western Islands. Jonh Van Voorst, Patermoster Row, London.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Green, R. E. 1982. A Study of the Breeding Biology of commun Snipe (Capella gallinago) o¬n Lowland water Meadows in Cambridgeshire, England. I. W. R. B., W. S. R. G. Newsletter 8: 8-9.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Green, R. E. 1983. Progress Report o¬n Studie of breeding commun snipe o¬n Lowland Water Meadows in England. I. W. R. B., W. S. R. G. Newsletter 9: 26-28.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Green, R. E., 1985. Estimating the abundance of breeding Snipe. Bird Study. 32: 141-149.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Hartert, E. &amp;amp; Ogilvie-Grant, W. R., 1905. o¬n the Birds of the Azores. Novitates Zoologicae. XII: 80-129.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mason, C. F. &amp;amp; Macdonald, S. M. 1976. Aspects of the Breeding Biology of Snipe. Bird Study 23: 33-38.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Noticiário Ornitológico, nº 186, Maio 2005.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ogilvie, F. M. 1920. Field Observations o¬n British birds. Selwyn &amp;amp; Blount Ltd, London, U. K. O. N. C.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Pereira, C., 2005. Recenseamento de Galinhola Scolopax rusticola, de Narceja Gallinago gallinago e de Bufo-pequeno Asio otus no Arquipélago dos Açores. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves 49 p. Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Reis Jr., 1924. Notas Ornitológicas – A Reprodução em Portugal de Gallinago gallinago (Lin.). Anais do Instituto de Zoologia da Universidade do Porto. Pp 35-39.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Rouxel, R. 2000. Les bécassines du paléartic occidental. Publ. OMPO. Ed. Eveil Nature, Saint-Yrieix-sur-Charente, France. 304 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Rufino, R. (Coord.), 1989. Atlas das Aves que Nidificam em Portugal Continental. Publ. CEMPA/SNPRCN, Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Rufino, R. &amp;amp; Neves, R., 1991. Snipe o¬n Grasslands in Portugal. Wader Study Group Bulletin 61, Supplement: 31-32.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Santos Jr., J. R., 1979. As narcejas e a sua criação em Trás-os-Montes. Cyanopica I (2): 1-14.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tuck, L. M. 1972. The Snipes: A Study of Genus Capella. Canadian Wildlife Service. Monograph Series- Nr 5: 429 p.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Williamson, K. 1959. Snipe at St. Kilda. Bird Notes 29: 5-9.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Williamson, K. 1960. The development of young Snipe Studied by mist-netting. Bird Study 7: 63-76.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto&amp;nbsp;e fotos de Carlos Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6440569089179010726?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6440569089179010726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6440569089179010726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/12/narceja-e-sua-nidificacao-em-portugal_09.html' title='A Narceja e a sua Nidificação em Portugal'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TQDv-mp5jHI/AAAAAAAABgI/sQgB07QVV44/s72-c/cria+de+narceja+com+duas+semanas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6110050785924439399</id><published>2010-12-05T14:37:00.006-01:00</published><updated>2010-12-05T14:56:02.403-01:00</updated><title type='text'>Observadas em Santa Maria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPuxgs6tmMI/AAAAAAAABfY/NJV9g8Hq50g/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPuxgs6tmMI/AAAAAAAABfY/NJV9g8Hq50g/s320/1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPuxijwalII/AAAAAAAABfc/WA2W2C1QJys/s1600/6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPuxijwalII/AAAAAAAABfc/WA2W2C1QJys/s320/6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6110050785924439399?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6110050785924439399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6110050785924439399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/12/observadas-hoje.html' title='Observadas em Santa Maria'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPuxgs6tmMI/AAAAAAAABfY/NJV9g8Hq50g/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-5562366308187062488</id><published>2010-11-30T00:03:00.006-01:00</published><updated>2010-12-02T10:57:18.466-01:00</updated><title type='text'>Galinholas na Bulgária</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbPUwnBbI/AAAAAAAABeY/MJx1CTiaLeg/s1600/1+%25282%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbPUwnBbI/AAAAAAAABeY/MJx1CTiaLeg/s320/1+%25282%2529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Impulsionados pela paixão que nos anima pela caça em geral e em especial pela caça da Galinhola, aproveitando umas passagens aéreas acessíveis, um programa de caça e de estadia na Bulgária que nos pareceu equilibrado, lá nos decidimos a fazer esta viagem.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tudo foi programado ao pormenor, excepto a densidade de galinholas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Optamos em boa hora pela companhia aérea Lufthansa, um símbolo de eficiência e de tratamento exemplar para com os nossos dois Setters Ingleses, indo ao ponto de, numa escala de 03h00 que tivemos de fazer em Frankfurt, ter realizado uma limpeza às caixas de transporte dos cães, colocado no fundo das mesmas um papelão absorvente e ainda de ter dado de beber aos animais. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foi realmente um tratamento excelente e por um preço mais baixo quando comparado com os custos praticados pelas companhias de aviação nacionais e por outras estrangeiras. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Voltando ao nosso percurso, partimos de Ponta Delgada com passagem por Lisboa e Frankfurt até ao destino final Sofia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De Ponta Delgada a Varna, ida e volta, são cerca de 12 000 Kms. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Chegados à capital Búlgara, dirigimo-nos de carro, num trajecto de 06h00, até Varna, que se situa mesmo junto do Mar Negro e em cujos bosques se encontra a nossa famosa Galinhola, que nesta época do ano chega àquelas paragens fugida dos rigores do Inverno Russo e, sobretudo, do&amp;nbsp;Siberiano. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É realmente necessário sentir muita paixão pela caça para se empreender uma viagem&amp;nbsp;desta magnitude&amp;nbsp;e com algumas noites sem dormir à mistura.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A Bulgária é um país dos Balcãs, com cerca de 7,7 milhões de habitantes e que integra hoje a NATO, sendo, desde 2007, também membro da União Europeia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Cerca de 84 % da sua população é Búlgara e a restante advém de outras comunidades, com destaque para a Turca e Cigana. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Após a II Guerra Mundial e até 1990, esteve sob domínio da União Soviética, o que explica o facto da maioria esmagadora da população falar apenas o Búlgaro e entender o Russo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É também um país com muitos problemas, com uma grave crise demográfica, com uma base produtiva baseada na Agricultura e Floresta, nalguma reparação Naval e com dois produtos de excelência que são os iogurtes e o óleo de rosas, o que é muito pouco para fazer face ao atraso estrutural que apresenta, olhando, por isso, para a Senhora Merkel e para a poderosa Alemanha à espera de um milagre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Caçamos 4 dias às Galinholas, num terreno com uma cobertura muito forte de carvalhos e estes eram de tal forma densos que tínhamos, por vezes, dificuldades em nos deslocarmos em tais condições. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Paralelamente fizemos ainda umas caçadas às Codornizes bravas e a umas Perdizes Cinzentas, estas últimas, na sua maioria, reproduzidas em cativeiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu, o José Carlos, o Carlos Pedro Jorge e o Jorge da Benedita, andamos cerca de 60 Kms atrás das Galinholas e vivemos lances extraordinários, sobretudo protagonizados pelo Setter Inglês Hudin, que o José Carlos e o Jorge souberam concretizar com o aproveitamento máximo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A primeira Galinhola foi abatida pelo Carlos Pedro Jorge e cobrada pela Setter Inglesa Madona. Se eu a deixasse fazer tudo o que desejava teria de ir busca-la a Moscovo, dada a intensa Paixão que a movia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Acresce a emoção das paragens feitas pelos cães a corços no interior dos bosques, a que se seguiam os gritos de alerta do guia a dizer: não, não, não… que nós respeitávamos, obviamente. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tirando estes momentos extraordinários, e em termos gerais, esta caçada às Galinholas na Bulgária ficou aquém das nossas expectativas já que fomos traídos pelo Clima, o único factor que não chegamos a programar na elaboração desta empresa. É que ao contrário dos anos anteriores, o tempo na Rússia e naquela parte da Europa em particular, estava mais quente para o que seria normal nesta época do ano, alterando assim a rota de emigração das Galinholas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em síntese, as Galinholas com que nos deparamos foram em menor número do que aquele que esperávamos encontrar. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O clima está mudar; os incêndios sucedem-se com resultados terríveis para as Galinholas e todo este cenário merece uma reflexão muito profunda. Incluindo nos Açores e no que diz respeito às Galinholas endémicas deste arquipélago.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que podemos concluir nesta fase é que as condições climatéricas são determinantes na caça às aves de arribação e que o clima está a mudar brutalmente. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não obstante o esforço da nossa tradutora e dos dois guias que conheciam bem os terrenos de caça, a Organização também ficou&amp;nbsp;abaixo das nossas melhores expectativas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;As condições de alojamento eram sóbrias, rigorosas e com uma lareira poderosa que as condições atmosféricas exteriores infelizmente não justificavam.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A comida era razoável, tal como a Grapa, uma espécie de água ardente que os Búlgaros bebem como aperitivo e a acompanhar as entradas compostas por saladas e massas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Como curiosidades desta aventura búlgara, junto a capa de uma &lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbRCK9m5I/AAAAAAAABec/Y_7oslYtoI0/a%20%282%29.jpg"&gt;revista de caça búlgara&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;, uma foto de uma&amp;nbsp;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbRtD0bJI/AAAAAAAABeg/AbhjHhZZqMY/b.jpg"&gt;Lebre&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt; enorme atirada pelo José Carlos e uma ave cobrada pelo Carlos Pedro Jorge que&amp;nbsp; julgo ser um &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbSwYgu2I/AAAAAAAABek/OWw8orWD0NI/s512/c%20%282%29.jpg"&gt;macho de codorniz albino&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;, mas quanto a isso aguardo a confirmação do Carlos Pereira."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto e fotografias da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-5562366308187062488?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5562366308187062488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/5562366308187062488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/galinholas-na-bulgaria_30.html' title='Galinholas na Bulgária'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPQbPUwnBbI/AAAAAAAABeY/MJx1CTiaLeg/s72-c/1+%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6560003270776459857</id><published>2010-11-29T11:03:00.007-01:00</published><updated>2010-11-29T12:53:20.556-01:00</updated><title type='text'>Um Jovem Caçador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPOWSn9-n8I/AAAAAAAABeE/_hDTrRKqwn8/s1600/Fotografia0112.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPOWSn9-n8I/AAAAAAAABeE/_hDTrRKqwn8/s320/Fotografia0112.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;"Nos anos mais recentes e a convite do amigo Carlos Bentes, tenho participado numa caçada às perdizes e lebres promovida pela Associação de Caçadores e Pescadores de Gomes Aires, no Alentejo profundo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No ano passado conheci nessas andanças o jovem caçador Dinis e este ano voltei novamente a encontrá-lo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Dinis tem 12 anos e desde os 5 anos que acompanha o Pai nas caçadas... e sem ser preciso ir acordá-lo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A sua motivação é genuína e corre-lhe nas veias aquele dom e a paixão que os verdadeiros caçadores têm. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que nele mais me impressiona é a determinação na condução dos seus cães, dos quais refiro apenas o nome de alguns deles: o Magano, o Pouca Sorte, a Teresa e a sua nova companhia que é a pointer fêmea, Travessa. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa época em que todos os factores se conjugam para afastar os caçadores da prática cinegética e dificultar a entrada dos jovens no mundo da caça, é de louvar a atitude do Dínis e fazer votos para que floresçam muitos mais como ele, incluindo também aqui nos Açores."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografia da autoria de Gualter Furtado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6560003270776459857?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6560003270776459857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6560003270776459857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/um-jovem-cacador.html' title='Um Jovem Caçador'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPOWSn9-n8I/AAAAAAAABeE/_hDTrRKqwn8/s72-c/Fotografia0112.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1647773115866290215</id><published>2010-11-28T15:25:00.014-01:00</published><updated>2010-11-29T10:13:03.488-01:00</updated><title type='text'>Recordar é Reviver - O Troféu de Caça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPKCVzVh-rI/AAAAAAAABeA/1ud1LpyF12M/s1600/TROPH%25C3%2589E+DE+CHASSE_Claude+Monet_1862.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPKCVzVh-rI/AAAAAAAABeA/1ud1LpyF12M/s320/TROPH%25C3%2589E+DE+CHASSE_Claude+Monet_1862.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A caça ao troféu, apenas e só pelo troféu é, dentro da actividade venatória, a que menos argumentos apresenta para a firme defesa dos Caçadores. &lt;br /&gt;Pessoalmente muito me custa a compreender a morte de um animal pela mera razão do bicho ostentar um conjunto de atributos físicos exemplares, que depois de medidos e certificados são transformados em pontos, medalhas e demais distinções.&lt;br /&gt;Nessa busca pelo maior e mais belo troféu, não estará também a ser prejudicada a qualidade genética das espécies caçadas? &lt;br /&gt;Não falarei nem de um, nem do outro, porque não entendo semelhante comportamento e porque, quanto à questão, também não lhe sei a resposta. &lt;br /&gt;Dedico sim as linhas que se seguem a todos aqueles que buscam no lance de caça uma experiência pessoal enriquecedora, uma memória para a vida, uma narrativa, o seu verdadeiro troféu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O troféu de caça não se trata somente de uma recordação e muito menos de uma mera demonstração de triunfo. Perpetua uma memória e honra um animal; seja através da pena de pintor da galinhola, das navalhas de um javali, das hastes de um veado, do crânio de um lobo ou do corpo inteiro de um leão.&lt;br /&gt;Nele valoriza-se o modo como viveu e foi abatido, jamais o facto de estar morto – o que menos importa.&lt;br /&gt;A moderna taxidermia oferece-nos verdadeiras obras de arte que procuram representar a relação que o caçador desenvolveu com o animal no decurso da caçada. &lt;br /&gt;O troféu ideal será o de corpo inteiro, mas nem todos os caçadores possuem capacidade para tal, por diversos factores.&lt;br /&gt;Independentemente do tamanho ou da parte que se optar por manter, o que nele deve ficar imortalizado é o espírito e a essência do animal, sob pena de o diminuir e desvalorizar.&lt;br /&gt;A pose sobre a qual ficará imortalizado deverá ser a mais natural possível, de modo a poder transmitir-nos como se movimentava e vivia, devendo evitar-se exageros antinaturais ou atitudes demasiado agressivas.&lt;br /&gt;Concluído e observado esse trabalho por si só, na ausência do caçador e sem a sua explicação, por mais admirável que se nos possa apresentar, ficará imperceptível tal conexão e não o compreenderemos. &lt;br /&gt;Tudo não passará de uma montagem inerte, que nada nos transmitirá,... um desperdício!&lt;br /&gt;O troféu é único e permanece vivo apenas na memória do caçador que o tomou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se consegue verdadeiramente um troféu de caça num ambiente fechado, artificial e controlado. &lt;br /&gt;O caçador, para o poder ganhar, deve assumir o predador que existe em si, integrar-se e envolver-se intensamente na perseguição do animal selvagem, tentar conquista-lo na natureza bravia e aceitar a possibilidade de derrota, de não conseguir alcançar o alvo.&lt;br /&gt;Jamais deverá confundir-se o troféu de caça com um prémio desportivo, atribuído e testemunhado por estranhos, porque a caça é pessoal e muitas vezes um acto solitário, pelo que deve ser o próprio caçador a decidir se o merece realmente. Decisão essa baseada no seu conhecimento e experiência.&lt;br /&gt;Não deixa de ser, antes de mais, um objecto de recordação, emblemático do animal e do seu local de origem, que acabará por ser exposto num espaço distinto e distante do lugar onde foi capturado, porém, ao contrário dos outros artigos de recordação, o troféu de caça é único, não pode ser produzido em série, comprado e muito menos oferecido, porque simplesmente não teria qualquer significado ou lugar na narrativa verídica que lhe devolve à vida.&lt;br /&gt;Tudo se inicia no próprio acto de caça e desenvolve-se ao longo das etapas de conversão do animal numa tábua ou num&amp;nbsp;elaborado diorama, através de um processo que transformará o animal vivo e impessoal numa representação da relação íntima e única que possui com o caçador, procedente do drama&amp;nbsp;entre a presa e o predador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras etapas após a tomada do animal é a realização do quadro de caça, muitas vezes perpetuado através da fotografia.&lt;br /&gt;Até este procedimento, se bem observado, distingue-se do retrato turístico partilhado com os amigos por ocasião do relato da viajem. Neste, o turista apresenta-se descontraído, por vezes em movimento, sem grande cuidado quanto ao enquadramento da imagem e, em todas, aparece defronte do motivo fotografado. &lt;br /&gt;Tal já não acontece na fotografia de um digno troféu de caça.&lt;br /&gt;Verifica-se o respeito pela regra dos terços, quanto ao enquadramento; a apresentação do animal – se de corpo inteiro – é retratado de lado e deitado sobre as suas patas.&lt;br /&gt;A fotografia é tirada ao nível da altura do bicho ou um pouco mais acima; o caçador apresenta-se por detrás do troféu, sobre os seus joelhos, de modo a evitar que apareça o calçado ou as suas pernas e, por vezes, a arma é colocada à frente e encostada ao corpo do animal, sem munição na câmara e numa posição de segurança.&lt;br /&gt;Mesmo tirando o turista uma fotografia a uma espécie selvagem, no seu ambiente natural, pouco mais poderá acrescentar sobre a mesma, porque quase não interagiram. Limitou-se a observa-la de uma segura e controlada distância.&lt;br /&gt;A fotografia do troféu de caça encerra uma história de perseguição, contada com grande entusiasmo e pormenor em relação ao local, às movimentações, à escolha daquele animal específico, à aproximação, ao disparo, à emoção sentida aquando do cobro.&lt;br /&gt;Com o quadro de caça, o caçador, além de concluir um conto de vida e de morte, ao levar o troféu consigo e o expondo na sua sala, perpetuará as características, o comportamento e as qualidades de tão cobiçado animal, através da memória pessoal e&amp;nbsp;da narrativa. Por outras palavras: em casa, devolve-o à vida e caça-o novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito deste tema, aqui vos transcrevo “Caçadas No Meu Quarto”, da autoria de Eduardo Montufar Barreiros, retirado do seu livro “Caça – Memento Venator”, datado de 1900, que, para além de integrar um valioso documento histórico, constitui uma pérola da literatura cinegética nacional e&amp;nbsp;é um auxiliar importante para a compreensão deste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meio surdo; meio cego – porque a tanto corresponde o só ver com o auxílio de vidros de diversos graus – e trôpego – porque assim se pode chamar a quem pouco mais faz do que palmilhar quotidianamente pelas ruas de Lisboa – vão-se-me fechando, para a caça, progressivamente, como o bicho-da-seda, os âmbitos materiais da existência.&lt;br /&gt;Mas não tenho tristezas, porque, em compensação, alargam-se-me os âmbitos da fantasia. E quando escarrancho as lunetas no nariz, ou quando ainda me faço puxar pelo burro nas ladeiras pedregosas da minha Arrábida, gozo nesses momentos – em que esses artificiais meios me transportam iludido, temporariamente, á realidade – mais do que não gozei quando, ali, vivia por mais tempo, sem consciência com os meus verdadeiros olhos, e as minhas desajudadas pernas.&lt;br /&gt;E lucra-se, dia a dia, em ser surdo.&lt;br /&gt;Surdo, porém, cego e entrevado, de todo, que venha a estar, ainda espero continuar caçando… a sonhar, então Deus é grande!&lt;br /&gt;Agora uns pássaros quaisquer pintados em papel, recortados e colados nas paredes, e nas vidraças do meu quarto, povoam-no da precisa caça para, sem sair dele, todas as manhãs eu cair numa poltrona, extenuado do sem número de tiros que disparo.&lt;br /&gt;E não há só esses pássaros – que eu tenho de transformar, com a imaginação, ora na rápida perdiz que me foge através do ar, e da qual me parece até ouvir o estrepitar das asas, ora na silenciosa galinhola, que se esquiva por entre o arvoredo dumas aguarelas do Perez de Castro, ora, finalmente, em codornizes, que me saltam detrás das flores de uma jarra.&lt;br /&gt;Não há só esses pássaros; tenho, em quadros, a bem desenhada caça morta de Traviés; os grauss, os coelhos, e as raposas de Ansdell; e até gansos e veados de Badmer: brutinhos, que, vistos no ponto da espingarda, todos me parece saírem dos quadros, ressuscitados, e em movimento.&lt;br /&gt;E, mais ao vivo, possuo ainda, pregada na parede, a cabeça embalsamada de um veado que matei – a valer – e cujos olhos de vidro, mais imorredouros que os seus naturais foram, nem a verdadeiros tiros agora morreriam.&lt;br /&gt;Mas, na força da fantasia, prescindo até de uns e outros, e crio, sem que existam de todo, coelhos e lebres, que, junto do rodapé, e por entre os pés dos móveis, ou por detrás das árvores de um biombo pintado por minha mulher, se me afiguram acudindo às tocas, através dos matos rasteiros, ou saltando e correndo, às furtas e às carreiras, por entre bosques e balseiras.&lt;br /&gt;Todos este bichinhos eu fuzilo, com tiros, de imaginação ainda, pois nem sequer desfecho a arma para não estragar a fecharia. São tiros que não fazem bulha, a não ser quando os imito com a boca: pan! Pan!&lt;br /&gt;E não fazem gasto de cartuchos, e, melhor que tudo, não custam sangue.&lt;br /&gt;Activam a circulação do meu, e nesse higiénico atear da vida, em que me esforço para recuperar a que o decorrer do tempo me vai levando, acodem, vivas, as imagens remotas do meu passado, a povoarem ainda esses limitados espaços do meu quarto.&lt;br /&gt;Pelas janelas vejo, na realidade, horizontes largos donde emergem algumas das mais saudosas. Tenho a meus pés o amplo Tejo, tantas vezes por mim cruzado nas boas e más monções que lá me levaram á caça. Diviso as colinas da outra banda, com a Trafaria – a dos juncais quentes de codornizes – ao cabo; e, mais longe, a esbater-se, e a tornar-se misteriosa já, aquela serra da Arrábida, tão minha, ainda hoje o meu encanto, e o derradeiro sítio em que talvez caçarei. Lá adivinho, na depressão da serra, Calhariz, com o palácio e as matas, sítios que ressuscitam em mim doces lembranças de decorridos tempos.&lt;br /&gt;Mas os olhos do meu espírito devassam os outros horizontes que á vista se me escondem: os das minhas outras caçadas por todo o meu país, essas que aí ficam nestes contos.&lt;br /&gt;Não sei porquê, na perdiz que rapidamente me foge entre o grande retrato da minha avó – um pastel de Belolli – e uma aguarela de sem nome, vejo aquela perdiz que na Azambuja chumbei na volta de um cabeço, e que, derreada, se afastou de mim sobre o curto mato – continuação daquele de que saltara – e depois, voou por cima das vinhas verdejantes do vale, por entre as árvores de fruto e as oliveiras que ma escondiam, diminuída já de volume pela distância, mal se vendo só por fim, pelo reflexo do sol nas luzentes penas, até desaparecer, caída num cerrado de pedras soltas. &lt;br /&gt;E lembro-me, que ao abrir os olhos, que fechara para descansar a vista, via ao pé de mim o meu perdigueiro com ela já na boca!&lt;br /&gt;O caso era fantástico; e o olhar risonho do meu cão até me parecia diabólico.&lt;br /&gt;Pois se és caçador – tu que me lês – já o mesmo, de certo, te aconteceu, pouco mais ao menos: a perdiz que o cão me trazia á mão não era ela; era outra, que eu matara com o mesmo tiro que fizera àquela, e que eu nem sequer vira.&lt;br /&gt;E os tiros dobrados que eu acerto, desforrando-me assim dos poucos que fiz a valer?&lt;br /&gt;Destes, dos verdadeiros, conto só dez em toda a minha vida de caçador; mas o extraordinário é que, desses, seis foram, num só ano, ás perdizes. Eram estas, perdigotas; mas um tiro dobrado… sempre é um tiro dobrado: não perde o mérito por mais fácil que seja a caça. O desdobrar a vista, o calcular o tempo, para, com serenidade e firmeza, apontar e derrubar as duas peças saltadas simultaneamente, sempre é difícil. Falo de um tiro dobrado feito assim, porque muitos caçadores dão esse nome a dois tiros, logo que os disparem seguidos, embora a caça não salte a um tempo… e chamam-nos assim, mesmo quando os erram. Desses, disparei muitos.&lt;br /&gt;Foi aquela meia dúzia em Sintra, num ano já remoto, em que eu contava em mim os anos de Cristo, e em que a vida me sorria feliz em tudo.&lt;br /&gt;Mas voltemos aos não menos alegres, nem menos felizes tempos de hoje, e aos tiros dobrados do meu quarto, que acertam sempre.&lt;br /&gt;Nem só aos pássaros ou aos quadros os aponto. Hoje emparelharam uns a touca da Irmã de caridade, de um carvão de Brion, com a cruz das minhas espadas de Chobert.&lt;br /&gt;Foram dois tiros que ligaram, por acaso, sem eu querer, esses dois símbolos de paz e guerra; ambos de abnegação e sacrifício de vidas. As armas, porém, são laureadas na terra por glórias, que a Irmã só espera no céu. (Barreiros, Eduardo Montufar: 297 – 301)&lt;br /&gt;Tranquilo, lanço também os olhos para as minhas outras companheiras, menos nobres mas para mim mais queridas, que, através do vidro claro de um esculpido móvel, me espreitam, aprumadas e em linha, resplandecentes de cuidados e brunidos. Se com elas também algum tiro menos leal disparei, aí fica nestes meus contos confessado e assim remido.&lt;br /&gt;E, amigas minhas e ciumentas entre si, vejo-as acotovelarem-se para ser cada uma a preferida quando alguma procuro! E como sinto estremecer e vibrar nas minhas mãos a escolhida, e afagar-me quando a aconchego á cara! &lt;br /&gt;Até as últimas – a Baker, comprada ao Sousa, e a Greener dada por El-Rei, duas gentis «hamerless», conhecidas de ontem, e que ainda não experimentei, e talvez jamais experimentarei á caça – como elas respondem em carícias aos meus afectos, e como procuram, rivais das antigas, levar-me a expulsa-las!&lt;br /&gt;E conseguem-no. A minha outra Baker, e a Relley, de cães á vista, as duas, com que eu tanto atirara, lá foram repudiadas já para estranhas mãos! Nem lhes valeram os históricos pergaminhos, á primeira, de vencedora em Philadelphia, e, á segunda, de manejada por mãos imperiais e régias em Rambouillet.&lt;br /&gt;Só me não desfiz, e isso lá seria não ter vergonha! Das presenteadas: duas Barellas, iguais, que os Duques de Palmela me trouxeram de Berlim, uma carabina tirolesa, de dois canos, que meu tio Bedmar me deixou, e outra, a Werder, que El-Rei D. Luiz me deu.&lt;br /&gt;Todas trato com igual carinho sem excluir a Colt, mercenária e rude, com que na Arrábida atiro ao alvo e defendo a caça. Mas desconfio que seja a senilidade que me faça pender demais para as jovens e viçosas. Serei castigado; isso é de prever. Desenganadas de que não irão comigo á caça, serão elas que afinal de mim se desprenderão, talvez quando o meu coração delas mais precise!&lt;br /&gt;Até lá, porém, hoje com uma, amanhã com outra, e, de quando em quando, com as velhas para as não escandalizar, continuarei, enquanto puder, iludindo-as, atirando com todas às perdizes e aos coelhos que simuladamente me esvoaçam e correm pelo quarto.&lt;br /&gt;Faltam-me todavia nestas caçadas os cães, que me tornariam maior a ilusão. Das molduras espreitam-me um griffon e um basset, e, de cima da estante dos livros, dois perdigueiros de Méne, de bronze; mas, indiferentes á minha voz, não consigo que se movam. E o meu perdigueiro, o de carne e osso, o que tão fagueiro – até demais – acode a mim, e tão bem me entende, afastei-o eu, em benefício seu (e economia minha nas licenças), para as montanhas da sadia Arrábida.&lt;br /&gt;Seguem-me próximos, porém, os olhos espantados da minha consorte, mais compassivos – pelo que ela chama, indulgentemente, a minha maluqueira – do que nunca seriam, por mais que o fossem, os do meu desterrado, o «Sadi». &lt;br /&gt;15 de Agosto de 1900” (Barreiros, Eduardo Montufar: 303 – 304)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O troféu de caça é, deste modo, a recordação de um lance de caça memorável, o testemunho do enredo em que participaram e se envolveram profundamente, num determinado cenário, tanto o caçador como a presa.&lt;br /&gt;Além do prémio que representa, traduz a&amp;nbsp;veneração de um animal especial.&lt;br /&gt;Através da sua contemplação o caçador regressa à caçada e recorda cada um dos intensos momentos que partilhou com aquele animal. &lt;br /&gt;Relembra pormenorizadamente o quanto teve&amp;nbsp;de se esforçar, a concentração que lhe dedicou, as qualidades do animal e as movimentações de ambos. Muitas vezes o perigo que enfrentou e a sorte que teve em regressar.&lt;br /&gt;Sem a memória e a narrativa do caçador que o conquistou, o troféu de caça esvaziar-se-á de conteúdo e de nada valerá.&lt;br /&gt;O troféu de caça representa não o animal em si, mas a memória que o caçador dele possui antes de o ter capturado e na qual ambos revivem através da sua inédita narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia consultada:&lt;br /&gt;Barreiros, Eduardo Montufar (1900). Caça - Memento Venator. A Liberal - Officina Typographica&lt;br /&gt;Marvin, Garry (2010). Living With Dead Animals - Hunting. Wiley-Blackwell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem ilustrativa:&lt;br /&gt;Monet, Claude (1862). Trophée de chasse. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1647773115866290215?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1647773115866290215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1647773115866290215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/recordar-e-reviver.html' title='Recordar é Reviver - O Troféu de Caça'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TPKCVzVh-rI/AAAAAAAABeA/1ud1LpyF12M/s72-c/TROPH%25C3%2589E+DE+CHASSE_Claude+Monet_1862.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-7568006932570672621</id><published>2010-11-22T22:20:00.003-01:00</published><updated>2010-11-22T22:34:37.238-01:00</updated><title type='text'>Largueza</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TOrzE-m4vOI/AAAAAAAABdw/Kc3PrCuvCNw/s1600/Largueza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TOrzE-m4vOI/AAAAAAAABdw/Kc3PrCuvCNw/s320/Largueza.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da autoria de António Luiz Pacheco, Largueza, editado pela Chiado Editora, é um romance de aventuras e exploração, dividido em dois volumes e escrito numa perspectiva muito pessoal mas portuguesa, com o cunho ribatejano e rural que se poderia esperar. &lt;br /&gt;Passa-se na segunda metade do século XIX, época conturbada, plena de grandes acontecimentos, quando se desenhou o que hoje vivemos!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro tomo, de 800 páginas, explica-se e apresenta-se o que se vai passar. A acção desenrola-se no Portugal rural do século XIX, parte no Ribatejo e parte em Lisboa, cosmopolita, com referências a outras regiões. Depois, passa para Goa, mais espiritual mas ainda palco de acção. Prossegue em Angola, dura e desmedida, em plena época de desbravamento e conquista. Duas terras que tanto nos marcaram quanto nós as elas. Nesta termina um ciclo e fica aberta a porta para o outro.   &lt;br /&gt;No segundo, de 530 páginas, há um compasso de espera em Portugal e sobretudo no Alto Alentejo onde acontecem coisas importantes e de onde se parte para a grande aventura da migração para os EUA, que também os portugueses marcaram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos nos falam de bons e maus sentimentos; prémio e castigo; amizade sem fronteiras; gastronomia e caça; touros e fado!&lt;br /&gt;Guerra, lutas e morte; amor e burlesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O António Luiz Pacheco é Caçador, e dos rijos, mas que ele próprio se apresente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci em Janeiro de 1956, de famílias tradicionais, muito antigas, ricas em cultura, ligações, histórias e tradições. Fiz-me homem buscando ver e aprender coisas, sem perder de vista de onde vim nem esquecer as histórias que ouvi e aquilo a que fui assistindo nas muitas voltas e andanças da vida.&lt;br /&gt;Compreendi que nos compete mais tarde ou mais cedo, fazer a ligação entre o passado e o presente como elos de uma cadeia: - A da vida!&lt;br /&gt;Tendo crescido num período de grandes convulsões sociais, políticas e económicas, vivi sob a égide da mudança, sobretudo no campo e meio rural, quer por laços de família, como pelos estudos universitários e percurso profissional, tendo assistido ao fim de uma época e ao nascer de outra que aprendi na sebenta da cadeira de sociologia rural, ser a chamada moderna agricultura de especulação comercial que se seguiu à agricultura tradicional. Esta era a que faziam os nossos avós, sustentada e integrada, amiga do ambiente que na altura não tinha “inimigos”… estes uma invenção moderna!&lt;br /&gt;Esta transição provocou mais do que mudanças económicas grandes alterações na forma de estar e de fazer, das pessoas do campo que eu ainda ouvi em histórias ou mesmo assisti. Li à luz do petróleo e da vela; andei de carro de bois e vi lavrar com eles! Pisei uvas nos patamares; vi varejar azeitona, gadanhar e fazer cestos; assisti aos trabalhos da eira, ás descamisadas, a malhar e ao joeirar. Lembro com saudade os ranchos! Paralelamente, cacei no terreno livre e em África, tremi com o levantar das perdizes como de elefantes; mergulhei atrás dos peixes em três oceanos, em sítios virgens! Dormi no chão e ao relento, húmido de cacimbo, com o zumbido dos mosquitos e o rugir do leão; comi farinha e peixe ou carne seca, bebi água de charcas, poços e rios. Tive cães, muitos e de toda a qualidade! Conheci gente dura de vidas muito duras, privei com selvagens e senhores; sofri carga de búfalo, fui empurrado por tubarão, tive o queixo cozido com 11 pontos na praça de toiros de Évora. Fui até emigrante… mas voltei sempre à minha casa, onde nasci e à minha gente.&lt;br /&gt;Digo que sou um caçador e viajante, trabalhando apenas para o poder fazer.&lt;br /&gt;Tenho sentido orgulho em ser Português: da Universidade de Cornell às praias do Índico; das reuniões internacionais às inóspitas ilhas das Caraíbas; pelas feiras profissionais do Mundo; das costas desérticas da América do Sul às angras do Brasil; do sertão de Angola às matas frondosas de Moçambique; Nas pescarias perdidas no Atlântico Sul como nas sofisticadas ilhas do Mediterrâneo!&lt;br /&gt;Tive o privilégio de percorrer o meu país! Negociei, cacei e pesquei por todo o Portugal, de lés a lés! Vi as paisagens, aspirei os ares das serras, das planícies, das ilhas e do mar, bebi vinhos e comi de tudo! Ouvi histórias e vi coisas por toda a parte…&lt;br /&gt;Gosto de ser português, gosto do meu país e do meu povo! Concluí ao fim de mais de 50 anos… Aprendi que ser português, mais do que ter uma nacionalidade e falar uma língua é uma forma de estar no Mundo e entre os homens.&lt;br /&gt;Sou hoje e face aos que me sucedem, filhos, sobrinhos e já sobrinho-netos, uma espécie de guardião das coisas que vi e aprendi, que não podemos esquecer nem deixar perder, porque saber viver no campo foi uma ciência que levou milénios a compor, que de repente os académicos e cientistas - que se enganam muitas vezes e mudam de opinião constantemente -, vieram ensinar nas universidades era o contrário! Por quatro décadas implementaram outras ciências que deram políticas do ambiente e agrícolas, de que se fizeram extensão rural e criaram “cadernos de encargos”, e afinal… viver no campo é o que era e nunca devia ter sido mudado pelas modernas políticas, insensatas, apressadas e imaturas, ditadas por uma ânsia de modernismo de um fascismo urbano-consumista que tudo pretende controlar e moldar à sua imagem e necessidades.&lt;br /&gt;A quem assistiu ao fim daquilo que foram os tempos antigos e tradicionais, compete contar como era, ainda memória viva daquilo que nos identifica e fez de nós um povo, com história, língua e hábitos próprios.&lt;br /&gt;Hoje pretendem-se retomar algumas das coisas perdidas, porque afinal o liberalismo faliu e deixou a todos que o seguiram sem referências, perdidos a humanidade e o bom-viver, afinal a felicidade que a tradição preserva. Fala-se em agricultura “biològica” (acaso ela foi mineral ou metálica?) quando se deveria reaprender sim a tradicional, a dos nossos avós, sustentável, feita com a infinita sabedoria de milénios de vida campesina, sã e integrada na Natureza que aos poucos se foi moldando e pondo a favor, adaptada a ela e não contra ela.&lt;br /&gt;É-se anti-caça, anti-festa brava, pelos direitos dos animais e “ecologista”, afinal mais provas da imensa ignorância e da intolerância que se instalou e foi o verdadeiro flagelo do século XX, fazendo dele o século das maiores devastações da história e dos mais clamorosos crimes, contra a humanidade ou a Terra, em nome da modernidade e do desenvolvimento ou de ideais!&lt;br /&gt;Somos republicanos por imposição e pela força, assentes num assassínio e em falsos pressupostos de igualdades e liberdade. Apenas a canalha política continua a mesma!&lt;br /&gt;A nossa identidade para ser preservada, não pode ser guardada nos meios multimédia e sim na plenitude dos sentidos, como herança humana. E tem de ser praticada!&lt;br /&gt;Este livro pretende exaltar a condição de ser Português, recordar pessoas, costumes e tempos passados mas recentes, heróicos, e deixá-los para os meus. Mas é sobretudo, dedicado e uma homenagem ao nosso povo, à gente brava, valente e corajosa, sacrificada e empreendedora… numa palavra: generosa, que se estendeu pelo Mundo, estabeleceu a Pátria da Língua Portuguesa e a quem os políticos sempre atraiçoaram!&lt;br /&gt;Aos Portugueses, à minha gente, que reencontremos o orgulho e a alegria de ser aquilo que somos e não nos deixemos cair na tristeza de ser aquilo que querem fazer de nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro pode ser adquirido directamente ao autor, através do seu endereço pessoal: &lt;a href="mailto:alpacheco.quinta@iol.pt"title="copie ou clique neste endereço para enviar correio"&gt;alpacheco.quinta@iol.pt&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-7568006932570672621?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7568006932570672621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7568006932570672621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/largueza.html' title='Largueza'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TOrzE-m4vOI/AAAAAAAABdw/Kc3PrCuvCNw/s72-c/Largueza.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-3205933602435528018</id><published>2010-11-13T00:51:00.018-01:00</published><updated>2011-02-18T10:53:34.425-01:00</updated><title type='text'>Coruja-do-Nabal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TN3uEeMfxzI/AAAAAAAABdc/w3lmxDTaM04/s1600/coruja-do-nabal.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TN3uEeMfxzI/AAAAAAAABdc/w3lmxDTaM04/s320/coruja-do-nabal.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Observação extraordinária!&lt;br /&gt;Foi assim que Carlos Pereira, autor do maravilhoso livro "&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/12/aves-dos-acores.html"&gt;Aves dos Açores&lt;/a&gt;" descreveu o avistamento da Coruja-do-nabal na Ilha de Santa Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi anteontem, no final da tarde, em local que não irei mencionar - da Ilha de Santa Maria, na companhia do Victor Carreiro - Caçador,&amp;nbsp;e do Jaime Bairos - Vigilante da Natureza, que consegui tirar a fotografia que ilustra este texto, tendo sido precisamente o Victor Carreiro que detectou a presença desta misteriosa ave, no Domingo passado, quando regressava de mais uma jornada de caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que obtive a fotografia, enviei-a imediatamente ao Carlos Pereira para que a pudesse identificar.&lt;br /&gt;Na realidade, para além desta, foram avistadas mais seis, e trata-se, como mencionado, duma Coruja-do-nabal (Asio flammeus), ave - rara - invernante nos Açores. &lt;br /&gt;Já foi observada&amp;nbsp;na Ilha de&amp;nbsp;São Miguel, no Faial, no Pico e, no mês passado, na Ilha Terceira. &lt;br /&gt;São relativamente parecidos com os Mochos dos Açores (Asio otus), mas mais claros, mais corpulentos e com os olhos amarelos (o Asio otus tem os olhos alaranjados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o interesse da notícia foi&amp;nbsp;informado o Staffan Rodebrand, do BirdingAzores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título de curiosidade, duas semanas antes desta observação, o Víctor Carreiro detectou e conseguiu capturar uma coruja da mesma espécie que estava ferida, tendo-a entregue, no mesmo dia, ao Jaime Bairos,&amp;nbsp;que a enviou para a Ilha das Flores a fim de receber tratamento para, depois de recuperada, poder ser devolvida à liberdade. Porém, devido ao adiantado estado da infecção a ave acabou por sucumbir nesse percurso.&lt;br /&gt;Apesar do resultado, não deixou de&amp;nbsp;configurar este acto, por parte do Víctor Carreiro - um Caçador,&amp;nbsp;um&amp;nbsp;comportamento muito nobre,&amp;nbsp;que deve ser enaltecido e seguido por todos. &lt;br /&gt;E mencionou&amp;nbsp;o&amp;nbsp;actual presidente de uma associação dita ecológica, de nome &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/ha-cada-uma.html"&gt;Sérgio Diogo Caetano&lt;/a&gt;, em 10/12/2009, que não&amp;nbsp;entende a caça como sendo "filosoficamente compatível com a conservação da natureza"!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas: &lt;br /&gt;- Toda a informação aqui exposta, relativa à ave, foi cedida pelo Carlos Pereira. &lt;br /&gt;- Um agradecimento especial ao Victor Carreiro pela partilha de informação e pela extrema amabilidade em guiar-nos ao local.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-3205933602435528018?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3205933602435528018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3205933602435528018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/coruja-do-nabal.html' title='Coruja-do-Nabal'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TN3uEeMfxzI/AAAAAAAABdc/w3lmxDTaM04/s72-c/coruja-do-nabal.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-2542993525217709768</id><published>2010-11-08T21:19:00.004-01:00</published><updated>2010-11-10T13:18:50.936-01:00</updated><title type='text'>Caça - Memento Venator</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TNh8bkV7zXI/AAAAAAAABdY/bQoaZDT4l9M/s1600/CAÃA+-+MEMENTO+VENATOR.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TNh8bkV7zXI/AAAAAAAABdY/bQoaZDT4l9M/s320/CA%C3%87A+-+MEMENTO+VENATOR.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui vos venho apresentar um excerto, intitulado "Lebres e Coelhos", retirado do livro “Caça – Memento, Venator”, de 315 páginas, da autoria de Eduardo Montufar Barreiros, editado pel’ A Liberal – Officina typographica, obra esta datada do distante ano de 1900.&lt;br /&gt;Fala-nos todo este extracto sobre a caça às lebres e aos coelhos, sem deixar de ser uma crónica, mas acima de tudo uma recordação muito pessoal deste nobre homem.&lt;br /&gt;Optei por transcrever somente as partes que dizem respeito ao coelho em detrimento das restantes, pelo que vos suplico o perdão. Umas das razões que a isso me levou foi por ser esta, a par da caça aos patos, a que mais me fascina, enquanto o outro motivo adveio do cansaço que me provocou reproduzir vocábulos desusados.&lt;br /&gt;Convém relembrar-vos que se trata de um texto com cento e dez anos de idade, pelo que irão, por certo, admirar a virtuosa forma de expressão e também estranhar a envelhecida arte da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lebres e Coelhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso – na qualidade de caçador, se entende – fallar com sympathia d’estes bichos, que na caça, nunca tomei a sério, apesar de não os considerar indignos de um tiro – honra que elles, de certo, dispensariam receber de mim.&lt;br /&gt;Bem sei que entram no numero dos animaes bravios que, perante a lei, dão fóros de caçador a quem os persegue e apprehende; como sei também não ser desprovido de arte o modo de os apanhar.&lt;br /&gt;E não são de poucos os recursos e artificios com que a natureza dotou esses animaesinhos, para se defenderem dos meios de ataque de que ella propria armou os que os perseguem. Contradicção, apparente de certo, e necessaria para a harmonia eterna, com que ella realmente vae ceifando a vida a todos.&lt;br /&gt;Fel’os de ardende sangue, para que o amor – essa felicidade principal dos infimos – os tornasse prolificos; mas aos doze e quinze filhos, que permitiu á lebre ter, por anno (obrigando-a a ser mãe em cada um dos mezes que decorrem de fevereiro a novembro), oppôz, por inimigos todos os animaes carnivoros das florestas e dos ares, e, a mais, o homem; inimigos a que deu o prazer de os caçar – sem distincção de serem filhos ou pães – e a necessidade de os comer – tenrinhos ou durazios. Até os coelhos, que o homem classifica da mesma familia da lebre, perseguem e expulsa esta da sua companhia, e a força a uma vida toda de sustos, errante, em que tem por único abrigo a cama ao ar livre, onde se acoita de dia, vagueando, para o sustento e para os amores, só de noite.&lt;br /&gt;Dos coelhos, fez ainda a natureza, com a fecundidade de que os dotou para conservação da especie, o flagello da humanidade a destruir-lhe as searas: e, dando esta para alimento commum de ambas as especies, obrigou o homem a usar contra elles de todos os meios que lhe suggere ainda para os destruir!&lt;br /&gt;Deu a natureza, á lebre e aos coelhos, côr egual á da terra, para assim melhor se esconderem dos perigos; mas não impediu que o fumegar do corpo, vendo-se sobre as moitas, facilmente os denuncie deitados; e deixou-lhes na pellagem um ponto branco, que serve de guia, quando fugidos, aos que os perseguem.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Aos coelhos, na cultura do tal instincto, permitiu que se acobertassem em tocas sob a terra, para – melhor do que a lebre – se defenderem, a si e aos seus, mas, nas regiões em que os faz nascer, egualmente nasce a gineta, que ali os mata, e tambem o furão, que n’essas tocas, para si e para o homem, os colhe.&lt;br /&gt;Que resta, pois, para se defenderem, a esses brutinhos, a quem a natureza negou até alcance na vista, concedendo-lhes apenas a vantagem de vêr melhor de noite que de dia? Umas compridas orelhas, movediças, e que, semelhantes as cornetas acusticas, ouvem – para seu martyrio – os mais imperceptiveis sons; e um fino olfacto com que nas movediças ventas haurem os mais tenues cheiros; sentidos que os armam… só para a fuga.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Os coelhos, sem recursos eguaes aos da lebre para a fuga na carreira, mas mais atilados, esquivam-se em enoveladas e rapidas furtas, muitas vezes com vantagem, aos podengos e aos tiros; e, philosophos, recebem, quando colhidos, mais resignados do que ella, o chumbo ou o golpe fatal atraz das orelhas, que, apesar de brando, tão rapidamente lhes extingue a vida.&lt;br /&gt;Tem arte, na realidade, o caçador que, sabendo das forças e fraquezas d’estes bichos, e dos seus usos e costumes, os procura na estação ou no sitio proprios para a caçada lhe ser propicia.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;E, aos coelhos, não será tambem arte o dirigir a matilha dos esfomeados podengos, a conterem os impetos da paixão e do estomago, e a obedecerem ao caçador, que, ao aceno e á voz, ora os retem na moderada e cuidadosa busca, ora os arrebata na vertiginosa corrida atraz da victima?&lt;br /&gt;E não é arte, senão astucia, descobrir o bicheiro entre a espessa moita o coelho na cama, onde nem os raios X o fariam vêr, e despedir-lhe, na rapida furta, o pau que o deixa morto, ou o chumbo que, a corta-matto, o põe inerte, sem ele vêr o bicho?&lt;br /&gt;E as bem dirigidas batidas, a salto, em cordão com as pontas avançadas, silenciosas, fuzilando mechanicamente e disciplinadas os orelhudos de qualquer especie que levantam? e as de espera com vozearia trazendo ás caladas e immoveis portas as incautas lebres? e as feitas aos coelhos, com gritos, batendo as moitas de que fogem, sorrateiros, para traz indo lançar-se nas portas falsas? todas estas batidas não revelam saber, dextreza e arte?&lt;br /&gt;E é arte ainda, mas de outra especie, esperar silencioso e quieto, nas clareiras, á luz da lua ou pelo alvor da manhã, as lebres e os coelhos no seu pasto; ou durante escura noite, se ao candeio accodem, fuzilar – aquellas ou estes – de peito, quando, sentados, com as patas dianteiras levantadas, olham, curiosos, para o facho, sem nos verem. Nem deixa de ser tambem arte o imitar a voz dos coelhos, com o chio que os faz parar ou attrae á boca do covil para os matar a tiro; ou metter o furão ás covas, acompanhando, á escuta, o guiso que leva ao pescoço para saber da subterranea lucta, que deve trazer á rêde a perseguida victima.&lt;br /&gt;Assim é; (...)&lt;br /&gt;Mais outra vez o relembrar decorridos tempos me vem mostrar o meu estado de alma de hoje em relação ao de então; e a maior piedade, agora, pelas victimas, e o espectaculo mais vivo das bellezas do passado, invadem-me tão doce e intensamente o coração, e o espirito, que, não mais longe do que os momentos que tenho gasto em narrar este conto, já se me apresenta a caça das lebres e dos coelhos mais sympathica." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De referir que os podengos eram utilizados na caça ao coelho e à lebre, sobretudo, pela classe popular, desprovida dos bens e do conforto das mais abastadas, pelo que é por essa razão que o autor a eles se refere como esfomeados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se este de um dos mais belos livros que tenho a felicidade de desfrutar, a par de outros que tenho vindo, por aqui e convosco, compartilhando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-2542993525217709768?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2542993525217709768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2542993525217709768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/11/caca-memento-venator.html' title='Caça - Memento Venator'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TNh8bkV7zXI/AAAAAAAABdY/bQoaZDT4l9M/s72-c/CA%C3%87A+-+MEMENTO+VENATOR.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6286214428247124419</id><published>2010-10-25T22:05:00.068Z</published><updated>2010-12-08T16:46:53.111-01:00</updated><title type='text'>Há Cada Um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TMjIC7d51II/AAAAAAAABb8/hGV14R2xhK0/s1600/SDCAA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TMjIC7d51II/AAAAAAAABb8/hGV14R2xhK0/s320/SDCAA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;É de lamentar este tipo de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://planisferiodasilhas.blogspot.com/2010/10/salvem-os-cagarros-dos-cacadores-e.html"&gt;http://planisferiodasilhas.blogspot.com/2010/10/salvem-os-cagarros-dos-cacadores-e.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, quando por acaso me deparei com este disparate, enviei dois e-mails para&amp;nbsp;esse tal de Diogo Caetano, aliás Sérgio Diogo Caetano, presidente da associação Amigos dos Açores,&amp;nbsp;nascido e residente na&amp;nbsp;Ilha de São Miguel, a solicitar que me&amp;nbsp; indicasse onde se encontrava&amp;nbsp;o alegado incitamento a práticas desrespeitadoras da natureza selvagem e da lei no escrito que redigi sob o título &lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/o-cagarro-uma-relacao-intemporal.html"&gt;O Cagarro - Uma relação intemporal&lt;/a&gt;, mas até agora não obtive qualquer resposta, nem qualquer esclarecimento, porque essa construção só existe na cabeça dele e só dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que é&amp;nbsp;possuidor de uma fértil e deturpada imaginação.&lt;br /&gt;Talvez esteja a atribuir-lhe uma importância da qual esse rapaz não é, nem de longe nem de perto, digno ou sequer merecedor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de ti, não me preocupa como pensam as pessoas, mas sim como agem. &lt;br /&gt;Ao contrário de ti, não me incomodam os que pensam de modo diferente.&lt;br /&gt;Para mim evolução é o respeito pela diferença e pela diversidade.&lt;br /&gt;Para mim evolução é conseguirmos viver em harmonia e paz.&lt;br /&gt;E tu, que te consideras tão evoluído, pareces ignorar tudo isso.&lt;br /&gt;Tu até referiste ser lamentável a minha existência, como se fosse preferível a minha morte a poder pensar diferente de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa brutal certeza perante o que é – em absoluto e por agora – indiscernível, representa sob fácies de tenaz ultra-sensível uma forma peculiar de barbárie, amamentada na dupla teta da estupidez e da petulância."&lt;br /&gt;Trata-se de uma frase de Ortega Y Gasset e um desafio ao desenvolvimento intelectual que te apresento e proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho idade, paciência ou feitio, para "brincar" ao "bate e foge", como parece que tu tanto gostas de fazer e espero que esta entendas mesmo!...&lt;br /&gt;Podes até considerar-te um hábil fotógrafo, mas fui eu quem já te tirou o retrato e se o desejares também te faço a moldura com o maior dos prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentável, digo eu!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6286214428247124419?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6286214428247124419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6286214428247124419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/ha-cada-uma.html' title='Há Cada Um'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TMjIC7d51II/AAAAAAAABb8/hGV14R2xhK0/s72-c/SDCAA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-732125001006739983</id><published>2010-10-24T13:45:00.020Z</published><updated>2011-02-09T22:52:31.689-01:00</updated><title type='text'>Abertura na Ilha de Santa Maria - Época 2010/2011</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Finalmente, fiz a minha abertura!&lt;br /&gt;Por motivos de serviço cheguei a casa pelas 04H30. &lt;br /&gt;Nas duas últimas madrugadas de Domingo aconteceu-me precisamente o mesmo. Foi por essa razão que falhei a abertura oficial, no passado dia 10 de Outubro, e também a causa de não ter ido no Domingo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã estava simplesmente fenomenal - nada que já não soubesse de véspera, pois desde o início da semana que me mantinha a par da previsão meteorológica e estava decidido a quebrar o enguiço que me atormentava. Mesmo assim acabei por me deitar a fim de descansar alguma coisa, não sem antes colocar o despertador para as 08H30. De pouco me serviu porque pelas 07H00 já estava acordado, ansioso e nervoso...&lt;br /&gt;Não valia a pena ir antes, pois os lugares já estavam tomados por outros e sendo o limite de 5 peças por caçador, pelas 09H/09H30 decerto que algum já teria terminado a sua jornada pelo que encontraria espaço livre e foi mesmo isso que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optei por ir para a mesma zona da época passada e aquela área foi toda para mim.&lt;br /&gt;O Galileu cobrou-me dois coelhos - um saído a ele e outro à Galiza, não eram ainda 10H30. Nessa altura desmuniciei a arma, depositei os cartuchos no bolso e deixe-me ficar a ver os cães e a pequenina. Deram com mais alguns. Houve uma vez que a Galiza abocanhou um outro, mas o Galileu quando ia busca-lo, a Galiza, que também mo queria trazer, deixou-o escapar por entre eles, não sei se propositadamente. Foi uma boa lição para a Garota que se manteve atenta e interessada. Portou-se muito bem a aluna, sempre desenrascada, a acompanhar-nos e sem medo dos tiros.&lt;br /&gt;No percurso de regresso, pelas 11H40, fechei a conta com um coelho saído à Galiza, tendo chegado à viatura vinte minutos mais tarde, ainda com dois cartuchos na cartucheira, mesmo na hora do fecho, cansado, mas muito mais satisfeito e certamente muito mais calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei a semiautomática, uma mão cheia de cartuchos de 30grs e fiz-me acompanhar do Galileu, da Galiza e da Garota, esta última de 3 meses. Deixei atrás a Garrida, mais velha 7 meses, não fosse desalvorar a mais nova. Da próxima havemos de encontrar outra solução.&lt;br /&gt;Na ansiedade da saída acabei por trancar mal a porta do canil e quando cheguei a casa a minha mulher disse-me que a Garrida também tinha tido a sua abertura pessoal, tendo regressado pouco antes de mim... Fez ela muito bem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-732125001006739983?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/732125001006739983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/732125001006739983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/minha-abertura-2010.html' title='Abertura na Ilha de Santa Maria - Época 2010/2011'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-7043420731461752231</id><published>2010-10-21T08:29:00.002Z</published><updated>2010-10-21T08:29:52.516Z</updated><title type='text'>IV Aniversário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz hoje 4 anos que iniciei este blogue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-7043420731461752231?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7043420731461752231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7043420731461752231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/iv-aniversario.html' title='IV Aniversário'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-2168285727126550940</id><published>2010-10-12T10:01:00.018Z</published><updated>2010-11-30T10:35:40.222-01:00</updated><title type='text'>Abertura na Ilha de São Miguel - Época 2010/2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLQx-22j6oI/AAAAAAAABb0/6ir5MwCF_4M/s1600/Fotografia0004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="310" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLQx-22j6oI/AAAAAAAABb0/6ir5MwCF_4M/s320/Fotografia0004.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"No passado dia 10 de Outubro, teve inicio a época de caça ao coelho bravo na Ilha de São Miguel, sendo permitida a caça pelos “processos de salto e de espera” apenas aos Domingos e até às 15h, com o limite máximo de duas peças por dia e por caçador. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu, que ainda encaro a caça com o mesmo entusiasmo como quando tinha os 8 anos de idade, confesso que quando se trata de praticar o acto venatório na Ilha do Arcanjo, essa vontade fica-me muito limitada e se não fosse pelos meus cães, que não têm culpa dos meus humores, não caçava mais nesta Ilha. É apenas por respeito a eles que continuo a caçar na Ilha Verde – São Miguel. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como tenho feito nos últimos anos, rumei ao Nordeste, tendo chegado ao local do costume ainda de noite e visto mesmo alguns coelhos iluminados pelos faróis da carrinha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quase de imediato, qual não foi o meu espanto, comecei a ouvir tiros ainda de noite e detectei uns vultos, a transportarem uns tubos, que deduzi serem espingardas, nas pastagens que se estendiam à minha frente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi precisamente nessa altura que perguntei ao meu companheiro de caça se ele estava a perceber uma das razões que me tornavam cada vez mais penoso caçar nesta Ilha. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não desabafei o mesmo aos meus podengos, porque, repito, eles não têm culpa da falta de civismo que infelizmente alguns "caçadores" teimam em demonstrar, nem da falta de fiscalização por parte dos Serviços Oficiais… E assim vai a «caça» em São Miguel!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gualter Furtado, 11 de Outubro de 2010&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-2168285727126550940?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2168285727126550940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/2168285727126550940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/abertura-na-ilha-de-sao-miguel-epoca.html' title='Abertura na Ilha de São Miguel - Época 2010/2011'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLQx-22j6oI/AAAAAAAABb0/6ir5MwCF_4M/s72-c/Fotografia0004.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-8237892072376713306</id><published>2010-10-11T02:35:00.037Z</published><updated>2010-11-07T13:20:33.963-01:00</updated><title type='text'>O Cagarro - Uma relação intemporal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLJ3rEndMlI/AAAAAAAABbw/I7fO2UF_t3w/s1600/1884.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLJ3rEndMlI/AAAAAAAABbw/I7fO2UF_t3w/s320/1884.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Cagarro ou Pardela-de-bico-amarelo é uma ave marítima, que acorre ao Hemisfério Sul durante o período de Inverno e regressa aos Açores para nidificar a partir de Março. Há, no entanto, uma subespécie designada de Borealis que apenas surge neste arquipélago, na Madeira, nas Canárias e também nas Berlengas.&lt;br /&gt;A sua história confunde-se com a vivência dos habitantes destas ilhas açorianas, tendo sido mesmo um importante recurso económico, mas que alguns dos ditos ecologistas e amigos dos animais fazem por omitir e por esconder nas diversas campanhas que levam a cabo em prol deste animal.&lt;br /&gt;O texto que se segue tem por objectivo alertar&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;necessidade de olharmos o cagarro pelo que&amp;nbsp;foi e pelo que é na verdade e não pelo que alguns pretendem que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cagarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma ave que Habita tanto as falésias que confrontam com o mar como os ilhéus. &lt;br /&gt;Alimenta-se de outros seres vivos - peixes, crustáceos e lulas e consta no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de pouco preocupante no Arquipélago dos Açores, pelo que não se trata, de todo, de uma espécie cuja existência se encontre em perigo, como parece que alguns desejam fazer crer.&lt;br /&gt;As ameaças à sua subsistência advêm, sobretudo, da destruição dos locais de nidificação desta ave em resultado da expansão humana.&lt;br /&gt;Encontra-se incluída no Anexo I da Directiva Aves e no Anexo II da Convenção de Berna (Pereira, Carlos: 43) e a sua captura nos Açores é considerada contra-ordenação, punida com uma coima.&lt;br /&gt;De referir que, nalgumas Ilhas do Grupo Central do Arquipélago Açoriano ainda é utilizada como isco na pesca e na Ilha de Santa Maria&amp;nbsp;continua a ser empregada na gastronomia local, o que acontece&amp;nbsp;desde a altura do povoamento, sendo essa a razão por que são apelidados os&amp;nbsp;habitantes da ilha mais oriental dos Açores, de&amp;nbsp;Cagarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caça do Cagarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A captura de cagarros, na Ilha de Santa Maria em particular, é uma prática ancestral e bem vincada nos usos e na mais genuína tradição mariense, sobretudo nos costumes de duas das suas freguesias mais típicas e emblemáticas da terra, como é o caso de Santa Bárbara e de Santo Espírito, mas não só.&lt;br /&gt;A introdução desta ave na&amp;nbsp;gastronomia insular adveio da carência alimentar com que se depararam os primeiros povoadores e também da necessidade de preencher outras privações pois, para além da carne também proporcionava o fornecimento de ovos, de azeite e de penas, como muito bem nos narra Gaspar Frutuoso, n’ “As Saudades da Terra”, através da pena de João Gago da Câmara, em “Recordações”.&lt;br /&gt;Gaspar Frutuoso,&amp;nbsp;natural da Ilha de São Miguel&amp;nbsp;e falecido em 1591, descreve-nos detalhadamente os usos e costumes, a geografia e a história do arquipélago açoriano e igualmente como se processava a caça ao cagarro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Também se acharam nestas ilhas pardelas e estapagados e garajaus: os estapagados eram tão grandes como pombos torcazes ou frangas, brancos pela barriga e pretos pelas costas, tinham pouca coisa o bico retorto na ponta. Eram tantas as pardelas e estapagados que em casa de um Manuel Fernandes, o Tosquiado de alcunha, uma véspera da Páscoa, tomaram setecentos, entre umas e outras, das quais vendeu seu pai a um Álvaro Dorta duzentas por duzentos reis, a real cada uma. E sua mãe mandava chamar as vizinhas que lhe viessem depenar as pardelas, com condição que lhe deixassem a pena e levassem a carne. O qual Manuel Fernandes, com outros ao Pico da Murta, ia fazer fogueiras, pondo-se ao sol, encostados ao pau que tinham atravessado, com que ficava feita uma grade onde as pardelas cegas com o fogo se tivesse, caindo ali, e não fossem pela ribeira abaixo; e os cães que levavam, indo pelo pau atravessado, tomavam as pardelas que na grade esbarravam e uma a uma as deitavam fora de água, tão destros andavam neste ofício, trazia cada cão um chocalho, para que os caçadores de noite fossem tomar a caça onde os ouvisse.&lt;br /&gt;Têm as pardelas esta qualidade que ainda que caiam fora do fogo com que se encandeiam grande espaço, vendo a fogueiro, vão direito a ela, e ali as tomavam. São pretas, como corvos, mas têm o corpo pesado como patas, e têm o bico revolto como gavião; depois de depanados de feição de áden.&lt;br /&gt;Das novas se fazia mais azeite, não fazendo mais que depená-las e esfolá-las e da pele se fazia mais quantidade por ser tudo gordura e a carne não se aproveitava.&lt;br /&gt;Indo tomar as novas nas covas onde estavam, logo lhe iam com a mão ao pescoço e lho apertavam, para que não deitassem o azeite fora, porque se não lho apertassem eles o deitavam logo todo pela boca fora, que parece criá-lo dentro de si, além do que lhe tiravam da pele quando o derretiam. Estando os caçadores em casa e acertando de bulir com os chocalhos logo os cães eram espertos e se alevantavam olhando para eles, parecendo que já queriam ir caçar às pardelas, como costumavam, e às vezes não podendo trazer tantas, com carros as iam buscar ao mato.&lt;br /&gt;O mesmo Manuel Fernandes, com seu pai Estêvão Fernandes e um João Jorge, todos da Ribeira Grande, em uma noite, véspera da Ascenção, mataram sete mil e seiscentas, afora outras que apanharam outros caçadores o dia seguinte, onde ficaram embrenhados pelas moutas e buracos da terra porque são aves que não se alevantam de dia, ainda que as deitem a voar e logo caem no chão, pelas cegar o ar claro. A pena delas é tão boa como a das patas, e ainda melhor. Não comem senão peixe, sendo novas, não cria um casal senão outro; parece que criarão muitas vezes no ano, pois tanto multiplicam. Era tanta a gordura nelas que um Salvador Fernandes e seu cunhado Manuel Fernandes faziam delas, cada dia que iam ao mato caçá-las, uma jarra de três canadas de azeite, entre o que deitavam pela boca e da gordura da pele delas, que esfolavam. E um Bartolomeu Roiz Cariboino, morador no telhal da Ribeira Grande, com Sebastião Vaz, mulato de Baltazar Vaz de Sousa, foram à caça delas uma noite na Ribeira da Praia, com fogueiras, onde tomaram mil e setecentas.&lt;br /&gt;Um João Gonçalves, o Grande, caçador de pardelas pelo que se chamou João Gonçalves Pardela, e um seu filho que chamavam depois Gaspar Gonçalves, o Pardelinha, por herdar este nome do pai, uma noite no Pico da Murta, depois de ter a fogueira feita, choveu tanta água que lhe apagou e ele andou resguardando dois tições para a tornar e reformar, não fazendo senão assoprar e roçar um tição no outro, por se lhe não apagarem; ali caiam as pardelas sobre ele e sobre os tições, com que tomou grande soma delas e pelas caçar se fogueira, com os tições somente, se maravilhavam todos, dizendo: assim tomou este tantas pardelas e dali lhe ficou chamarem-lhe João Gonçalves Pardela. &lt;br /&gt;Cada dez pardelas, ordinariamente, davam uma canada de azeite e mais as caçavam por ele do que por elas.&lt;br /&gt;Ainda que tomavam no tempo antigo tanto número de pardelas, e na Ribeira da Praia, da banda de Vila Franca, matavam em uma noite dez mil estapagados, há anos que são desinçados assim eles como as pardelas. Dizem que desapareceram depois que houve nesta ilha furões que as degolaram todas nas covas, como fazem às galinhas no poleiro; e de maravilha se acha alguma em alguma rocha. E na verdade parece que as não matavam, mas elas mesmo se matavam a si, caindo nas fogueiras, principalmente em tempo de névoa, em que a claridade e fumo de lume desciam maior número delas, e não podendo os cães pegar todas, ficavam muito embrenhadas nas covas da terra, cuidando que ali estavam seguras, mas ao outro dia outros caçadores vinham carregados e em uma só cova achavam vinte, trinta ovos, não porque não pusesse uma mais que dois, senão porque punham muitas no mesmo lugar e se encovavam em uma mesma cova, da qual tirando às vezes uma e tornando a meter a mão achava, outra, e aquela fora tiravam outra, até vinte e trinta.&lt;br /&gt;Na entrada de Fevereiro vinham os estapagados do mar à terra a limpar as covas, e ali se retinham os dias que não vinham, e depois tornavam no mês de Março, em que pondo seus ovos, se deitavam no choco. E as pardelas vinham do mar a criar à terra da entrada de Maio. Uns e outros, dizem alguns, que não criavam mais que um pintão; outros afirmam que dois. Os estapagados entre um chocar e criar, punham três meses, Março, Abril e Maio, e as pardelas punham cinco, Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro. Eram tão gordos os filhos que cada onze, doze, treze, davam uma canada de graxa, e às vezes, quando as traziam do monte, vinha correndo delas o azeite pelo caminho, ou pela boca, porque arrebentavam de gordura e enchiam os fatos dos caçadores, os quais pareciam lagareiras, que andam em lagar de azeite, e por se não vasar pela boca, às vezes lhe atavam o pescoço, e em caldeiras e panelas as derretiam, como em banha de porco, e ficava no mato grande rumo de carne delas perdida, depois de tirarem o azeite dela. No tempo de estavam em choco, eram as velhas mais gordas que antes que chocassem matavam-nas na cova com cães de busca e eram tantas que ainda que fossem dez caçadores, uns após outros, pelo mesmo lugar, no mesmo dia e em muitos dias a reo nos dois meses que chocavam, Maio e Junho e dentro nos outros dois meses depois de criadas, Agosto e Setembro, sempre achavam que tirar e cada um dos caçadores enchia um saco, em que trazia setenta, oitenta, noventa, cento.&lt;br /&gt;É de notar que em Maio e Junho era a matança das velhas nas covas e fogueiras, para comer, e em Agosto e Setembro, para azeite. Estas aves estapagados e pardelas, dizem que no Inverno andam muitas em África, e no Verão vêm criar a outros países, onde parece que vão recolher naquele tempo, por ser terra quente, e no Verão vêm criar a outras partes mais temperadas, e não em África, por ser lá a areia em que costumam criar tão quente que lhe gora os ovos de tal maneira que não criam pintões, pela qual razão vêm cá criar em outras terras mais temperadas, onde a areia ou terra temperada lhe não gora os ovos.&lt;br /&gt;Um Pero Gonçalves, da Ribeira Grande, ia muitas vezes caçar pardelas e com quatro achas que acendia matava setecentas, oitocentas juntas; e eram tantas as que caiam que quasi matavam o lume, por se cegarem com ele, e tinham trabalho de ter mão nelas e torná-las antes que se metessem na fogueira, as quais não sentiam cair senão quando as viam com a claridade do lume e os cães davam com elas, caírem caladas. Mas os estapagados como vinham bradando, logo eram sentidos. Valia oito, nove, dez pardelas meio vintém, que eram do tamanho de grandes frangas.” (Câmara, João Gago da: 43, 44, 45 e 46)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Sabor Pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comestíveis eram os cagarros capturados antes de abandonarem o ninho, que depois de depenados, de lhes terem sido retiradas a pele e a gordura ficavam do tamanho de uma codorniz. Confesso que bem temperados, fritos, picantes q.b. e acompanhados por batata frita e estaladiça eram um pitéu excepcional que muito apreciava. Os maiores eram utilizados para isca na pesca ao sargo e melhor não havia.&lt;br /&gt;Hoje em dia a captura de cagarros é um ilícito de mera ordenação social e punida com uma coima. No ano passado, em Santa Maria, foi um indivíduo identificado em flagrante e autuado um estabelecimento de restauração e bebidas que os tinha armazenado para posterior venda ao público e consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela narrativa de Gaspar Frutuoso podemos concluir que desde os primórdios do povoamento que os habitantes destas ilhas açorianas se entrelaçam num enredo complexo e delicado nos destinos destes graciosos visitantes.&lt;br /&gt;Assim o foi no passado, o é no presente e o será no futuro.&lt;br /&gt;Se no passado integravam o modo de vida&amp;nbsp;ilhéu e representavam um factor económico importante na subsistência deste povo insular, hoje o mesmo já não acontece, sendo inclusivamente omitida tal informação, como se não tivesse sido um facto marcante ou pertinente para a sobrevivência dessas pessoas. Porém não deixou de estar esta ave no centro de um sem número de actividades levadas a cabo por grupos que se auto proclamam defensores, de amigos dos animais e de ecologistas, destacando-se desses esforços a Campanha SOS - Cagarro, cuja edição de 2010 decorrerá de 1 de Outubro até 15 de Novembro.&lt;br /&gt;Essa iniciativa é patrocinada por diversas entidades, dirigida sobretudo ao público mais jovem, em idade escolar, que não possui outra alternativa&amp;nbsp;senão absorver e assimilar a informação que lhes é debitada, independentemente da qualidade da mesma, e levada a cabo através da elaboração e projecção de vídeos e de filmes, actividades de sensibilização, exposições, reuniões, palestras, t-shirts, enfim, um sem número de actividades que custam muito dinheiro e que se repetem a si mesmas anualmente e ciclicamente.&lt;br /&gt;O cagarro é por eles descrito como uma ave prodigiosa e senhora de grandes feitos, o centro de uma imensa e verdadeira paixão.&lt;br /&gt;Apelam incessantemente à sua protecção, invocam a sua defesa, rogam a sua salvação, imploram a denúncia de situações ilícitas. &lt;br /&gt;Se compararmos a mensagem que esta campanha nos transmite, que é a da urgente e inadiável protecção e defesa do cagarro com o facto da ave constar no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de pouco preocupante no Arquipélago dos Açores, acabamos por concluir que o que acaba por mover tais promotores é, realmente, um grande amor por esta ave, pois mais espécies existirão em muito piores situações que não gozam de tantos cuidados e atenção. Outros, porém, sem excluirem a primeira possibilidade, também poderão vislumbrar nesse tipo de campanhas a existência de um proveitoso negócio, um modo de vida, de projecção social e política, mais uma maneira de pagar as contas do mês, que tem por base não o amor pela ave, mas uma enorme mentira, criada e mantida, precisamente, pelos seus mentores para se auto-financiarem e projectarem na sociedade, porque doutro modo passariam completamente desapercebidos e imperceptíveis.&lt;br /&gt;O cagarro faz parte do nosso passado pelos motivos aqui expostos e com eles temos ainda uma relação forte e muita próxima, mas é necessário sermos sinceros e honestos no relato dessa história secular, por muito que possa acabar por envergonhar alguns dos seus actores mais modernos e tudo isto em nome&amp;nbsp;das gerações futuras, aquelas que tanto lhes parecem preocupar, para que nessa tradição e vivência os vindouros possam encontrar uma herança autêntica e não um logro vazio de conteúdo ou de valor, que nada vale e nada&amp;nbsp; transmite de substancial a não ser uma corrente de pensamento controversa, uma ideologia por vezes extremista e radical, desfasada da realidade e das verdadeiras necessidades das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/ha-cada-uma.html"&gt;Resposta ao "planisfério das ilhas"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmara, João Gago da (2002). Recordações. Gráfica Açoriana Lda.&lt;br /&gt;Pereira, Carlos (2010). Aves dos Açores. SPEA - Socieadade Portuguesa para o Estudo das Aves.&lt;br /&gt;Fotografia: &lt;a href="http://www.azores.gov.pt/NR/rdonlyres/B8300C48-5F89-4326-9100-4AB98BE5ABD2/354190/1884.jpg"&gt;http://www.azores.gov.pt/NR/rdonlyres/B8300C48-5F89-4326-9100-4AB98BE5ABD2/354190/1884.jpg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-8237892072376713306?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8237892072376713306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/8237892072376713306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/o-cagarro-uma-relacao-intemporal.html' title='O Cagarro - Uma relação intemporal'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TLJ3rEndMlI/AAAAAAAABbw/I7fO2UF_t3w/s72-c/1884.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-6121983312723906904</id><published>2010-10-05T13:53:00.016Z</published><updated>2010-10-05T15:53:34.458Z</updated><title type='text'>José Moniz Vence IV Troféu Dr. Gualter Furtado</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKstUtJh9EI/AAAAAAAABbU/UgTCfhzZuRA/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKstUtJh9EI/AAAAAAAABbU/UgTCfhzZuRA/s320/1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Realizou-se no passado fim-de-semana, na Ilha do Pico, o IV Troféu Dr. Gualter Furtado de Santo Huberto com cão de parar sobre perdizes vermelhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Troféu decorreu dentro de uma forte componente social e num enorme espírito desportivo. &lt;br /&gt;O conhecido Caçador Cremildo Marques, da Ilha do Pico, e os seus incansáveis Colaboradores proporcionaram a todos os participantes momentos inesquecíveis, estando já em preparação a V Edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKstoUqpHJI/AAAAAAAABbY/8fJ36hyeD28/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKstoUqpHJI/AAAAAAAABbY/8fJ36hyeD28/s320/2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;As provas foram julgadas pelos juízes José Pedro Leitão e Luís Figueiredo, ficando os primeiros cinco lugares ordenados do seguinte modo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º lugar - José Moniz (Ilha de São Miguel), com a Braco Alemã Iris;&lt;br /&gt;2º lugar - Vitor Inácio (Ilha do Pico), com o Epagnuel Bretão Maçarico;&lt;br /&gt;3º lugar - José Teixeira (Ilha de São Miguel), com o Epagnuel Bretão Kikas;&lt;br /&gt;4º lugar - Olívio Ourique (Ilha Terceira), com o Setter Inglês Toy;&lt;br /&gt;5º lugar - Duarte Nuno (Ilha Graciosa), com o Pointer Caju.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De salientar a presença dos dois decanos de Santo Huberto dos Açores e de Portugal continental que são os Senhores Henrique Pacheco e Valquírio Louro.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografias da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-6121983312723906904?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6121983312723906904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/6121983312723906904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/jose-moniz-vence-iv-trofeu-dr-gualter.html' title='José Moniz Vence IV Troféu Dr. Gualter Furtado'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKstUtJh9EI/AAAAAAAABbU/UgTCfhzZuRA/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4019761999743484972</id><published>2010-10-03T11:19:00.013Z</published><updated>2010-11-10T08:38:29.960-01:00</updated><title type='text'>Caça Fotográfica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKhmii8THgI/AAAAAAAABbQ/2xf4GEqdrP0/s1600/sandcountyalmanac.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKhmii8THgI/AAAAAAAABbQ/2xf4GEqdrP0/s320/sandcountyalmanac.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De vez em quando somos confrontados com a proposta da caça fotográfica, da substituição da espingarda pela máquina, a permuta da morte do animal pela fotografia, troca esta que nos vem escoltada por um conjunto de predicados e floreados a favor de tão luminosa alternativa como se nos estivessem a destapar o pretenso engano que, na mente dos ilustres proponentes, nos deve cobrir de negro a razão ou a anunciar a resolução para um dos grandes males do mundo, o da presença e da continuidade da caça.&lt;br /&gt;Isto vem a propósito da apresentação no jornal Correio dos Açores da versão portuguesa de um livro da autoria de Aldo Leopold (1887-1948), intitulado no original de “A Sand County Almanac”, publicado um ano após a sua morte e que nutre no seio daqueles que se proclamam ecologistas, ambientalistas e amigos de tudo e de mais alguma coisa, uma reverência deveras extraordinária. &lt;br /&gt;Enaltecem a beleza das composições, o saber dos textos, a poesia das narrativas, a relação fiel e genuína com a natureza, mas é-lhes impossível esconder o facto de Aldo Leopold ter sido um apaixonado pela caça com cão de parar, de ter sido Caçador! &lt;br /&gt;A tradução portuguesa designa-se de “Pensar Como Uma Montanha”, pelas Edições Sempre-Em-Pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mostra podemos ler o seguinte: “Paradoxalmente, ou talvez não, foi na caça que o autor adquiriu um “saber de experiência feito” que o levou a consolidar a sua paixão e o seu conhecimento da natureza. Aliás, essa experiência e prática, em articulação com o seu saber teórico, levou-o a escrever o livro Gestão da Caça. O próprio Aldo Leopold deu o exemplo ao progredir de formas mais agressivas para formas menos agressivas de caça, até evidenciar a relevância da “caça” fotográfica, um modo inofensivo de apreender o objecto da sua paixão e maravilhamento: a natureza. Daí a importância dada à percepção. É o autor que afirma: “Promover a percepção é a única parte verdadeiramente criativa da indústria da recreação ao ar livre”(Leopold: 165). Daí a importância da fotografia, da observação de animais e plantas. O troféu – que sempre foi o grande objectivo simbólico do caçador – dará lugar a formas mais altruístas de relação com a natureza.” (Emanuel Oilveira Medeiros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sand County Almanac – With Essays on Conservation&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém melhor do que Aldo Leopold para no-lo apresentar: “… Nós abusamos da terra, porque a vemos como um bem sobre o qual exercemos o direito de propriedade. &lt;br /&gt;Quando considerarmos a terra como uma comunidade à qual pertencemos, talvez possamos usufrui-la com amor e respeito. &lt;br /&gt;A terra como uma comunidade é o conceito basilar da ecologia, mas a terra é para ser amada e respeitada numa extensão da própria ética. A terra sustenta um modo cultural de colheita, é um facto sabido, mas muitas das vezes esquecido.&lt;br /&gt;Estes ensaios são uma tentativa de união destes três conceitos.”(Leopold, Aldo: 21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro desfrutamos de uma leitura fabulosa, ao longo da qual tomamos conhecimento das transformações que afectaram a quinta do Aldo Leopold, situada no Wisconsin – USA, ao longo de um ano, através de uma descrição prodigiosa que o autor fez desde o mês de Janeiro até Dezembro, dando-nos a conhecer as alterações paisagísticas, as variações da flora e as movimentações da fauna. Na versão que possuo os dizeres são acompanhados por simbólicas fotografias de uma beleza excepcional.&lt;br /&gt;Considero ser um tributo à natureza, mas sobretudo uma crítica inegável à mecanização da agricultura e à relação de propriedade com a terra, sem, no entanto, as rejeitar totalmente e propondo uma mudança de valores que irá expor ao longo de todo o volume e do capítulo “The Land Ethic”, em particular.&lt;br /&gt;Apesar de ser considerado um tratado entre os ditos ecologistas, ambientalistas e amigos dos animais, muito adversos ao tema da caça, nada nos transmite que seja contra a actividade venatória, até porque a integra naturalmente e sem preconceitos no tal modo cultural de colheita, que é mencionado acima e que se caracteriza pela estreita relação de comunidade e de amor com a natureza, onde a partilha não dá lugar à posse, afirmando mesmo que a conservação não está a chegar a lado nenhum, porque “it is incompatible with our Abrahamic concept of land”. (Leopold, Aldo: 21).&lt;br /&gt;Pretende dizer o autor com esta expressão que foi a partir de Abraão que começamos a desenvolver as sociedades da actualidade, alicerçadas, precisamente, na posse da terra. &lt;br /&gt;Que é&amp;nbsp;nessa relação que temos com a terra que residem os males dos nossos dias, pois se tivéssemos permanecido caçadores não teríamos necessidade de tomar posse do solo, nem de defende-lo do invasor como o fazemos, não teríamos de inventar uma enormidade de normas e de regras para conseguirmos viver amontoados, nem exerceríamos a pressão demográfica que hoje representamos e que está muito para além dos recursos do próprio planeta, sendo que, na base de toda esta polémica que se gerou, de todos estes graves problemas que nos afectam, está a agricultura e não a caça!&lt;br /&gt;Nos terrenos geridos pelos caçadores a fauna e flora prosperam, ao contrário do que se passa nas culturas intensivas, geneticamente alteradas e altamente mecanizadas que se destinam a alimentar as cidades. As mesmas donde se gerou o movimento que defende o conceito que dá o título a este texto - Caça Fotográfica -, que é perverso e fruto da mais profunda ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caça Fotográfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O conde de Ybes diz-nos que os ingleses iniciam uma forma de caçar em que todos esses conflitos de consciência são astuciosamente evitados: consiste em que a caçada não termina com a captura ou morte da peça, mas com tirar-lhe uma fotografia. Que requinte! Não é verdade? Que ternura de alma, a de estes anglo-saxões! Ficamos envergonhados porque, há trinta anos, num dia, à hora da sesta, matámos aquela mosca demasiado impertinente! É claro que o império britânico não se forjou com seda e bombons, mas empregando a maior dureza contra o sofrimento dos outros homens que conhece a história do Ocidente. Isto faz-me recordar que na altura mais cruel da nossa guerra civil uma senhora, inglesa ou criada na Inglaterra, se ofereceu para dar dinheiro para ambulâncias que recolhessem os feridos e os tratassem. Aceitou-se a oferta; mas, ao ir-se cumprimenta-la, verificou-se que os feridos para quem a senhora premeditava as ambulâncias não eram homens feridos na guerra, mas os cães maltratados ou doentes. Porque é o que dizia a boa senhora: «Das guerras terríveis têm a culpa os homens que as fazem; mas os cães não são culpados das feridas que recebem.» Mas, como e de onde estava a senhora tão certa que os homens sejam ultimamente culpados das guerras? Porque essa senhora, que maneja o apotegma como um filósofo de Plutarco, tem tanta perspicácia para descobrir a ausência de culpa no cão e é completamente cega para entrever o que no homem há ultimamente de humilde cão, perdido numa existência que não domina e espancado por uma e outra parte pelo mais impenetrável destino? Em vez de preocupar-se tanto com os cães, deveria esta senhora ter-se preocupado um pouco mais em não estar tão certa em assuntos sobre os quais não se pode ter, talvez, certeza. Essa brutal certeza perante o que é – em absoluto e por agora – indiscernível, representa sob fácies de tenaz ultra-sensível uma forma peculiar de barbárie, amamentada na dupla teta da estupidez e da petulância.” (Gasset, Ortega Y: 72 e 73)&lt;br /&gt;“A caça fotogénica é um amaneiramento e não um requinte; é um mandarinismo ético não menos deplorável que o intelectual dos outros mandarins.” (Gasset, Ortega Y: 72 e 73)&lt;br /&gt;“Na preocupação de fazer as coisas como é devido – e isto é a moralidade – há uma linha, ultrapassada a qual começamos a crer que é devido o que é pura vontade ou mania nossa. Caímos, portanto, em nova imoralidade, na pior de todas, que consiste em desconhecer as próprias condições sem as quais as coisas não podem ser. Este é o orgulho supremo e devastador do homem, que propende a não aceitar limites para a sua vontade e supõe que o real carece por completo de estrutura própria que se oponha ao seu alvedrio. Este pecado é o maior de todos, tanto que, perante ele, perde por completo valor a questão de se o conteúdo dessa vontade era, pela sua parte, bom ou mau. Se você crê que pode fazer o que quiser, por exemplo, o sumo bem, é Você já, e sem remédio, um malvado. Somente é estimável a preocupação pelo que deve ser quando esgotou o respeito pelo que é.&lt;br /&gt;Bom exemplo disto, pela própria pequenez da sua matéria, é este ridículo empolamento da caça fotográfica. Pode-se não se querer caçar, mas, se se caça, há que aceitar certos requisitos últimos, sem os quais a realidade «caçar» sofre evaporação. O emposse da peça, o drama táctil da sua captura efectiva e mais normalmente ainda a tragédia da sua morte nutre antecipadamente e proporciona os seus vigorosos e genuínos atributos a toda a tarefa antecedente: o áspero afrontamento com a brutalidade do animal, a resistência com a sua enérgica defesa, a ponta de embriaguez orgiástica que suscita todo o sangue em perspectiva e até a pequena suspeita criminosa que arranha a consciência do caçador. Sem estes ingredientes o espírito da caça volatiliza-se. O comportamento do animal está integramente inspirado pela convicção de que tudo aquilo implica a sua vida; e se resultar que tudo era pura ficção, que se trata de um retrato para um «passe», a caçada torna-se uma farsa e esvazia-se da sua específica tensão. Substituída a peça pela sua imagem fotográfica, que é um fantasma, toda a arte venatória torna-se um espectro. A actividade de uma Kodak compreende-se perante a noiva florescente, a torre gótica, o guarda-redes de futebol ou a pelada de Einstein; mas é demasiado inadequada perante o compadre javali que fossa no matagal.” (Gasset, Ortega Y: 73,74 e 75)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo Leopold e a Caça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Outubro – O Suave Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois tipos de caça: caça ordinária, e caça ao ruffed-grouse (Bonasa umbellus).&lt;br /&gt;Existem dois lugares para caça-lo: lugares ordinários e Adams County.&lt;br /&gt;Existem duas épocas para caçar&amp;nbsp;em Adams County: época ordinária e quando os tamaracks (Larix laricina – espécie de conífera) estão esfumados de dourado. Este texto é escrito para aqueles infelizes que nunca experimentaram estar, de arma descarregada, espantados e de boca aberta, a contemplar as agulhas douradas (dos tamaracks) a tombarem do céu, enquanto o foguete de penas que as desprendeu desaparece em direcção aos jackpines (Pinus banksiana).&lt;br /&gt;Os tamaracks trocam o verde pelo dourado quando as primeiras geadas vindas do norte trazem consigo a woodcock (Scolopax minor), fox sparrows (Passerella ilíaca) e juncos (Junco hyemalis). Bandos de robins (Turdus migratorius) extraem as últimas bagas dos espinhos dos dogwoods (cornus) deixando os talos desnudados formarem uma neblina cor-de-rosa que se esboça no monte. Os amieiros que ladeiam o riacho já depuseram as suas folhas e expõem aqui e acolá uma&amp;nbsp;tela sagrada. As amoreiras-pretas ficam incandescentes, iluminando os passos em direcção ao grouse.&lt;br /&gt;O cão conhece esse caminho bem melhor que tu próprio. Farás bem em segui-lo de muito perto, lendo as histórias que a brisa lhe conta através do movimento das orelhas. Quando por fim pára, estaca numa posição firme e diz num ápice, “Prepara-te,” a pergunta que lhe colocas é preparo-me para quê? Para o trautear de uma galinhola, para o ronco de um grouse a descolar, ou apenas para um coelho? Neste momento de incerteza encontra-se condensada muita da virtude da caça ao grouse. Aquele que tem necessidade de saber a que se deve preparar, deverá em alternativa dedicar-se à caça do faisão.&lt;br /&gt;As caçadas diferem de sabor, mas as razões são subtis. As melhores caçadas são as&amp;nbsp;furtadas.&lt;br /&gt;Para furtar uma caçada ou nos embrenhamos na natureza selvagem até onde jamais alguém&amp;nbsp;pisou ou descobrimos um local que não seja reconhecido e que fique&amp;nbsp;mesmo debaixo do nariz dos outros.&lt;br /&gt;Poucos caçadores sabem que o grouse existe em Adams County, pois quando passam por aqui fazem-no sem parar, vislumbrando apenas uns&amp;nbsp; jackpines e arbustos ressequidos. Isto acontece porque a auto-estrada cruza um conjunto de ribeiros que correm para oeste e desaguam num pântano, que acaba por ser direccionado para o rio através de barreiras de areia seca. A auto-estrada que segue em direcção a norte cruza naturalmente esses troços, mas mesmo por cima dessa via e por detrás do cenário dos arbustos secos as finas linhas de água expandem-se e formam uma larga faixa de pântano, um paraíso seguro para o grouse.&lt;br /&gt;Aqui, em Outubro, na solidão dos meus tamaracks, ouço perfeitamente os caçadores, cujos carros seguem na auto-estrada e que se dirigem para os condados sobrepovoados do norte. Troço deles na medida em que os imagino nas danças dos conta-quilómetros, com as faces estafadas, os olhos impacientes fixos no horizonte, direccionados para norte. Á medida que me surge o som das suas passagens, um grouse macho arrufa em tom de desafio. O meu cão sorri assim que conseguimos identificar o local de origem dessa atrevida provocação. Este companheiro, concordamos, necessita de algum exercício; iremos cuidar dele imediatamente.&lt;br /&gt;Os tamaracks não crescem apenas no pântano, mas também ao pé dos limites das terras que ficam por cima, donde brotam as nascentes que o alimentam. A cada Primavera fica atulhado de musgo, o que lhe dá um aspecto de uma eira alagadiça. Chamo-o de jardins suspensos, porque na orla desse espaço encharcado se erguem gentianas com as suas pérolas azuis. Tal gentiana de Outubro tingida pelo dourado dos tamaracks, merece bem uma paragem e uma demorada contemplação, mesmo quando o cão nos aponta um grouse mais à frente.&lt;br /&gt;Entre cada jardim suspenso e a margem dos riachos podemos encontrar coberto de musgo o trilho de veados, mesmo a modo de ser seguido pelo caçador, e o passadouro do impetuoso grouse que o atravessa numa fracção de segundo. A questão reside se a espingarda e o pássaro concordam no modo como se divide esse segundo. Pois se estes dois não se entenderem, o próximo veado que por ali passar apenas encontrará um par de invólucros para cheirar, mas nenhumas penas.” (Leopold, Aldo: 103,104)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas que o autor dedica ao mês de Outubro podemos constatar que o tema da caça é marcante e predominante, pois continua a falar-nos do seu cão, de gansos e de como se deve caçar a perdiz. &lt;br /&gt;No tema intitulado Red Lanterns, podemos encontrar a seguinte expressão: “Por diversas vezes as red lanterns me iluminaram o caminho em agradáveis caçadas...” (Leopold,Aldo: 117)&lt;br /&gt;Aldo Leopold foi Caçador e foi precisamente por ter sido Caçador que escreveu este livro maravilhoso. Não se trata de nenhum paradoxo. &lt;br /&gt;Esta obra demonstra a versatilidade e a adaptação da natureza e também o homem como parte integrante da mesma e sujeito a toda essa mutabilidade, pelo que não pode ser um mero observador, como alguns apregoam, mas um activo participante fiel à sua própria essência, porque a integra e completa. &lt;br /&gt;O que nos veio dizer Leopold não foi que um ano tem doze meses e que neva no inverno, mas sim que devemos agir dentro dos limites daquilo que ele designa de “The Land Ethic”!&lt;br /&gt;Caça é caça e fotografia é fotografia, pelo que não devem ser estas duas confundidas. Nem substituir uma pela outra. Poderão sim complementar-se, mas serão sempre desiguais e inconfundíveis.&lt;br /&gt;Entende-se perfeitamente a existência de quem faça a escolha pela máquina fotográfica, mas não é admissível que dessa preferência possa resultar a imposição de um comportamento, negando aos outros, que pensam de modo diferente, o exercício da mesma liberdade&amp;nbsp;de decisão, como também não é aceitável que se expresse que a caça&amp;nbsp;seja agressiva e egoísta na sua relação com a natureza, porque se o fosse, para começar, jamais teria sido escrito&amp;nbsp;A Sand County Almanac e, para finalizar, esse tipo de sentimentos ofensivos e comodistas são bem mais perceptíveis naqueles que consideram que a captura fotográfica do “troféu” dará lugar a formas mais altruístas de relação com a natureza, como nos explica Ortega Y Gasset, aliás também foi outro grande Caçador, naturalista e cidadão americano que disse: “All hunters should be nature lovers” (Roosevelt, Theodore – 26.º Presidente dos E.U.A.) e acredito que o sejam verdadeiramente, de alma e coração, ao contrário de outros que, sem serem caçadores, o proclamam por tudo e por nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leopold, Aldo (2001). A Sand County Almanac – With Essays on Conservation. Oxford University Press.&lt;br /&gt;Gasset, Ortega Y (1989). Sobre a Caça e os Touros – Ensaio. Edições Cotovia Lda.&lt;br /&gt;Medeiros, Emanuel Oliveira (14JAN2010). Suplemento Educação: Pensar como uma Montanha, de Aldo Leopold: Um Caminho de Educação e Ética Ambiental. www.correiodosacores.net.&lt;br /&gt;Traduções do Sand County Almanac da minha autoria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4019761999743484972?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4019761999743484972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4019761999743484972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/10/caca-fotografica.html' title='Caça Fotográfica'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKhmii8THgI/AAAAAAAABbQ/2xf4GEqdrP0/s72-c/sandcountyalmanac.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4328541933696346588</id><published>2010-09-28T00:49:00.005Z</published><updated>2010-09-28T00:58:25.635Z</updated><title type='text'>IV Troféu de Santo Huberto – Dr. Gualter Furtado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKE7ees30yI/AAAAAAAABbM/ydsxU3TmgGY/s1600/paragem_por_simpatia.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKE7ees30yI/AAAAAAAABbM/ydsxU3TmgGY/s320/paragem_por_simpatia.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Realizar-se-á no próximo dia 2 de Outubro uma prova de Santo Huberto com cão de parar sobre perdizes vermelhas na Ilha do Pico, que pretende ser uma homenagem ao homem e ao caçador que é Gualter Furtado e que possui como grande impulsionador o conhecido confrade Cremildo Marques, além de constituir um momento alto na componente social e de gastronomia cinegética e regional, factores imprescindíveis para a defesa e sustentabilidade da caça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Provas terão como Juízes o Internacional José Pedro Leitão e o Luis Figueiredo. &lt;br /&gt;Este acontecimento é já um marco no Santo Huberto e constitui uma verdadeira escola para os caçadores com cão de parar. &lt;br /&gt;Normalmente é realizado em terrenos que apresentam a vegetação típica da Ilha do Pico e os participantes presenteados com vistas deslumbrantes sobre as outras Ilhas que compõem o Grupo Central do Arquipélago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce mencionar que a vinha do Pico é Património Mundial ao qual se junta a imponente Montanha da Ilha - o ponto mais alto de Portugal, paisagens que emprestam àquela maravilhosa Ilha Açoriana características e belezas deslumbrantes e inigualáveis, o que constitui sempre um forte atractivo para quem anseia ali se deslocar e que estamos na presença de um evento singular que se irá desenrolar numa das sete Maravilhas de Portugal, galardão justamente conquistado e por voto popular, que os caçadores no decurso deste acontecimento irão ter também a oportunidade de usufruir e homenagear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e Fotografia da autoria de Gualter Furtado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-4328541933696346588?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4328541933696346588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/4328541933696346588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/09/iv-trofeu-de-santo-huberto-dr-gualter.html' title='IV Troféu de Santo Huberto – Dr. Gualter Furtado'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKE7ees30yI/AAAAAAAABbM/ydsxU3TmgGY/s72-c/paragem_por_simpatia.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-3325470419532058022</id><published>2010-09-27T13:18:00.007Z</published><updated>2010-09-27T17:49:03.083Z</updated><title type='text'>Placa de Reconhecimento a Paulo Cruz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKCZfLn05-I/AAAAAAAABbI/e6ef8CSQitw/s1600/premiados_2010.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKCZfLn05-I/AAAAAAAABbI/e6ef8CSQitw/s320/premiados_2010.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nos passados dias de 25 e 26 do corrente mês de Setembro, na Ilha de São Miguel, realizaram-se as duas últimas Provas de Santo Huberto do Calendário de 2010 com cães de parar sobre perdizes vermelhas, previstas para aquela ilha açoriana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano realizaram-se 14 provas, tendo-se classificado no conjunto destes dois dias de competição o José Moniz com a Braco Alemã Íris em 1º Lugar, em 2º Lugar o Filipe Carreiro com a Pointer Mira e em 3º Lugar Gualter Furtado com o Epagneul Breton de nome Pico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De salientar que estas duas provas finais foram julgadas pelo Juiz Paulo Cruz, da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, ao qual, na cerimónia de encerramento, foi oferecida uma placa de reconhecimento pelo elevado contributo pessoal que tem dado aos caçadores de Santo Huberto com cão parar nos domínios da segurança, do tiro, espírito desportivo e na condução dos cães de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografia da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-3325470419532058022?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3325470419532058022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/3325470419532058022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/09/placa-de-reconhecimento-paulo-cruz.html' title='Placa de Reconhecimento a Paulo Cruz'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TKCZfLn05-I/AAAAAAAABbI/e6ef8CSQitw/s72-c/premiados_2010.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-7337451894510701478</id><published>2010-09-26T19:33:00.008Z</published><updated>2011-01-15T14:21:36.000-01:00</updated><title type='text'>Em Defesa da Festa Brava</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG7UlxrUyI/AAAAAAAABhU/xsuuZEmY1jU/s1600/FRANCISCO+MOITA+FLORES.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG7UlxrUyI/AAAAAAAABhU/xsuuZEmY1jU/s320/FRANCISCO+MOITA+FLORES.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Em Defesa da Festa Brava &lt;br /&gt;Em Defesa da História, da Terra e dos Homens &lt;br /&gt;Em Defesa dos Animais e da Natureza &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo-me Francisco Moita Flores. Sou escritor. Sou pai de três filhos, avô de três netos. E, neste momento da minha vida pessoal, por decisão do Povo de Santarém, sou Presidente de Câmara. &lt;br /&gt;Nasci num monte alentejano entre Moura e Amareleja. Cresci repartido entre a cidade e o campo. Estudei na escola primária desse monte, depois numa vila, depois nas cidades do país, depois em cidades de outros países. Aprendi a vida convivendo com manadas de vacas, imensos rebanhos de ovelhas, cavalos, mulas, porcos, cabras, com o rio Ardila e tinha uma cadela que se chamava Maravilha. Durante 15 anos servi a Polícia Judiciária. Fui testemunha e actor do sofrimento mais pungente, de tragédias inimagináveis, de lágrimas feitas de tanta dor que não havia consolo. Conheci, vivi, convivi com o luto e a morte durante este tempo. Tempo demais para não sermos tocados por esse mundo invisível de dor e pranto. E este rasto de sofrimento e morte, de miséria e desespero, de violência e brutalidade em contraste com as memórias de outros tempos de menino converteu-me ao franciscanismo. S. Francisco, o irmão de todos os rios, irmãos de todos os pássaros, irmão do sol e da vida, irmão dos animais, das árvores, dos homens, das crianças, ensinou-me o caminho ético e moral para educar os meus filhos e amar os meus netos e a gente que em mim deposita confiança para governar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi nos campos alentejanos a ser aficionado. Uma pulsão emotiva que não sabia explicar. O touro bravo, fera negra, símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo. E descobri em Knossos, nos frescos deixados pela civilização cretense, que essa admiração era velha. Em Esparta e na civilização grega. Reencontrei-a em Roma e na civilização romana. Depois nos enormes frescos de Miguel Ângelo, nos poemas de Garcia Lorca, na pintura de Picasso, nas páginas de Hemingway e de tantos outros poetas, escritores, pintores, escultores que percebi que o irmão touro bravo integrava o psicodrama essencial do Homem. A sua inquietude perante a morte e a necessidade de a vencer para aspirar à imortalidade. Numa arena, em cada combate, vence a vida ou vence a morte. Não há meio termo. Esta dimensão trágica do simbólico enredo taurino está presente em todas as manifestações populares, nomeadamente, nas largadas, que arrebatam milhões de entusiastas que procuram apostar a vida, nem que seja numa corrida medrosa com o touro a quinhentos metros de distância. E o ritual cumpre-se pelo exorcismo da negação evitabilidade finitude. &lt;br /&gt;O crescimento das cidades, e das culturas urbanas, produziu novos mitos. Novas falas, como lhe chama Roland Barthes. Produziu novos ritos sociabilitários, novos discursos simbólicos, novos afectos e importantes discursos sobre o mundo e os nossos destinos colectivos. Representou grandes ganhos revolucionários, culturais e civilizacionais e bem se pode dizer que, hoje, o mundo é comandado pelas cidades. Porém, também desvarios, radicalismos, intolerância e a irrupção de um pensamento que destrói a memória, que expropria e marginaliza os ritos, os mitos, os valores, os símbolos que durante séculos consolidaram Portugal, lhe deram identidade e o afirmaram como Língua, como Povo, como Pátria, como Território. As culturas urbanas radicais desprezaram os campos e desprezam os seus costumes, gostos, atitudes psico-afectivas. Consideram-nos ganga, ruído, ‘pimba', decadência face ao brilho multicolorido das cidades. Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas adoram canja de galinha! Culturas, ou microculturas radicais que surpreendidos pela devastação que provocaram, desertificando os campos, envelhecendo-os, matando-os, matando a agricultura, as aldeias, as vilas, a vida da pastorícia, das florestas - tudo submetido à ordem e aos valores da cidade - descobriram que valia a pena lutar por adereços. Não pelos campos ou pela multiplicação dos animais como estratégia de recuperação do mundo agrícola, muito menos por respeito pelos homens que desprezam e tratam como meros servos, mas para apaziguar consciências consumistas que na irracionalidade do consumismo despedaçaram qualquer outro valor, ideia, ou respeito pelos outros, seja pelos Homens, seja pela Natureza, seja pelos Animais. &lt;br /&gt;Os diferentes nichos que surgem pelo país, em defesa do lince, em defesa do lobo, em defesa da água, contra a festa brava, na maior parte dos casos apenas olha a árvore e recusa-se a ver a floresta. São, na sua maioria, contra qualquer vínculo que afirme o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Não quero, nem é possível discutir os argumentos contra a Festa Brava. São do território da fé e jamais chegaríamos ao fim. Não é possível argumentar contra visões fundamentalistas, transformadas em beatério de confrades laicos. Que gozam as graças de meios de comunicação que adoram ruído e conflito e acreditam piamente nas verdades gritadas por aguerridos beatos, quais velhas inquisidoras. Na verdade, limpando a hipocrisia, a nenhum interessa os direitos dos animais, nem os direitos dos homens. Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências. Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se ‘fabricam' com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica. Não! Nada disto. Apenas contra a pretensa violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos. Embora respeite os seus gritos, pois creio nesta terra da liberdade sem excepção de ninguém. Até daqueles que assiste o direito ao disparate. Cheguei á idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra. É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária. E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs' que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes. &lt;br /&gt;Por isso mesmo decidi lançar este abaixo assinado que vos envio. Já que a moda é o abaixo assinado, assinemos. Em defesa da Festa Brava, em defesa da Festa, em defesa dos valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do progresso com Memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História. &lt;br /&gt;Proponho-vos chegarmos a CEM MIL assinaturas até Julho de 2011. CEM MIL! Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo assinado fora, este combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns. Convido-vos com a serenidade da razão a subscrever este abaixo assinado e definitivamente mostrar ao país que não nos submetemos à ditadura do ‘hamburger' urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa. Sem intolerância, em nome da Liberdade, mas também em nome dos direitos naturais sagrados que nos tornaram portugueses, filhos de Portugal, netos de almocreves, cavaleiros, campinos, guardadores de rebanhos, de escritores e de poetas, de guerreiros e camponeses, nascidos do mesmo ventre de terra à qual um dia regressaremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santarém, 25 de Agosto de 2010 &lt;br /&gt;Francisco Moita Flores&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da autoria de Francisco Moita Flores, retirado de &lt;a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2951"&gt;Petição Pública&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Fotografia retirada da internet, sem autor idntificado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-7337451894510701478?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7337451894510701478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/7337451894510701478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/09/em-defesa-da-festa-brava.html' title='Em Defesa da Festa Brava'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TTG7UlxrUyI/AAAAAAAABhU/xsuuZEmY1jU/s72-c/FRANCISCO+MOITA+FLORES.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-1537945356020802216</id><published>2010-09-12T14:10:00.022Z</published><updated>2010-09-13T08:48:38.060Z</updated><title type='text'>Os Coelhos de São Jorge</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIzoJEiAGcI/AAAAAAAABak/hjahlzQWnLE/s1600/coelhos_de_sao_jorge.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIzoJEiAGcI/AAAAAAAABak/hjahlzQWnLE/s320/coelhos_de_sao_jorge.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Desconhece-se se alguma das actuais espécies cinegéticas açorianas eram já existentes no arquipélago à data da chegada dos primeiros navegadores, o certo é que antes do povoamento foram lançadas nas diferentes ilhas, perdizes e codornizes, entre outras aves e diversos animais como as ovelhas, cabras, porcos e também alguns coelhos que acabaram por encontrar nestas ilhas condições favoráveis e muito benéficas para o seu estabelecimento e desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São Jorge é o nome de uma das nove ilhas que compõem o Arquipélago dos Açores e localiza-se no Grupo Central, também constituído pela Terceira, Graciosa, Faial e Pico, distanciando-se desta última por apenas 15 km e caracteriza-se por ser estreita e comprida, possuindo em 2001 uma população de 10500 habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma das actividades económicas mais importantes da ilha reside na exploração agro-pecuária, sobretudo na produção de carne e de leite que depois é transformado no afamado e muito apreciado Queijo de São Jorge, detentor de Denominação de Origem Protegida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para salvaguardar este valioso recurso o Governo dos Açores, através do *Calendário Venatório da Ilha de São Jorge, para a época venatória de 2010 e 2011, que se iniciou a 01 de Julho de 2010 e terminará a 30 de Junho de 2011, veio permitir a caça ao coelho todos os dias, sem limite de peças por caçador, acrescida do facto de também estar a criar legislação para licenciar e comercializar a carne de coelho bravo de modo a poder diminuir a densidade populacional desta espécie cinegética no arquipélago, feitos que suscitaram nesta região insular uma ampla e acesa discussão que ainda hoje tem lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por um lado podemos localizar os agricultores e os lavradores que alegam ter os seus rendimentos diminuídos em virtude dos estragos de que dizem ser vítimas, provocados pelos coelhos nas pastagens e nas plantações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por outro temos duas facções de caçadores, uma prudente no acolhimento e outra contra a instituição de tais medidas e ainda temos acima de todos estes intervenientes a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas a criar legislação de modo a tentar gerir toda esta conjuntura e o inerente conflito de interesses que acabou por se instalar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os agricultores jorgenses de tão lesados que se declaram, já solicitaram até ao passado mês de Julho de 2010, mais de 40 pedidos de correcção de densidades do coelho bravo, os quais resultaram em mais de 5000 abates.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Alguns caçadores, preocupados com esta realidade e conscientes das fraquezas que caracterizam o novel regime de caça associativo açoriano, por se encontrar a dar os primeiros passos, e por temerem que a contínua perda de rendimentos dos agricultores os leve a decidir pela introdução do vírus hemorrágico, consideram ser preferível a caça nos moldes do actual calendário venatório, enquanto a situação o justificar, ao mesmo tempo que se esforçam pela interdição da caça à noite, pela necessidade da existência de uma forte fiscalização e por transmitirem um comportamento adequado do caçador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Outros, por outro lado, são frontalmente contra, afirmando que o que se passa em São Jorge não é mais do que uma selvajaria, uma matança sem sentido e criticam tanto o que lá se faz, como os que ali vão caçar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Temos duas correntes de opinião dentro da caça e para melhor compreende-las é necessário ter conhecimento que nos Açores, apesar de existir legislação que permita a criação de Zonas de Caça de Interesse Associativo, a mesma é muito recente, decorrendo ainda a caça neste território insular naquele que é vulgarmente designado por “terreno livre”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Acontece que não existem dados palpáveis e consistentes sobre a real situação dos efectivos cinegéticos, nem possuem os caçadores, neste quadro, um leque de alternativas que lhes permitam participar num modelo mais elevado, em associação com outras entidades, na resolução desta e de outras dificuldades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se por um lado é possível considerar que, na falta de dados consistentes, a decisão da caça ao coelho sem limite, levada a cabo na Ilha de São Jorge, seja fruto de uma enorme pressão e que possa degenerar em actos de selvajaria e de matança gratuita, nas mesmas circunstâncias também é lícito pensar o contrário e afirmar que a medida possa ser razoável e apropriada, até porque todos os que, entre nós, se dedicam à observação e ao estudo das espécies cinegéticas, neste caso do coelho bravo, imaginam o quanto este animal pode ser destrutivo, se se encontrar numa exploração agrícola em números exagerados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A certeza que subsiste é que, neste momento da História da Caça nos Açores, os Caçadores Açorianos estão completamente limitados nas suas opções e acções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sobre a comercialização do coelho bravo açoriano, se nada for alterado e tudo permanecer como está é fácil conceber, no actual contexto, quão dramáticas e nefastas serão as consequências desta actividade para a existência do coelho bravo enquanto espécie cinegética e animal, se a legislação não tiver em conta, nem for adequada à realidade do arquipélago e devidamente assistida no terreno pelos apropriados e necessários meios humanos e materiais para a monitorizar convenientemente e para proceder não só a uma eficaz fiscalização, mas também a uma célere e ajustada autuação das infracções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É sabido que os Caçadores possuem um papel insubstituível e de primordial importância na gestão dos recursos cinegéticos, responsabilidade da qual não devem ser arredados, porque se interessam e preocupam, porque são activos e diligentes, porque estão no terreno e recolhem informação variada, válida e actual, porque são imprescindíveis para o saudável equilíbrio ambiental e para a segurança das pessoas no controlo das pragas e dos grandes predadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os Caçadores são parte integrante da sociedade moderna, constituem e representam um sector económico importante, pelo que não podem, nem devem refugiar-se em interesses egoístas, por muito apelativos que os mesmos se apresentem, nem permanecerem indiferentes aos acontecimentos que se desenrolam e que tomam, todos os novos dias, as mais diversas formas, sob pena de serem excluídos do debate, de perderem importância e influência e de ser-lhes denegado o poder de decisão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Situações existirão em que se imporá a manutenção e a inflexibilidade das posições. Apela-se, por isso, a que saibam identifica-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;*Os calendários venatórios em vigor nas diferentes ilhas poderão ser consultados no seguinte endereço:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;a href="http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/sraf/textoImagem/Calendários+Venatórios.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/sraf/textoImagem/Calendários+Venatórios.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Deles apenas constam oito, porque não é permitida a caça na Ilha do Corvo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-1537945356020802216?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1537945356020802216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/1537945356020802216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/09/os-coelhos-de-sao-jorge.html' title='Os Coelhos de São Jorge'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIzoJEiAGcI/AAAAAAAABak/hjahlzQWnLE/s72-c/coelhos_de_sao_jorge.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-811246817064247762</id><published>2010-09-05T18:08:00.005Z</published><updated>2010-09-05T18:16:40.057Z</updated><title type='text'>Faial da Terra - Do Salto do Prego e do Sanguinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPb5pOosKI/AAAAAAAABX4/gw1X5nA8K2g/s1600/I" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPb5pOosKI/AAAAAAAABX4/gw1X5nA8K2g/s320/I" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;O meio ambiente, a natureza e o mar constituem uma das mais importantes vantagens comparativas absolutas e relativas do Arquipélago dos Açores. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Nesta oferta ímpar da nossa Região encontram-se os percursos pedestres. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;São cada vez em maior número os estrangeiros que nos visitam tendo como objectivo principal, exactamente o de poderem desfrutar da paisagem e das belezas naturais dos Açores, através dos trilhos proporcionados pelos percursos pedestres devidamente assinalados que existem em várias Ilhas desta maravilhosa Região Insular. &lt;br /&gt;Noto com enorme satisfação&amp;nbsp;o facto de&amp;nbsp;alguns residentes também já começarem&amp;nbsp;a percorre-los.&lt;br /&gt;Muitos destes trilhos são testemunho real de uma fase da nossa história, já que eram utilizados originalmente pelos nossos antepassados para se deslocarem entre as diferentes localidades existentes em cada uma das nossas Ilhas, servindo&amp;nbsp;por isso&amp;nbsp;multiplas funções das quais se destacam a distribuição de diversos bens e serviços importantes e&amp;nbsp;essenciais. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPcOSdDJtI/AAAAAAAABYA/Jor1FNX0ck8/s1600/II" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPcOSdDJtI/AAAAAAAABYA/Jor1FNX0ck8/s320/II" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Com a construção das novas e modernas vias de comunicação estes trilhos foram abandonados e desprezados, tendo mesmo alguns ficado irremediavelmente esquecidos e perdidos entre plantas invasoras e às vezes também do&amp;nbsp;betão. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Felizmente que nos últimos anos alguns dos antigos percursos pedestres têm vindo a ser recuperados constituindo estas acções de restauração excelentes medidas de política económica com recurso a uma despesa pública modesta, quando comparada com outros investimentos da mesma natureza, mesmo no âmbito municipal. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Evidentemente que não basta reabrir estes trilhos, é preciso cuidar da sua manutenção, garantir a sua segurança e adequada sinalização,&amp;nbsp;tratar da sua&amp;nbsp;limpeza e recolha do&amp;nbsp;lixo que algumas "pessoas" teimam em abandonar, ainda que felizmente num número cada vez mais reduzido, e proceder à sua divulgação. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Estamos pois num campo em que as parcerias entre o Governo dos Açores, as Câmaras Municipais e o sector privado devem ser incentivadas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Sempre que tenho disponibilidade e companhia gosto de subir o Pico da Vara, a Montanha do Pico (a minha preferida maravilha de Portugal) e fazer alguns percursos pedestres. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Nesta actividade salutar e de estreito contacto com a natureza tenho me cruzado com muitos estrangeiros que por esta via se tornam, sem quaisquer dúvidas,&amp;nbsp;nos melhores embaixadores que os Açores alguma vez tiveram.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPcbGLmfeI/AAAAAAAABYI/j15GiV9fFHk/s1600/III" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPcbGLmfeI/AAAAAAAABYI/j15GiV9fFHk/s320/III" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Refiro-me em concreto ao percurso pedestre que se inicia junto da Ribeira do Faial da Terra até ao Salto do Prego, onde é possível observar e desfrutar de uma magnífica cascata, e regresso pelo Sanguinho (nome de uma planta endémica dos arquipélagos dos Açores e da Madeira) e pela pequena aldeia constituída por um conjunto de pequenas casas muito bonitas e típicas, que se encontram em fase de reconstrução por uns investidores privados a quem desejo sinceramente os maiores sucessos, embora saiba não ser uma tarefa fácil. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Do Sanguinho temos uma vista deslumbrante do Faial da Terra. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Todo o trilho é ladeado por matas de acácias e incensos e infelizmente também de muitas plantas invasoras, que constituem nos Açores uma autêntica praga (espero que as entidades públicas estejam atentas à turfeira dos Graminhais).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Para terminar, aqui fica pois uma excelente sugestão de percurso pedestre na Ilha de São Miguel, bem assinalado, de dificuldade média e de aproximadamente 5 Km, a realizar sempre em grupo. Sendo que este trilho é bem o exemplo da necessidade da parceria do Governo com a Câmara Municipal, já que alguns troços do percurso necessitam de melhoramentos, embora salvaguardando e sem nunca colocar em causa a sua rusticidade e originalidade.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e fotografias da autoria de Gualter Furtado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36395442-811246817064247762?l=ribeira-seca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/811246817064247762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36395442/posts/default/811246817064247762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ribeira-seca.blogspot.com/2010/09/faial-da-terra-do-salto-do-prego-e-do.html' title='Faial da Terra - Do Salto do Prego e do Sanguinho'/><author><name>Pedro Miguel Silveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03175211984447820486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THWtyVsr97I/AAAAAAAABWQ/b9Ab-cdCpok/S220/capa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/TIPb5pOosKI/AAAAAAAABX4/gw1X5nA8K2g/s72-c/I' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36395442.post-4489104680419772229</id><published>2010-08-28T16:02:00.010Z</published><updated>2010-08-31T01:16:57.285Z</updated><title type='text'>A Corneta de Caça em Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THkypoSKWAI/AAAAAAAABXQ/zgZy2cLqQpI/s1600/DSC06849.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: right; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_KBqFyoF8uwQ/THkypoSKWAI/AAAAAAAABXQ/zgZy2cLqQpI/s320/DSC06849.JPG" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,
